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Tenho que aproveitar para falar desse assunto enquanto ainda está recente. Esta semana, mencionei duas frases no Twitter. Ambas foram adaptações livres (para caber nos 140 caracteres) do texto A Nova Geração de Homens Mimados.
Concordo com algumas coisas do texto, discordo de outras poucas, mas no geral achei bom. Principalmente as frases mencionadas no Twitter. (Hummmm, por que será? risos…)
E apesar de ter muita gente achando que o texto trata de um monte de regrinhas sem sentido, de alguém que está tentando ser dono da verdade ou tentando empurrar sua zen filosofia goela abaixo, prefiro ver o texto como um convite à reflexão e, particularmente, acho que ter levantado a discussão já foi um grande passo pra isso.
Não vou me deter ao texto completo, mas quero comentar os dois pontos mais safadinhos citados no Twitter. Segue abaixo a minha reflexão pessoal.
Sou uma defensora ferrenha da liberdade de expressão e diversidade sexual. Com a punheta não seria diferente. Eu assumo: sou uma masturbadora. Adoro! No entanto, fiz coro com o o autor quando ele levantou o lado nocivo da história.
Não no sentido terrorista do passado, nada de fazer mal à saúde e tal… A masturbação como um exercício de autoconhecimento é não só válida, como indicada para uma melhor relação com o outro. Por outro lado a compulsão, a idealização compulsiva de fodas fantásticas, com mulheres super-hiper-ultra idealizadas, ícones pornôs
, podem levar a uma enorme solidão e frustração quando confrontada com a realidade.
A não realização do que é idealizado pode (isso é achismo meu…) acabar frustrando e criando cada vez mais expectativas, pessoas intransigentes e sem filtro de realidade. E acreditem, isso não é regra e nem exceção. É mais comum do que possam imaginar…
Ao longo da vida já esbarrei com assumidos masturbadores que se revelavam posteriomente (na pior das hipóteses) ejaculadores precoces, amantes insensíveis e/ou egoístas, ou até mesmo os desiludidos e inconformados que chegavam a assumir: “Putz, foi bom, gozei maravilhosamente, foi uma delícia, mas…” (porque sempre tem um “mas”…) Isso tudo tendo como base de comparação suas fantasias mais solitárias.
No filme Shalow Hal (aqui no Brasil, O amor é cego), Jack Black
é um gordinho com padrões estéticos altíssimos. Ele acha inconcebível não pegar as mais lindas e, nessa busca, acaba não pegando ninguém. Até que um guru o hipnotiza e ele começa a ampliar seu círculo social, simplesmente porque muda o seu padrão de seleção e passa a interessar-se pelo interior das pessoas.
Ok, ok! Quem gosta de beleza interior é decorador de ambientes. Que me perdoem as feias, beleza é fundamental, mas… É preciso aprender que entre a fantasia e a realidade algumas coisinhas precisam ser ajustadas.
Gosto de porra ou gosto de xota? ainda dos primórdios do Me and My Secreta Life, é um de meus textos mais discutidos, onde minha intolerância ao sabor da porra me fez traçar um paralelo ao sabor do gozo feminino. E como gosto é igual cu, cada um tem o seu, a diversidade de respostas no post é interessantíssima.
Nunca entendi por que homem ou mulher “tem que” apreciar o sabor do sexo do outro, mas me incomoda ainda mais saber daqueles que exigem que o outro(a) ame, quando ele(a) mesmo(a) é cheio de nojinhos.
A frase no texto do Gitti me fez vibrar, “yes!”, finalmente um homem, jovem, que ousa dizer algo diferente destes fresquinhos de plantão. Aromas, sabores, e outras intolerâncias, tudo isso tem jeito com desejo, tesão e boa vontade:
Ele diz: “Hummmm… Vamos tomar um banho juntos amor? Adoro ela bem molhadinha, de água, de tesão…” – Veja bem, em momento nenhum ele diz: “não gosto do seu sabor” ou “não gosto do seu cheiro natural”.
Ela diz: “Amor, comprei uma camisinha com sabor de uva e estou louca para provar em você, deixa?!” – Dessa vez é ela que demonstra o desejo e o prazer em dar prazer, mas… Se gozar, que seja na camisinha, risos…
Ter nojinho ao gozo de xota não é pecado, assim como ter intolerância ao sabor da porra, mas exigir do outro o que nem você mesmo tolera é contraditório, né não?! Por acaso os rapazes que reclamam do cheiro das calcinhas já cheiraram seus próprios fundilhos?! Fala sério… Nem bebendo jasmim.
