A VIDA SECRETA

Orientações - Contos Secretos - Conto Erótico

May 30th 2008
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Sei que vai parecer bobo o que vou dizer, mas tenho uma fantasia erótica não realizada. Nunca fui vendada. Talvez porque o ato de me deixar vendar seja tão simbólico, algo como uma entrega total, que talvez por isso eu nunca tenha me permitido viver a experiência. O texto abaixo é longo, detalhado, um desejo meu não realizado que já fantasiei tantas vezes que nem sei se caso fosse vivenciado surtiria o mesmo efeito do gozo em ansiá-lo. Se não tiver paciência ou tempo, nem leia, mas se resolver ler, delicie-se com a sinestesia das orientações.

Orientações - Texto escrito por B.

Antes de entrar no quarto ele pediu: “Por favor, feche os olhos, preciso que você sinta, antes de tudo!” e pela primeira vez em tanto tempo, foi ela quem obedeceu…

Aquela viagem foi um fato inusitado, como tudo entre eles era. Definitivamente, rotina era algo que não se aplicava aos dois. Caprichosa ao extremo, ele nunca sabia o que viria daquela mulher, um afago, um carinho, críticas, punições, restrições. Ela era uma montanha russa de emoções sob um rosto meigo, voz doce e olhar infantil. Surpreendê-la era sempre um risco, mas um risco que valia ser corrido, pois o prazer de conduzi-la ao prazer era mais que um gozo, um eterno desafio.

Ao entrar, ela respirou profundamente, havia no ar uma mistura de fragrâncias exóticas que se fundiam. Sândalo, almíscar, rosas, cravos, ylang-ylang… Eram essências conhecidas dela, que sempre se preocupou com os detalhes. Os aromas eram apenas mais um deles. Estar de olhos fechados era algo novo, tantas vezes já havia feito isso com ele, mas dessa vez caminhava no desconhecido sendo conduzida pela mão, orientada sem saber qual seria o próximo passo. Por um instante teve desejo de abri-los, e disse que o faria, mas ele pediu com carinho que confiasse e relaxasse. Ela inexplicavelmente aceitou.

Com as mãos trêmulas ele vendou seus olhos e, enquanto vendava, ela segurou sua mão com firmeza e disse: “Estou aceitando a brincadeira, mas não ouse abusar, o único sentido que será privado é a visão, nada mais!” e ele consentiu com um leve sorriso. Era curiosa a necessidade que ela tinha de estar no controle. Definitivamente, ele pensou, ela precisava relaxar e se entregar ao prazer. Simplesmente sentir, confiar e se entregar como tantas vezes ele mesmo fizera. Seria uma tarefa árdua, mas o prazer de servi-la era maior. Conseguiria.

Ao fundo, bem baixinho, ela ouvia uma melodia japonesa, um instrumento de cordas. Os aromas davam ao ambiente uma atmosfera intimista e misteriosa. Podia ouvir o estalar das chamas, talvez velas, quem sabe delas vinham os aromas. Incrível como os outros sentidos ficam mais aguçados quando um deles é privado. E quando ele se pôs a despi-la, sentiu um arrepio. Eram gestos delicados e calmos. Sentia as mãos dele levemente roçar em seu corpo. Cada botão da blusa desatado, o zíper da saia aberto, os seios libertos do sutiã, os pés descalçados. Era tudo muito sensual. Para, por fim, dispor da calcinha, a última peça. Úmida de desejo, tamanha a sensualidade do ato. Mesmo sem ver, sentiu-o respirar profundamente, e sorriu, sabia que ele havia cheirado profundamente a umidade da peça recém tirada.

Para ele, despí-la era um ato de extrema sensualidade. Uma ereção incontrolável chegava a incomodar de tanto que latejava, fazia-o suar, tremer. Quando a liberou enfim da última peça, foi incontrolável o gesto de levá-la ao nariz, seu aroma era doce, como o seu sabor, que ele conhecia tão bem.

