Conheci Elise por acaso e me encantei com aquele charmoso sotaque francês apesar de sabê-la sueca de nascimento. Às vezes, pensava que seu nome poderia ser uma homenagem à bagatelle “Pour Elise” de Beethoven. Quem sabe? Nunca perguntei. Elise… Elise… A delicada sonoridade do nome já me enternecia. Me chegou como um presente, veio de longe, justo quando eu menos esperava. Esguia, vestida em preto, era só beleza e imponência com aquele cinturão prata. Falava baixinho, discreta… Creio que fazia isso com a intenção de provocar intimidade com a proximidade. E conseguia. Seu toque era suave e onde quer que encostasse, me provocava um delicioso arrepio. Era como se meu corpo conhecesse Elise. Foi assim quando se aproximou dos meus mamilos, que imediatamente enrijeceram ao seu toque. Ou quando desceu suave pela minha cintura, passeou em meu ventre e finalmente alojou-se entre minhas pernas. Fiquei molhada de excitação, o que facilitou ainda mais sua massagem erótica. Bom demais sentir seu toque. Quanto mais sentia, mais me sentia confortável para ousar, permitir suas carícias, aquela doce invasão consentida. A exploração de novos pontos eróticos em meu corpo, novos caminhos, novos prazeres. E quando, enfim, Elise me levou ao orgasmo, estremeci como ela. Retesei e relaxei com seu toque em mim. Um gozo delicioso, delituoso, com sabor de pecado… Meu primeiro gozo com Elise. Por Elise...
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Uma bela homenagem, mas, contos eróticos - depos de um tempo - são como filmes de sacanagem…meio lugar comum.
[]s
O Carioca
Conto muito delicado, gosto muito do que é insinuado e não explícito, para mim é a diferença entre pornografia e erotismo, no insinuado podemos imaginar o que quisermos, como diz a música “…”Eu te imagino, eu te completo, eu faço a cena que eu quiser…”
Quanto ao comentário do Carioca acho que ele não tem dado sorte no que tem lido ou assistido, nesse ponto tenho dado mais sorte, já li ótimos contos eróticos e assisti a belos filmes que fogem ao “lugar comum”. Me lembrei de um filme com a belíssima Catherine Deneuve chamado Fome de Viver onde ela interpreta uma vampira gótica e bissexual (nada lugar comum) e o clássico A Bela da Tarde, aliás com a mesma atriz..
E na literatura é só procurar autores como Gregório de Matos, Carlos Drummond de Andrade, Nélson Rodrigues e uma infinidade de outros autores maravilhosos que sabem como ninguem explorar a sexualidade e através do erotismo aguçar nossa imaginação.
Beijos
Claudinha,
Nao é muita questao de sorte, mas de amostragem…Nao disse que é ruim…achei bem bacana e tal, mas, acho que me preparando pra chegada dos 40 e o inevitável exame de toque, meu lado feminino está aflorando. Hoje quero sacanagem com contexto. Hoje em dia, pouca coisa me surpreende positivamente.
Dizem que mulher não gosta de filme de sacanagem, porque ela espera que os personagens casem no final. Analisando friamente, filme de sacanagem só muda as locações o as Rêses. As falar e os roteiros são os mesmos. A mesma coisa a maioria dos contos. Vi um interessante, nem sei mais de quem, contando como foi a primeira vez com uma mulher (na verdade um mennage) e achei bem interessante. Não pela situação KMAT, mas pelo detalhismo e a quebra do discurso.
Tenho tido mais sorte com as poesias eróticas…têm me surpreendido positivamente.
[]s
O Carioca
Fiquei imaginando como seria e Elisie, nomes franceses são mesmo muito sensuais. E Carioca que porcarias você anda lendo ou vendo? Amigão é só escolher melhor o que tem por ai em termos de filme e literatura e garanto que você vai encontrar coisas ótimas, mas se for pesquisar na banca do camelô os filminhos só vai achar um monte de luares comuns mesmo. Quanto aos contos de você quiser sugiro que pesquise aqui mesmo nesse blog, eu já li contos ótimos. Os filmes que a Cláudia falou eu já vi e são umas ótimas dicas, aproveite a final de semana e se atualize (rs)
Abraço
Olha penso que a vida é cheia de lugares comuns e cabe a nós os transformá-los em “incomuns” concordo quando o Carioca diz que filmes e contos pornôs são lugares comuns, mas erotismo é outra coisa, é sofisticado, sutil, provocante. Falando português claro, os filmes pornôs e contos pornôs só servem para “bater uma” rs Já os eróticos dão asas a imaginação e servem para “bater uma” física e mentalmente (rs).
