Outro dia estava conversando com uma amiguinha da Sophia e ela me disse que estava proibida de brincar com um outro amiguinho delas, um menino, super-educado e simpático aqui do prédio.
Curiosa e receosa, perguntei a razão da proibição.
-É que meu pai disse que ele é bicha.
Fiquei estarrecida. Como, em pleno Séc XXI, um pai pode chegar para um filho e o probir de brincar com um amiguinho por achar que ele é homossexual, ou “bicha”, como a menininha descreveu?
Inconformada e curiosa por saber o que havia feito o pai pensar que o menino era homossexual, perguntei por que achavam aquilo dele.
-Ah, porque ele só brinca com meninas e porque não bate em nenhum menino.
Aí eu não me aguentei. Perdi as estribeiras e avancei o sinal que me impedia de meter o bedelho na educação infantil alheia e disse que isso não era razão para classificar alguém como homossexual, que ele só era um menino educado e que não gostava de brigas, e talvez brincasse com as meninas justamente porque os meninos só brincassem de luta.
E disse mais, perguntei, se, caso o menino fosse realmente homossexual, que problema haveria naquilo. Expliquei que era muito, muito, MUITO errado segregar pessoas só porque são diferentes de nós, seja pela cor, opção sexual, religião, condição social e etc. Tudo isso, claro, de um modo que ela pudesse compreender.
Se o menino nunca havia feito nada de ruim para ela, e se ela gostava dele e até simpatizava com ele, não haveria problema nenhum em ser amiga dele, afinal.
Ela sorriu e finalmente disse:
-É mesmo, né?
Depois disso, elas sairam pra brincar e eu fiquei matutando sobre como preconceito, medo, ignorância e todas as escrotices do mundo são passadas às crianças pelos próprios pais.
É uma responsabilidade ENORME educar e criar uma outra criança. E o ciclo de estupidez nunca será quebrado se os pais não forem pessoas equilibradas e dispostas a rever seus conceitos e valores.
Socorro.
Fonte: Super Bebê


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Infelizmente é um ciclo que se repete: Pais preconceituosos perpetuam o preconceito em seus filhos. De fato educar um filho é tarefa difícil, porque basicamente precisa da parte dos ais bom senso e esse artigo não se enconta a venada em qualqer supermercado e preconceitos levam a situações absurdas e com exemplos na história muito tristes, basta lembrar do nazismo que foi o preconceito levado as últimas consequências e todo mundo sabe no que deu.
Então quem tem filhos e quer de fato que eles vivam em um mundo mais justo e igual tem que lutar para entre outras coisas não formar cidadãos preconceituosos!
Beijos
E porque o preconceito deve ser a todo custo combatido, após meses de trabalho árduo (vc sabe das minhas limitações com as ferramentas da net), estou submetendo, em primeirissima mão, para sua preciosa avaliação
http://4homos-homos.blogspot.com/
O pior, é que o brasileiro em geral, não se assume como parte do problema. A gente até identifica que o problema existe, mas não deixa de ser escroto nas pequenas (e grandes) coisas.
Menina, já vi muito isso.
Já me vi na situação de conselheira, tentando tirar uma idéia parecida da cabeça de meus sobrinhos, ainda bem q consegui…
beijos
ih, quando era criança eu era a “machorrinha” da rua porque soh brincava com meninos (detalhe, soh tinha UMA menina na minha rua) e um dos meus amigo era a “bichinha” porque era um pouco mais afeminado… eh um absurdo ver como as pessoas perpetuam preconceitos atraves da educaçao dos seus filhos. e eu que achava que isso tinha melhorado!!!
o meu sobrinho tah sofrendo esse problema. ele tem uma presença feminina super forte e um pai bastante ausente, entao, nada mais normal que ele adore tudo que tem a ver com o universo feminino! o problema eh que a minha irma colocou na cabeça que ele tem tendencias homossexuais (nao sei como alguem pode achar isso de uma criança de 5 anos!!!) e o proibiu de fazer inumeras coisas que ele gostava, como dançar! voces acreditam nisso???
mas ainda acredito que nos podemos fazer a nossa parte, tentando mudar esse tipo de pensamento!
beijo “procê”, b.!
@fabi:
Eu estou precisando escrever um texto sobre o assunto, pois às vezes acontecem coisas bem loucas, como a minha mãe, por exemplo. Que tem uma mente super liberal, mas já admitiu em alto e bom som que agardece a Deus não ter gay na família. É normal e natural para os outros, mas pra própria casa… Não é à toa que eu tento levar meus rolos da maneira mais discreta possível.
Oi querida, obrigada pela menção! É sempre uma honra ter você entre meus leitores.
Escuta, vc tem MSN? Vamos papear!
Beijos!!!
Como vc bem disse…se começa em casa,com os pais, a formação do que serão os futuros adultos!
É essa a minha preocupação na formação de meus filhos!
Criar filhos é fácil, difícil é formar um ser humano,como diz minha sogra!
Parabéns pelo texto!
Uma forma de chamar a sociedade á razão!E que começa com cada um de nós!
Que maravilha falar sobre isso,
Tenho educado meu filho com valores de respeito ao outro independente de idade ou qualquer outro padrao de pre estabelecido,cor, raça, religião, situação financeira, etc, ouvindo suas vontades, e expressando seus pensamentos de forma livre, isso o tornou mais maduro do que seus 10 anos.
Ele é adoravel, carinhoso e como não bate e dos 12 netos é único menino, muitas vezes fico sabendo de comentários maldosos como este.
Não o privo de nada para afastar esses comentários, o que me importa é que ele seja um adulto feliz consigo mesmo, Mas que doi ver a maldade entrando em um mundo tão inocente isso doi.
oi b
acabei de assistir ao “ma vie en rose”. nao tenho palavras, eh lindo mas muito triste!!!
beijao