Era interessante. Apesar de vendada, não sabia se pela confiança que tinha nele ou pelo prazer do que estava vivendo, não havia nenhum desconforto na situação. Estava 100% do tempo conectada a tudo e se excitava até com as eventuais hesitações dele. Estava tão preocupado em agradá-la que de vez em quando esbarrava em alguma coisa e ficava quase todo o tempo pedindo desculpas. Definitivamente não era uma gueixa e riu sozinha com o pensamento.

Conduziu-a ao banho, onde preparou a ducha na temperatura exata do gosto dela. Nem muito quente, nem muito fria. Despiu-se também, calçou uma luva/esponja de banho e começou a lavá-la com um sabonete de essência de rosas vermelhas. Massageava-lhe costas, braços, axilas, seios, cintura, coxas, pernas, pés… Gastando um tempo relativamente grande em cada parte, evitando apenas entre suas pernas.

Ela se entregava a carícia das mãos dele em seu corpo, aquele aroma de rosas, a massagem. Aquilo a revigorava. Percebia o autocontrole dele, tinha a certeza absoluta da ereção, mas fazia parte do jogo apenas servi-la. Também evitava tocá-lo. Aquilo a excitava de uma maneira absurda, sentir aquelas mãos por todo o seu corpo. E quando ela percebeu que ele se pôs de joelhos para lavar-lhe os pés, o desejo dela foi mais forte e simplesmente falou: “Preciso gozar em sua boca agora! Vem…”

De joelhos diante dela, toda nua e molhada, sentia a ereção cada vez mais forte. E se o desejo dela era uma ordem, ele cumpriu. Sedento daquele gozo. Olhou pra ela toda nua, sem nenhum pelo e exposta, e sua disposição. Com os dedos entreabriu seus lábios e com a boca beijou e sugou-a com desejo e paixão. Com a língua massageou-a, lendo em seus suspiros, respiração e gemidos a intensidade necessária para aquele gozo adorado.

Era delicioso sentir aquela boca, pensava. Difícil não se entregar, deixar o gozo fluir. Com os olhos vendados, as sensações eram indescritíveis. O som da água caindo, o toque das mãos e boca em seu corpo, tudo era tão intenso que gozou rápido, forte, intensamente. Fraquejando as pernas, explodindo prazer. Ele sentiu. E ela sentiu-o sorver seu suco. Todo ele. Percebeu quando ele ficou de pé e desligou o chuveiro. Uma felpuda toalha a envolveu, aconchegando. Em seu abraço, ainda com os olhos vendados, foi conduzida novamente ao quarto deixada na cama enquanto ele se afastou para fazer outra coisa. O coração descompassado pelo recente gozo aos poucos se acalmava. E quando a respiração voltava ao normal ele mais uma vez orientou-a.

Abriu as portas da varanda, do lado de fora o suave frio da noite outonal. Era o momento de desvendá-la para partilharem aquela noite linda.

O cricrilar dos grilos se fundia ao som da música. Tudo parecia em comunhão com o universo. A luz da lua incidia sobre eles sob o céu estrelado. Diante dela uma convidativa ofurô fervilhava, repleta de pétalas de rosa, raízes e ervas que o aroma inebriava o ambiente, mesmo ao ar livre. À beira, um tokkuri com saquê. Ele entrou primeiro, para ajudá-la, depois ela. Abaixaram-se lentamente, deixando a água quente abraçar seus corpos nus. Deixando apenas o pescoço de fora. Sob a água, as pernas flexionadas quase junto ao corpo traziam a confortável sensação de retorno ao útero materno. E ali, a céu aberto, enquanto ele servia um ochoko de saquê, ela agradeceu emocionada.

