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Ser mãe é padecer no paraíso

 

Hoje é dia de Gastronomia Erótica n’A Vida Secreta, mas como é Dia Das Mães, resolvi mudar um pouco o roteiro das coisas. Antes de tudo, não sou mãe, até o momento optei não ser por motivos diversos. Já tive sérias brigas comigo porque o relógio biológico grita e o meu lado racional abafa. O emocional? Bem, este tem ficado quietinho. Acho que acostumou à minha indecisão. Me resta parabenizar as mães que conheço (e as que não conheço também) e homenagear as que admiro.

Beijo especial à minha mãe que sempre soube viver o exemplo de que mãe, esposa e amante, podem (e devem) ter a face de uma mesma mulher!

 

Sou louca pelos textos da Gabs, do Fogo nas Entranhas, que recentemente foi mamãe e têm sido pra mim um símbolo da realidade maternal. Em seu Super Bebê, ela e o Tarsis, seu marido, falam da aventura que é ter a bela Valentina em casa. Vidas reais, nada secretas. Só quem é apaixonado por blogs, como eu, é capaz de entender esta coisa de emocionar lendo a Gabs. Quando ela lançar o Super Bebê em livro, estarei lá na noite de autógrafos.

 

A bela Cláudia Lyra, a Mamy do É a Mãe! (aliás, parece que ela deu uma parada no blog, espero que não seja pra sempre), é outro símbolo pra mim da mãe real. Não a que padece no paraíso. A conheci no lançamento dos livros do Alê e do Bia, ano passado no Amarelinho, RJ. E adivinhem?! A Mamy estava com as suas crias! Três belos rapazes curtindo a night com a Mamy. O máximo, né? Seu texto, Mulher Moderna, Função 30 Horas, no PdH até hoje é comentadíssimo.

E hoje, enquanto buscava o termo “Mãe Sexy” no Google, descobri outro blog, Mãe Sim, Santa Não! . Que fala exatamente das venturas e desventuras dessa figura quase santa que padece no paraíso. Sob anonimato, a autora do blog ousa desmistificar este estereótipo convidando outras mães a abrirem suas vidas secretas compartilhando suas diferentes experiêscias maternais. Textos curtos, assuntos interessantes.

Segue abaixo um texto muito bom, não sobre a mãe sexy, mas exatamente o contrário, a mãe frígida. Não por ser frígida realmente (ainda acho que frigidez é fruto da incompetência masculina), mas por um momento especialmente delicado onde as mulheres, por puro instinto de preservação animal, reservam quase todo o tempo de sua função 30 horas para serem simples fêmeas cuidando de seus filhotes, MÃES.

 

Mãe Frígida? – Texto original do Mãe Sim, Santa Não!

Sempre me achei uma mulher normal, nunca fui fogosa, porém também nunca me senti “frígida”. Durante a gravidez a minha libido diminuiu, não tinha vontade de fazer sexo, fora a libido rolou uma encanação, era como se transasse com uma criança me olhando. Pensando friamente, na natureza depois que uma fêmea fica prenha ela sossega, não fica dando por aí, e depois que a cria nasce, muito menos, ela se entrega totalmente aos filhotes. Será que meu instinto animals aflorou, pois eu queria ser como um bicho e não ter que fazer sexo, não por obrigação! Depois do nascimento juntou o cansaço, a amamentação e querer estar grudada na minha cria, que também não rolava muita vontade. Com o tempo a vontade aparece, mas aquela coisa louca nunca mais. Ás vezes penso que posso ser frígida, outras vezes não acho..pois não é que não queira, mas é que a frequência de vontade é bem diferente do meu companheiro, já que por ele seria uma coisa diária. O que me deixa doida é ver que várias amigas não perderam o fogo durante a gravidez, até pioraram..eu gostaria muito de estar na estatística das mulheres que são fogosas. E conversando com outras, vejo que talvez não tenha esta doença, já que muitas amigas não querem nem pensar em sexo se estão cansadas, estafadas, chateadas… Qual a receita de manter a libido em alta?