O texto do Gitti é muito mais que as duas frases discutidas acima, como eu disse antes é um assunto que nos leva à reflexão. Vale para homens e mulheres, apesar do enfoque ao masculino. Sair da zona de conforto e ousar novas atitudes não é nada fácil, mas nem por isso impossível. Não vejo o texto como intenção de regular ninguém, e sim alertar para práticas danosas, senão ao físico, ao emocional.
Serve de carapuça para muitas cabeças, infelizmente, vai ter mais gente se indignando com a generalização do que conscientizando os verdadeiros mimadinhos em questão. Homem ou mulher. Pelo menos já serviu de uma coisa, discussão sobre o tema!
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“A masturbação como um exercício de autoconhecimento é não só válida”
também como exercício fisico e muscular vale muito :D
isso aí!
Eu concordo com alguns pontos que o Giiti colocou, discordo de outros, e acho que em outros ainda ele se expressou mal, mas que se eu entendi o que ele quis dizer, concordo.
Essa questão da masturbação, por exemplo. Se vc pegar só essas frases que vc citou, acho uma idiotice dizer que o cara é mimado por isso. Por exemplo, sempre é dito pras mulheres se masturbarem pra descobrirem o corpo e tal, e homens não precisam, já aprendemos tudo o que tínhamos pra aprender sobre nosso corpo na adolescência? Dois pesos, duas medidas? Smells like hipocrisia.
Nesse item, se não fosse por esse trecho final, que salvou a explicação, seria muita bobagem pra uma pessoa só:
“Se temos o hábito de ficar nos agradando, focando apenas em nossas sensações, é isso que vamos continuar fazendo diante de uma mulher pelada.”
Por isso que digo que acho que tem pontos mal escritos. Ou talvez não, talvez seja estratégia dele mesmo, pra aumentar o debate. E a gente sabe que ele é um baita estrategista.
essa coisa do excesso de masturbação e idealização do momento perfeito com a mulher perfeita atrapalha as relações reais sim, pq o cara fica fazendo A fantasia na hora da punheta e depois quer transportar isso pra uma mulher de carne e osso e se não gozar igual o problema é da mulher q é ruim de cama. [pau no cu né?]
sobre o nojo, só me incomoda o fato do cara querer obrigar a fazer uma coisa q ‘vc’ não gosta, eu tinha um ex q faltava implorar pra eu engolir. vc engolia? eu não. e talvez tenha sido por isso q chegamos ao fim do namoro, comigo não rola esse lance de obrigação no sexo.
beijos
[B., saudade de vc]
O problema é a idealização, não a masturbação. E idealização acontece com ou sem um cinco-contra-um.
E nem toda masturbação é uma idealização.
Concordo Andarilho, e exatamente por isso disse que a masturbação como exercício de autoconhecimento é válida, a compulsão é que é o grande problema e o vício pela idealização.
Não menti qdo disse que já encontrei ejaculadores precoces e amantes egoístas que são adeptos da prática, mas já encontrei os dois casos em homens que também não eram punheteiros inveterados… risos.
sim sim, idealizar é o verdadeiro problema, masturbação no contexto todo é o de menos, só fica demais qndo é em excesso, qndo o cara substitui uma boa transa por uma masturbação ‘melhor’ ainda [na idéia dele].
(Sentimental, tb estou com saudades de vc!)
;)
Pô… punheta é legal antes de começar a comer realmente mulheres… Ou para na hora da raiva ( um caso que não revelarei aqui ), vc tocar uma e falar que foi melhor do que quando comeu ela! Afinal sexo é a dois e ser um necrófilo comendo uma mulher viva não é legal!!! Teria sido melhor comer uma boneca inflável.
Realmente desta forma tenho que concordar que a masturbação pode ser nociva, mas no outro texto parecia que um cara que se masturbava demais era mimado…sem nexo.
Ponto muito importante tocado foi o de achar que uma pessoa tem que ter seu órgão genital cheirando a rosas, como se o da outra pessoa cheirasse.
Felizmente sempre saí com homens de verdade, se não sabiam algo ou nunca tinham experimentado, não se constrangiam e mostravam-se interessados em conhecer/saber.
Ótimo texto, como sempre!
Mais uma vez, uma discussão (de verdade) interessante (finalmente encontrei vocês!). Penso que infelizmente, estamos caminhando para o mundo de Cherry 2000… a não ser que mudemos o curso, o que preciso acreditar que é possível.
[...] Reflexão sobre a Geração de Homens Mimados [...]