Quando saíram, ele mais uma vez tomou a frente, envolvendo seu corpo com a toalha e conduzindo-a a cama. Só então ela pôde finalmente ver todo o esmero com que ele preparou o ambiente. Iluminado somente por velas de diferentes cores, tamanhos, aromas. O quarto era simples, um minimalismo oriental, as portas que davam para a varanda externa, um biombo. Ele realmente pesquisou muito para encontrar aquele ambiente tão perfeito e intimista na serra a apenas 60 km do burburinho louco da cidade.

Pediu que deitasse de bruços, friccionou as mãos com um pouco de óleo de almíscar e pousou-as com firmeza nas costas, logo abaixo do pescoço e a outra na base da coluna. Como se naquele ato as energias se fundissem. Massageou suavemente a base do pescoço, braços, costas, coxas, pernas, pés… As mãos indo e vindo. Mais uma vez evitando tocar o sexo, apenas massageando, ativando a circulação, fazendo o sangue e a energia fluir.

Com os olhos fechados ela apenas sentia, entregava-se à carícia. Eventualmente suspirava, gemia. Principalmente quando as mãos dele ficavam bem próximas da parte interna das coxas. Quando ele pediu que virasse, tinha os mamilos túrgidos tanto quanto o clitóris que se expunha delicadamente à fenda nela depilada. Pôde ver nos olhos dele o desejo, o olhar fixo ali, mas seguia compenetrado em sua massagem, eventualmente passando mais óleo essencial de almíscar nas mãos enquanto deslizava-as pelo corpo provocando nela um incêndio interior.

Com movimentos circulares ele massageava o colo dela, suavemente, os seios, cintura, barriga. Que desejo incontrolável de penetrá-la, mergulhar, perder-se nela. Chegava a sentir dores no baixo ventre de tanto tesão, mas sentia necessidade de tocá-la e só tocá-la. Cada vez que mirava a região das pernas entreabertas, completamente melada, à disposição, ele arrepiava, massageava as coxas com um desejo louco de deslizar seus dedos também ali, mas segurava-se. A massagem ia deixando de ser suave e ficando cada vez mais intensa, ao ritmo da respiração dela que arfava, descompassava. Podia sentir o gozo dela iminente, o arrepio, o estremecimento do corpo, o gemido da pequena morte.

Foi um gozo intenso, sem penetração, mas absurdamente intenso. O grito veio do fundo da alma. Ela sentia o corpo inteiro pulsar em seu sexo. Retesou e relaxou o corpo enquanto ele lentamente ia massageando cada vez mais leve e suave, até parar. Foi então que ela o viu levantar mais uma vez e voltou com uma bandeja de iguarias da gastronomia japonesa. Sushis, sashimis, oshizushis, entre outros.

Pousou a bandeja na cama e com o hashi pegou um sushi, molhou no molho e levou a sua boca. Meio deitada como estava, um pouco do molho escorreu por seus lábios. Ele imediatamente aproximou-se dela e com um beijo limpou o molho que escorria, dando um beijo suave. Com o hashi, ele se serviu do sashimi, mas dessa vez não melou no molho. Com os olhos sedentos, parecia pedir consentimento, salivando de desejo olhando entre as suas pernas. Com um sorriso safado e meneando a cabeça consentiu. Ele então, molhou enfim o sashimi em seu suco. Ela sentiu o leve geladinho entre as pernas, em seu sexo, seguido de um arrepio gostoso. Ele levou à própria boca, comendo, saboreando e gemendo de prazer.

Por um tempo brincaram assim. Um alimentava o outro. Ele, servindo-a na boca, mimando-a. Enquanto isso, ela oferecia o próprio molho como presente, uma iguaria exótica. Tudo tão sensual e erótico, que era como se tivesse virado uma fonte, de tanto que melava de prazer com aquilo tudo, tanto quanto ele permanecia rijo. Chegava a ser impressionante, mesmo sem tocá-lo diretamente, podia percebê-lo melar de prazer.