Sobre as mães por aí…

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Sobre B.

B. é editora do A Vida Secreta. Uma loba em pele de cordeirinha, que acredita que a consensualidade é a base de todos os relacionamentos.

6 Respostas para “Ser mãe é padecer no paraíso”

  1. Charô disse:

    Não me canso de admirar a imagem…

  2. Gabi disse:

    Oi Querida!

    Obrigada pela citação! É uma honra estar entre colegas tão capazes : )

    Bem quanto ao “mãe frígida” eu fiquei encanadíssima quando a Valentina nasceu, pensei que fosse ficar frígida…e olha que eu já classifico como frígida querer transar dia sim, dia não.

    Eu sempre tive “fogo nas entranhas” e nunca passei um dia sequer (estando num relacionamento, of course) sem transar. Gosto MUITO da coisa e sexo pra mim é 70% de um relacionamento.

    Na gravidez minha libido aumentou MUITO eu queria a toda hora, um horror. Meu marido ficou até encanado, pensando que a incidência de orgasmos poderia me fazer entrar em trabalho de parto prematuramente..rsrsr…convencê-lo do contrário foi um exercício de paciência em meio a um incêndio hormonal.

    Agora que estou amamentando, confesso que o ritmo caiu um pouco. A gente fica sem vontade mesmo e fica MUITO, muito cansada, mas não deixei de transar e já estou sentindo novamente “aquela coisa louca”, aquele desejo cego e urgente de antes…acho que são os hormônios voltando ao normal.

    Amamentar gasta cerca de 700 calorias por dia, acredita? Eu já estou quase tão magra quanto estava antes de engravidar, já estou vestindo minhas roupas anteriores à gravidez também e a neném só tem 2 meses…tudo é uma questão de tempo.

    Essa coisa de as crianças serem o “centro da vida das mães” é exagero, como disse a Cláudia Motta aí em cima, antes de ser mãe eu sou mulher.

    E tenho dito.

    beijos

  3. Cláudia Motta disse:

    Penso que muitas mulheres ao tornaremse mães abidicam, não sei se conscientemente, do papel de “mulher-amante”, já conversei com algumas amigas que diziam que não conseguiam ter uma vida sexual ativa depois do nascimento dos filhos, porque eles haviam se transformado no “centro” de suas vidas, sua razão de viver, aquele a quem se tem a obrigação da “dar amor” 24h por dia. Sou mãe, e é uma experiência de fato única, amo ser mãe, mas jamais esqueci que antes de tudo sou uma mulher, aliás se não fosse não seria mãe né? Os filhos são parte de nossas vidas, mas seres idependentes que tem as próprias vidas e para isso que os amamos, educamos, damos limites, ensinamos responsabilidades, enfim os orientamos para que sejam livres para escolher seus caminhos nesse vasto e maravilhoso mundo e nós seremos sempre mulheres e mães, a cada uma dessas facetas cabe um papel, e elas se completam , ser mãe não significada abidicar de nosso papel de amante. É só não esquecer, que foi o sexo que trouxe aquela nova criatura ao mundo, então sexo e maternidade tem uma relação” muito íntima” rs

    Beijos a todas as mães e futuras mães também!!!!!

  4. Claudia Lyra disse:

    Olha você aqui!!!! B., minha linda, saudade de ler seus textos, pois não conhecia este seu blog. Vou te dizer uma coisa: lamento tanto não ter conversado um tantão contigo lá no Amarelinho. O Bia, aquele safardana, só me falou que você era você depois que nos despedimos. E eu fiquei doida, porque sempre gostei demais de te ler. Quando será que teremos outra oportunidade?

    Beijos!!!!

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  1. [...] já esteve por aqui, quando fiz uma citação a um texto do Superbebê, e também em ocasião do Dia das Mães. A questão é que assuntos como Gravidez e Sexo, Maternidade e Sexo, ainda são cerados de [...]

  2. [...] desses falei da Gabs aqui. Se existe uma mulher que literalmente abre o verbo é ela, e depois de ler o texto El fuego [...]


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