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Pelo Direito Transexual

Recentemente, algumas notícias sobre transexuais estiveram em evidência. Desde o preconceitos contra a adoção por transexuais, até o nascimento de um bebê gerado por um.

É claro que muito desse interesse da mídia se deve a um interesse meio excêntrico de alguns. Sempre desconfio se a intenção real é a divulgação como alerta social dos problemas enfrentados pelos transex ou se estão simplesmente procurando uma notícia bizarra para estampar seus jornais.

Intenções à parte, é muito interessante ver o debate à tona e as pequenas atitudes acontecendo. Segue abaixo duas notícias, uma nacional e outra internacional sobre respeito e inclusão. Que não sejam únicas!

No Brasil:

Uerj abre banheiro feminino e lista de chamada para travesti

Placa do banheiro feminino na UERJ, agora liberado também para travestis

Desde o fim de maio, a estudante de direito Adrielly Vanportt, de 32 anos, não corre mais o risco de ser chamada por um nome masculino – que ela não gosta de revelar -, mesmo com a aparência de mulher.

Aluna da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj ), ela comemora as medidas adotadas pela universidade em prol da sociedade homossexual. Entre elas, a adoção do nome social de travestis e transexuais na lista de chamada das aulas.

A novidade vale não só para alunos, mas para servidores, usuários e funcionários terceirizados. De acordo com o Claudio, a idéia é que a medida seja adotada por repartições e instalações públicas da rede estadual.

“Não achei que ia ser tão fácil. É constrangedor ir ao toalete feminino,você é uma figura feminina, mas não é biologicamente uma mulher”, tenta explicar Adrielly, casada há 3 anos.

A decisão veio depois da 1ª Conferência Estadual de Políticas Públicas para GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis), em que a universidade se comprometeu a liberar o acesso de travestis e transexuais a banheiros femininos, além de garantir aos homossexuais que seus parceiros os acompanhem em consultas, exames e internações no Hospital Universitário Pedro Ernesto.

Fonte: G1

No Mundo:

Escola na Tailândia tem banheiro para transexuais

Um banheiro para transexuais instalado numa escola de ensino médio na Tailândia virou sucesso entre os alunos da instituição. A escola Kampang, localizada no nordeste do país, instalou os banheiros depois de uma pesquisa apontar que 20% dos alunos se consideravam transexuais.

De acordo com o diretor, Sitisak Sumontha, esses estudantes eram importunados por outros alunos quando usavam os banheiros masculinos. Quando passaram a usar as instalações para as meninas, a situação não melhorou. “Isso causou desconforto entre as garotas e deixou os alunos transexuais infelizes, o que começou a afetar sua produtividade na escola”, afirmou o diretor.

Foi então que a diretoria da escola decidiu construir os banheiros para transexuais, cuja entrada traz uma placa com um boneco rosa e azul, metade feminino, metade masculino.

Comportamento

Os alunos transexuais da escola Kampang andam juntos como um grupo e praticam seus maneirismos femininos com exagero. O mais jovem estudante a se declarar transexual tem 12 anos de idade.

Apesar de serem obrigados a usar o uniforme masculino, eles usam acessórios femininos e tentam colocar um pouco de batom e rímel, mesmo com a proibição do uso de maquiagem na escola.

Os meninos usam acessórios femininos

Eles são tratados de maneira perfeitamente normal pelos professores e outros estudantes.

Sociedade

A Tailândia é famosa pela tolerância com os homens transexuais e a presença deles é visível no cotidiano do país.

A cirurgia de mudança de sexo se tornou uma especialidade na indústria tailandesa de saúde e é relativamente barata no país, o que atrai pacientes de diversas partes do mundo.

Para a travesti Suttirat Simsiriwong, cuja atitude feminina [e realmente convincente, torna difícil não acreditar que não nasceu como mulher, muitos homens tailandeses que são gays, tendem a ser transexuais. “A sociedade e a cultura tailandesa são muito doces e suaves e os homens podem ser muito femininos”, disse.

Discriminação

De acordo com Simsiriwong, a tolerância da sociedade não quer dizer que todos aceitam os transexuais, já que a discriminação ainda é presente.

Muitos reclamam que ainda sofrem com estereótipos e conseguem empregos na indústria da beleza, na mídia ou como prostitutas com facilidade, mas enfrentam dificuldades para serem contratados como advogados ou banqueiros.

Além disso, uma das principais reclamações dos transexuais do país é o fato de que eles não podem mudar seu status legal. Uma proposta para permitir a mudança de sexo nas carteiras de identidade dos transexuais ainda não foi aprovada pelo governo.

Fonte: BBC Brasil

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Sobre B.

B. é editora do A Vida Secreta. Uma loba em pele de cordeirinha, que acredita que a consensualidade é a base de todos os relacionamentos.

4 Respostas para “Pelo Direito Transexual”

  1. K'ran disse:

    Assunto quente. Quente, então gostoso. risos.

    Acho que a sociedade está mudando na direção certo: mais tolerancia, maior respeito das liberdades.

    Concordo com o Carioca que isso traz e trará muitas complicações, mas o mundo não é estático.

    Agora como tudo, terá abusos, terá meninos se vertindo de menina para entrar nos banheiros femininos+transexuais… terá provavelmente estupros por causa disso…

    Mas afinal, qual a novidade? sempre teve abusos e babaquice…

    Beijos,
    K’ran.

  2. Cláudia Motta disse:

    Não se se concordo com a existência de banheiros especiais para trans ou lista de chamada nas escolas e faculdades, não sei até que ponto ajuda ou atrapalha. Me parece que vão se criando guetos e guetos não são nada democráticos porque as pessoas “iguais” acabem se fechando neles e também praticando o preconceito conta aqueles que consideram “diferentes”. Mas se isso de alguma forma ajudar a minimizar preconceitos apoio integralmente.

    Beijos

  3. O Carioca disse:

    São tantos rotulos que a gente até se perde em quem é o que…Senão vejamos…Transexual é o individuo que alem de ser biba ou sapa, guarda caracteristicas fisicas do individuo do sexo oposto…Senão vejamos….Se o cara ja parece mulher, qual o problema dele já usar o banheiro do sexo oposto? Vai se criar mais um banheiro só pra satisfazer a idiossincrazia de cada um? Vai faltar espaço pras salas de aula.

    Particularmente acho dificil não se deixar discrinimar quando voce proprio se discimina. Discriminar é tratar diferente o que é diferente, não necessariamente pra bom ou pra mal. Quanto mais voce se quer fazer ser diferente, mais discriminado voce é. Em resumo, não dá prá ser tratado igual, se voce se julga diferente.

    []s
    O Carioca

    Ah…em tempo e ainda pertinente…Quanto ao nome da Adrielly…legal…Parece mulher, escolheu um nome de mulher pra si….mas está matriculado como Claudionor…O coitado do analista de sistema vai ter que gastar um tempo prá abrir um campo e registrar o “nome de guerra” de cada aluno transex da UERJ pra figurar na lista de chamada? No diploma vai vir Claudionor (vulgo Adrielly) ou coisa do gênero?

  4. Celso Bessa disse:

    Falando em Transex, semana passada assisti ao Transamérica. Muito bacana, e a capa tem a personagem principal entre duas portas de banheiros, masculinho e feminino.

    Bem legal mesmo.

    Crítica no Omelete:

    http://www.omelete.com.br/cine/100003232.aspx

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