E foi então que, inesperadamente pra ele, diante de tanto empenho ela teve vontade de presenteá-lo. Deitou-o à cama com a barriga pra cima e lentamente sentou nele. Com uma delicadeza absurda. Ele podia sentir cada milímetro de si sendo envolvido e tomado por ela. Sendo engolido, devorado. Ela se mexia com suavidade, enquanto internamente contraía a musculatura, não chegava a pompoá-lo, mas queria que ele se sentisse dela, nela. Com as mãos, dessa vez era ela a massagear seu tórax e num ritmo suave e constante cavalgou-o por muito tempo assim. E ali, deitado, sentindo-o todo nela, mirava seus seios que se movimentavam ao ritmo do corpo. E então, não agüentando mais, ele disse que estava prestes ao gozo.

Era uma sensação única aquele momento pra ela, um mix de sentimentos. Ternura, carinho, amor, paixão, gratidão. Com as mãos ainda no tórax dele aumentou o ritmo da cavalgada, roçando o clitóris intumescido de desejo nele. E ao mesmo tempo em que se sentia preenchida, sentia-o pulsar e explodir em gozo dentro dela. Ele gemeu alto, estremeceu, gritou. Ela um pouco depois, se entregou enfim. Até cair sobre seu corpo, suada, ainda encaixada, pulsando e sentindo-o pulsar dentro dela. Uma fusão de dois em um. Yin e Yang, um encaixe perfeito.


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26 Comments

  1. Senscional.
    Tmb nunca fui vendada, sempre tive vontade, mas nunca permiti, no começo pq tinha medo do q poderia acontecer, acho até que era mesmo a falta de confiança completa no parceiro, não q eu me envolvesse só com canalhas, enfim, vc me entende e sabe pq… agora já estou me permitindo algumas coisas, quem sabe depois desse texto eu me permita ser vendada… Adoraria passar por uma experiência assim…
    beijos

  2. Sensacional…

  3. R.

    Preciso refazer coisas desse tipo…

  4. Cláudia Motta

    Parabén B, belo conto. Ser vendada é uma delícia, para quem nunca fez só uma palavra EXPERIMENTE!!!!!! É uma experiência única e intensa. Ceder o controle e perder-se nesse mundo “escuro” de sensações é de um prazer indescritível. Deu vontade de repetir isso com ele rs

    Beijos

  5. Muito belo este teu conto, quem sabe você o realiza um dia?

  6. Esse nível de confiança é - e tem de ser - raro.

    Não deixaria muitas pessoas me vendar.
    Quanto a vendar alguem, minha parceira atual não gosta disso, e não tive outras oportunidades.

    Mas acho que pode - e deve - dar o maior prazer…
    Um dia experimentarei ;)

    Beijos,
    -K’ran

  7. Eu Mesmo

    Muito bonito, muito delicado.
    Parabens,

  8. Cirurgião

    Gostei muito. Essa fantasia eu tenho, mas ainda não realizei, qe sabe ela um dia me de uma chance Porque na verdade quero mesmo é fazer isso com ela. Viu Cláudia? Sorte de quem conseguiu. Penso que se um dia realizar será tão bom quanto imagino. or enquanto só imagino. Mas o mês de junho é longo e pode ser que me dê alguma chance e uma coisa que tenho aprendido é paciência, porque tenho certeza que vai valer muito a pena!

    Bj

  9. Curiosa

    Olha só, mas uma vez me sinto tentada a realizar essa fantasia, a outra vez que senti isso foi quando li aqui mesmo o conto da Cláudia, me deu o maior tesaõ e agora leio esse, sacanagem de vocês (risos) mas continuo com medo. Essa história de não poder ver, me excita e assusta ao mesmo tempo. Acho que primeiro tenho que ter certeza se a excitação é maior que o medo e ai quem sabe….

    Beijo

  10. Saulo

    Seguinte: Fantasiar é bom demais nem que não se realize. Muitas vezes a realidade fica aquém da fantasia e ai é brochante. Se tiver que acontecer deve rolar naturalmente, sem forçar nada o ineserado é sempre muito excitante! Adoro climas orientais, acho o maior tesão, gostei da sutileza do conto.

