Mulheres turcas continuam sujeitas
às práticas de crimes de honra
Hande Culpan, jornalista da AFP.
As penas moderadas recentemente aplicadas a três irmãos por crime de honra fazem realçar a indulgência das leis turcas e o calvário das mulheres submetidas a costumes tribais ainda persistentes em certas comunidades da Turquia.
Segundo os especialistas, a grande revisão do código penal não prevê nada contra esta prática que consiste em matar as mulheres sob ordens dos anciãos para lavar a honra familiar.
Um tribunal de Istambul condenou três irmãos a pena perpétua pelo assassínio premeditado da sua irmã de 15 anos.
Acusando-a de ter desonrado a família fugindo e prostituindo-se, atiraram-na de uma ponte.
No entanto, as sentenças foram reduzidas a penas entre 4 e 12 anos de prisão porque a vítima tinha “provocado” o assassínio.
Esta decisão é um dos numerosos exemplos que demonstram que os homens saem sempre com penas curtas por crimes de honra.
Estes crimes, têm a sua origem nas comunidades curdas e árabes do sudoeste subdesenvolvido da Turquia, onde, segundo Mehmet Farac, o autor de um livro sobre os crimes de honra, o feudalismo tem ainda muito peso sobre a população.
A prática estendeu-se ao resto do país com as migrações.
“O conselho de família toma a decisão de matar uma mulher e nomeia um executante, que é quase sempre um menor para garantir que terá sempre uma pena reduzida”, explicou Mehmet Farac.
O autor refere os assassinatos de 5 raparigas, entre 1994 e 1998 na província de Sanli Urfa, por conduta desonrosa.
Mehmet Farac duvida que o número de crimes de honra alguma vez seja conhecido na região, onde numerosas raparigas não são registadas à nascença nem enviadas à escola.
Angulo inusitado! Obrigada pela visita. Bjocas, B.
Que saudade de algo que nunca tive a honra….
Beijos saudosos
linda foto. Está optima.
Foi a B que tirou?
Diário de Notícias - 16 de Setembro de 2001
Mulheres turcas continuam sujeitas
às práticas de crimes de honra
Hande Culpan, jornalista da AFP.
As penas moderadas recentemente aplicadas a três irmãos por crime de honra fazem realçar a indulgência das leis turcas e o calvário das mulheres submetidas a costumes tribais ainda persistentes em certas comunidades da Turquia.
Segundo os especialistas, a grande revisão do código penal não prevê nada contra esta prática que consiste em matar as mulheres sob ordens dos anciãos para lavar a honra familiar.
Um tribunal de Istambul condenou três irmãos a pena perpétua pelo assassínio premeditado da sua irmã de 15 anos.
Acusando-a de ter desonrado a família fugindo e prostituindo-se, atiraram-na de uma ponte.
No entanto, as sentenças foram reduzidas a penas entre 4 e 12 anos de prisão porque a vítima tinha “provocado” o assassínio.
Esta decisão é um dos numerosos exemplos que demonstram que os homens saem sempre com penas curtas por crimes de honra.
Estes crimes, têm a sua origem nas comunidades curdas e árabes do sudoeste subdesenvolvido da Turquia, onde, segundo Mehmet Farac, o autor de um livro sobre os crimes de honra, o feudalismo tem ainda muito peso sobre a população.
A prática estendeu-se ao resto do país com as migrações.
“O conselho de família toma a decisão de matar uma mulher e nomeia um executante, que é quase sempre um menor para garantir que terá sempre uma pena reduzida”, explicou Mehmet Farac.
O autor refere os assassinatos de 5 raparigas, entre 1994 e 1998 na província de Sanli Urfa, por conduta desonrosa.
Mehmet Farac duvida que o número de crimes de honra alguma vez seja conhecido na região, onde numerosas raparigas não são registadas à nascença nem enviadas à escola.
Belissimo ponto de vista
Muito inusitado … e que belo mamilo!!