Nunca conheci uma Elisie mas conheci uma gaota chamada Marcelle que era um tesão, vai ver que o nome ajuda.
Beijos
Oi Carioca.
Buscar qualidade e conteúdo faz be em todos os aspectos da vida e agora que você está chegando na chamada “idade do lobo” (risos) aproveite para descobrir novos sabores e certamente a literatura, digo a boa literatura é uma fonte inesgotável para isso. Dizem que o amor é para os maduros e o sexo passa a ser melhor aproveitado com a idade, então parece que você está na idade certa para isso.
Quanto a mulheres não gostarem de fime de sacanagem não sei não, acho que é mito, mulheres mentem muito quando o assunto é sexo, não sei se você sabe mais a maior audiência dos canais pagos eróticos é de mulheres tanto que os canais da toda poderosa Globo Sat tem como programadoras dos canais eróticos um grupo de mulheres de olho nesse filão, e agora tentam dar mais conteúdo aos filmes pornôs, de fato mulheres gostam de histórias que tenham enredo e não só “mão naquilo” e “aquilo na mão” (risos) e também gostam de uma pitada de romantismo, segundo os programadores muito diferente do público masculino. Ainda bem, viva a direfença! (risos)
Mas se você não viu o filmes de que falei, veja. Pelo que você escreveu acho que vai gostar muito.
Beijos
Gostei. Um delicioso conto com bastante sensualidade. Perfeito. Como sempre.
Um beijo, linda.
PS: tem mimo para vc aqui: http://dialogoscomaminhamente.wordpress.com/2008/06/20/meu-primeiro-selo/ mas vc já deve saber né?
(ah, quase te esqueci, vc acredita?!)
Só agora que segui o link… risos…
Embora a maciez da pele chama um nome feminino, acho que as formas da bela são mais masculinas….
Mas que poesia para uma tal Elise… rs.. só você!
Beijos.
Ja conheci uma Elise…Na verdade Elisyane, no Paraná…linda e simpática, mas apenas conheci, infelizmente.
Quanto à discussão de qualidade…Minha patroa assistiu um desses filmes mais “femininos” e achou um saco - e não era o do ator. Os filmes mais femininos são meio pudicos. Nao precisa ser pudico pra ter enredo, não precisa ser escrachado pra ser erótico.
Mas, convenhamos, filmes são sempre a mesma coisa, com enredo ou não. Olha daqui, olha dali, beijo, chupa peitinho, chupa bilau, pau naquilo, aquilo no pau, de quatro, mais 15 bombadas e goza fora.
Contos vão pelo mesmo caminho; “Quanto toquei nos seios dela, senti sua pele macia, os mamilos enrijecendo.”…”Quando passei a mão no seu sexo, senti todo o calor e a umidade imensa que vinha de la”….”Nao resisti e suguei com vontade fazendo a gemer baixinho”….Ninguem aparece com uma metáfora melhor.
Não to reclamando do conto, nem tô dizendo que faço melhor. Achei o conto legal, “bem intencionado” (?!?!?) mas ele tem muito mais cara de uma dedicatória do que um conto…se quem compartilhou com ela ler, com certeza vai se apaixonar, porque ela tem outra interpretação dos fatos, mas prá mim, que não fiz parte da história, tanto poder de síntese prejudicou a forma. Só isso. Não tô reclamando especificamente desse conto ou dessa autora…Se assim o fosse, não estaria aqui diariamente lendo ou opinando. Só acho que os contos não têm me surpreendido mais.
Como eu disse, a poesia erótica tem me sido mais profícua.
[]s
O Carioca
Em tempo: Bela foto.
[]s
O Carioca
[...] e erotismo e também, que prefiram a ação à contemplação. Amo contos eróticos, mas Pour Elise é um relato, uma visão poética da minha experiência com o massageador vibratório Elise, da [...]
Que delícia deve ser com Elise…
beijos
hmmm, acho que concordo com o moço carioca…
adorei. sacanagem com classe vira sensualidade. parabéns.