    Abraço

  11. cris

    Não imagina quantas vezes tive vontade de comer os sashimis molhados neste molho especial. Tive receio de chocar. Vê, nem sempre pessoas impetuosas fazem tudo que lhes vem a cabeça. Que grande chance eu deixei passar!

  12. Nati

    Nossa B. que conto maravilhoso. Parece que senti cada sensação que você descreveu, uau! Tive que me controlar, pois estou lendo da empresa…

    Essa é a minha maior fantasia, morro de vontade de ser vendada, gosto de dominar a situação, mas deve ser delicioso deixar tudo ao comando dele e só me entregar ao prazer! Ainda experimento, não tenho medo, até porque confio muito na pessoa que está comigo, mas o que me falta é coragem de revelar essa fantasia a ele…

    Beijos e ótimo final de semana

  13. Renato

    Revele Nati. Se ele não souber como vai realizar a sua fantasia? Quem sabe é a fantasia dele também?
    No mais gostei do conto, parece que esse asunto é mesmo partei ntegrante do imaginário de homens e mulheres. Quando li nesse mesmo blog o conto da Cláudia percebi que a maior parte das pessoas tem essa fantasia mas muito medo de realizar. Será que é o medo de estarmos indefesos? Sem ver não sabemos o que pode acontecer, ou será que é porque todos gostamos de controlar? Ter as rédeas nas nossas mãos?
    Bom assunto para os psicólogos e psiquiatras de plantão (risos)

    Abraço

  14. Eu Mesmo

    Oi Revele Nati
    O Renato tem razão, pode ser a fantasia del tambem. Se voces não contarem suas fantasias, dificilmente elas serão satisfeitas. Como uma fantasia normalmente foge às relações comuns, o parceiro(a) pode se sentir contrangido, tambem em relela-las.
    Para as mulhers que tem medo de serem vendadas, pergunto: Qual o risco? Voces já estão em contato intimo com seus parceiros, o que poderia acontecer?
    Beijos

  15. @Nati:

    Revele sutilmente, nada de assustar o rapaz, se for o caso, comente durante uma brincadeira, quem sabe… Só vc conhece o seu parceiro. Compre uma echarpe, vá ao encontro dele usando e insinue algo do tipo: “Humm, como seria ser vendada por vc, hein?!” O mais importante em qualquer fantasia erótica é NUNCA falar de maneira generalizada. SEMPRE colocar o parceiro na posição de protagonista da cena. Adivinhar é proibido e digo isso por experiencia própria (casa de ferreiro, espeto de pau), não vivo escancarando minhas fantasias, daí é meio impossível o outro realmente saber o que desejo, acho que no fundo, gosto de ser surpreendida tanto quanto gosto de surpreeender.

  16. @Eu Mesmo:

    Vou responder por mim. Sou muito, muito curiosa apesar de desconfiada e experimentei muita coisa. Já me deixei amarrar e foi uma sensação desesperadora. Já me deixei asfixiar e a sensação foi amedrontadora. Ambas são práticas que aprecio fazer, mas que definitivamente odiei ser submetida a elas. Fiz pela curiosidade da sensação (tenho mania de experiementar em mim práticas que curto submeter o outro), mas só valeu para eu saber que não é a minha. Vendar é outra prática que aprecio fazer e (confesso) fantasio muito com isso. Acredito realmente que os outros sentidos sejam evidenciados e com isso (imagino) que o prazer também. No entanto, não sei dizer exatamente o que acontece que sempre me travou pedir, e, por reflexo, nos momentos que alguém me propôs neguei. A fantasia de ser vendada vai contra uma outra fantasia que muito me excita, o controle, mas mesmo assim acho que ainda chegará o momento e a pessoa que me permitirei vinenciar esta fantasia. Acho que a venda é muito mais simbólica que amedrontadora. Uma hora dessas eu experimento…

