
Cheguei cansada da faculdade e com a maior dor de cabeça, parei para fazer um lanchinho no trailer da esquina, estava com fome. Quando do outro lado estava R., o carinha mais lindinho e paquerado do bairro.
Papo vai e papo vem, enquanto o lanche não sai, ele de modo displicente deixa escapar que tem uma quedinha por mim, tesão recolhido, que sempre me olhou e nunca teve coragem de chegar… Coisas que homem diz quando o tesão sobe à cabeça, seja qual das duas for, e olhando em volta não tem muita opção: “Não tem tu, vai tu mesmo” – como diria a minha avó.
Nota, eu não estou me desmerecendo não, sempre me achei inteligente, interessante e gostosa. Só que tenho mania de desconfiar de paixões repentinas e intensas no fim de noite.
O lanche chegou, comi e me preparei para dar um tchau e sair, quando ele veio com o famoso: “Deixa te acompanhar até sua casa”, e nem era o caminho dele… Juro que naquele instante ri por dentro e malevolamente quis saber até onde o Dom Juan de ocasião iria chegar.
Caminhamos lado a lado, ele impondo aquela mínima distância entre nós para demonstrar intenção, passadinha de mão nos ombros, na cintura, beijinho no pescoço, palavrinhas de sacanagem, até que chegamos enfim à porta da minha casa. Despedi-me educadamente e dei as costas me encaminhando para o portão, quando ele vem e fala:
- Ué, não entendi?! – descaradamente indignado.
- O que você não entendeu? – perguntei meio irônica fingindo inocência.
- Eu pensei que…
- Pensou???
- Pensei que você ia me dar condição.
- Condição de que?!
- Ah, sei lá… Que ia rolar pelo menos um beijinho, coisa e tal…
E dizendo isso veio todo doce, sorrindo, persuasivo, encostando-se em mim a ponto de eu sentir o pau duro. O que um homem não faz por tesão…
– Você não vai me deixar assim, vai?! Não quer nem ver como me deixou?!
O carinha não estava mentindo. Tesão a esmo ou não, aquele pau estava em riste, quase explodindo dentro da calça. E eu, sua última tentativa da noite, estava a ponto de entrar e fechar o portão na sua cara. Era o desespero total.
E enquanto minha cabeça latejava e o mau humor aumentava com a insensibilidade do rapaz em entender que eu não estava a fim, me aproximei do moço, olhei em direção ao pau dele sob a calça e disse:
- Posso ver mesmo? – perguntei com um arzinho bem safado.
- Claro que pode! - Foi dizendo eufórico e imediatamente colocando pra fora o material.
Uma coisa que não entendo em homem é essa facilidade em mostrar o pau a todo instante. Colocam o pau pra fora como quem dá língua. Seja pra mijar, se gabar ou impressionar, como era o caso deste em especial.
- Noooooooossa, que pau bonito, grande… – eu disse zombando, mas o narcisismo dele era tamanho que nem percebeu.
Ele veio se aproximando, querendo roçar o troço duro em mim, quando eu o interrompi.
- Opa! Pode parar. Perguntei se podia ver, e só. Já vi e agora vou entrar. Estou morrendo de dor de cabeça e completamente sem vontade de me esfregar contigo. Por mais gostoso que seja este pau, neste momento, gostosa será uma boa ducha e a minha cama, sinto muito!
E fui abrindo o portão e entrando em minha casa, quando ainda o ouvi dizer:
- Você vai me deixar assim, gata???
Olhei pra trás e vi a cena. Aquele homem lindo, parado na frente da minha casa, com a carinha revoltada, o pau latejante, querendo me fuzilar com os olhos.
- E punheta serve pra que?! – conclui entrando em minha casa.
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Este post foi arquivado sob as tags Homens, Mulheres Malvadas, Sexo
12 Comments
O mais gostoso, é deixar um gostoso na mão.
Amo esta foto, amei o post. Malvadinha, hein?!
Delícia de texto. Sacana ao extremo.
muito bem escrito,este texto. Temos escritora.
Eu, eu, eu o cara se deu mal.Não entendo como na era da informação ainda tem sujeito que sai com esse tipo de cantada barata. Só faltou dizer que você tinha taximetro.
Sacanagem hein…
mas show de bola o texto…
Abraços
Que isso gata, não faz isso com o cara não!
A pior coisa que tem é acontecer isso!
Aqui no interior, as meninas não tratam de sexo como nas capitais, aqui é mais dificil arrumar uma entende?
Já pensou se acontece isso comigo? Custa ter coragem pra chegar e quando chega: NÃO!
Você bem que podia ter batido uma punhetinha pro cara, né?
Aposto que já se arrependeu de não ter feito isso!
Tem chances na vida que não se repetem…
Armando, eu amo punhetar, sabia? O fato de não ter pau, me dá um prazer absurdo em manipular o pau alheio. O que não aceito é a falta de sensibilidade masculina em determinados momentos.
Muito bom B.
Rsrsrs… Homem é tudo igual.A maioria pelo menos.
Quando o Tesão bate é difícil, mas, como você disse, é preciso saber ter sensibilidade.
“- E punheta serve pra que?!”.Adorei o texto.
Beijos.
Rs… dizer o que?
Foi maldade, mas por eu mesmo ser daqueles caras que nunca ousam - bom, em geral, rs… - acho que tenho nessa cena uma forma de vingança primária contra aqueles machões que sempre acreditam que dá para ter uma mulher só porque vc é bonito ou sexy… até que a impressão para os outros - que nem necessáriamente feios ou inocentes - é que eles mesmo conseguem…
Na adolescência, vi tantas meninas sairem com aqueles imbécis de sempre, que me deixava acreditar que mulher aceitava qualquer coisa…
Ainda bem que errei, rs…
Agora, o cara com o pau do lado de fora , dá pena… rs… mas bom, uma boa punheta não faz mal, ao contrário, relaxe para cacilda!
Um beijo,
Matt.
PS: desculpe se sumi, linda, mas com todo mundo aqui em casa, fica mais complicado para falar a vontade… mas senti mesmo falta de te ler… aqui ou aí…
boa resposta esta
não se faz isso com homem naum
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