A VIDA SECRETA

Virgínia Berlim - Luiz Biajoni

Jul 15th 2007
5 Comentários
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O título deste post poderia ser: “Fui ao lançamento do livro por uma dedicatória e acabei saindo no lucro”. E isso por alguns motivos, os mais fortes são:

• De perto o Biajoni é mais bonitinho que por foto.
Virgínia Berlim traz de brinde uma deliciosa trilha sonora.
• O livro é foda!

Amanheci indecisa, não sabendo se relia as crônicas do Alex que mais amo ou se caía dentro da leitura de Virgínia Berlim. Optei por ouvir a trilha enquanto tentava escrever sobre o lançamento carioca dos livros do Alex e do Bia, mas não sosseguei enquanto não parei e li o novo filho do Biajoni.

Rolou todo um ritual. Tomei um banho, coloquei o CD pra rodar, deitei na cama e comecei a ler. O texto de abertura do Alex é uma prévia do que estamos por ler, e não porque ele conte do livro, mas porque em uma palavra define tudo. Adorei. É o que ele diz. Adorei. É o que copio e colo.

Minha primeira impressão foi algo muito doido. Daqui a vinte anos, quando alguém que não viveu a época de hoje ler o livro, vai entrar em um túnel do tempo. Já que o livro é repleto de citações, marcas de produtos, gírias e expressões pra lá de contemporâneas. Senti falta dos celulares, computadores e outras tecnologias, mas… A maneira descritiva com que o Bia relata as situações marca uma época. A época do cara e da tal Virgínia.

Outra coisa que ele faz como ninguém é abusar do fato de ser normal. Suas personagens são deliciosas de serem lidas justamente porque são comuns. Poderia ser qualquer um de nós. Ler Virgínia Berlim é como estar por um tempo dentro da mente do narrador. É possível quase sentir as dores, os sabores e aromas. A sinestesia é total. Sabe aquela expressão: “Queria poder estar por um momento na mente de fulano de tal.”?! Pois bem, ele faz isso possível.

O livro é erótico? Não, mas tem cenas eróticas sim. Citações super naturais, de uma maneira gostosa de ser lida, completamente inseridas no contexto da história. Narradas de uma maneira tão explícita que é como se estivéssemos de voyeur, ou melhor, como se fossemos as personagens.

O CD com Dez Canções de Virgínia Berlim é algo excepcional, um prazer à parte. Com um apêndice no livro trazendo as letras e respectivas traduções, ficamos ainda mais íntimos da história. Lou Reed (um elogio especial para Bed, que pra mim é A música do livro), Nick Cave e até mesmo Bing Crosby, entre outros nos embalam enquanto as cenas se sucedem. Demorei um CD e meio, com direito à pausa para o xixi, para ler. No entanto, já vi que estas dez canções serão para sempre pra mim.

Quando fez a dedicatória, o Biajoni disse que o livro não era lá esta coisas (modesto ele), mas que o CD era tudo. Ouso dizer que tudo é o todo. Livro e CD se completam para fazer parte da minha vida. Repito o que disse o Alex no texto de abertura do livro: Adorei!

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5 Comments

  1. Quero Virgínia Berlim

  2. Infelizmente eu tinha um compromisso, senão teria ido ao evento apesar de não conhecer os escritores, mas cariocas merecem apoio!!
    Quando voltar meu ânimo prá ler livros eu procuro por esses…
    Beijos!!

  3. Poxa, também estava lá! Também amei o livro do Bia! Também amei a trilha sonora do livro!

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