  17. Cláudia Motta

    @ Eu Mesmo

    Já conversamos bastante sobre isso (inclusive hoje) e o que penso ser o maior medo é porque por não estarmos vendo não podemos antecipar o que vai acontecer e isso assusta ao mesmo tempo que excita, você sabe do que estou falando. É claro que a decisão de se deixar vendar pressupõe confiança no parceiro, mas mesmo assim não é uma decisaõ fácil de ser tomada, concordo com a B quando ela diz que a venda é uma coisa simbólica, é como se você que a está usando dissesse: “Faça de mim o que quiser. Estou totalmente indefesa” e convenhamos isso não é nada fácil, mesmo que a pessoa não seja dominadora, é uma situação de total entrega ao outro.Penso que é esse o fascínio e medo que a venda oferece. Mas que vale a pena, isso vale rssss

    Beijos

  18. um sósia meu em seus comentários, rs. B. você me deixou arrepiado, me prendendo em seus devaneios. adoro vendar mulheres justamente por sentir esse misto de entrega e medo.

  19. @R.:

    (Do Blog The R. Notes)

    É curioso, que eu não confundo nenhum dos meus leitores que assinam como R. Afinal de contas, tenho acesso aos e-mails de vcs, né?! Sem contar que com o tempo eu já acostumei ao estilo de comentários de cada um. Tenho até sentido falta de mais um R. (que colabora muito nos Contos Secretos)… Pra ver como eu me ligo nas coisas.

    Sobre a venda, na fantasia eu imagino prazer, na realidade eu só sinto medo, por isso ainda não rolou! Pelo menos, não em ser vendada, pois o oposto… risos. Acho que perdi as contas! Adoro perceber as reações também.

  20. Você conseguiu algo fantástico, transformar sua fantasia numa deliciosa narrativa erótica e sensual.
    Também nunca havia sido vendada até o natal do ano passado. Eu e meu esposo fomos a Cancun para 1 semana de férias… nem preciso dizer que férias evocada o nosso lado mais sacana, sensual, erótico e pervertido, né? Pois bem, numa tarde de sol estávamos na piscina do hotel, meios que se recuperando da farra da noite anterior em uma boate… e meu esposo olha pra mim e fala:
    - Vamos lá no quarto? Quero fuder seu cuzinho agora… deixa?

    Achei super inusitado um pedido desse no meio de uma tarde de sol na piscina. Em miléssimos de segundos fiquei tentando entender qual o estímulo que levou a ele querer me fuder naquele momento, e mais especificamente meu cuzinho…

    Parei de pensar nos “porques” e com um sorriso super sacana respondi:
    - Claro! Você me chupa todinha e te dou meu cuzinho….
    Na hora ele me pegou pela mão e subimos para o quarto do hotel…
    Quando chegamos ao quarto, ele apanhou um desses protetores que se usa para dormir ou para viagens em avião… e falou:
    - Coloca amor, quero que você só sinta o prazer de ser chupada e fudida…
    Fiquei meio temerosa, mas senti que já era o momento de se entregar por completo. Peguei o protetor e coloquei nos olhos… confesso que no começo foi estranho… não saber onde seria a próxima parte do meu corpo que seria beijada, tocada, chupada… ele comandava tudo!!!!
    Resumindo… tive um orgasmo espetacular… se eu fosse fazer poesia diria que foi um orgasmo da alma com o corpo!!!

    Vale a pena experimentar!!!!

  21. @B.

    fico feliz em ser único na sua vida, mesmo não sendo exclusivo e adepto da monogamia, rs. assim como você adoro vendar, mas nunca fui vendado. acredito que este seja o mal dos dominadores. controle é tudo minha cara, nem que seja o remoto da televisão da sala. hahaha.

  22. Patricia

    Delicioso conto!

    Já vendei e fui vendada, esimplesmente não tem explicação!
    A-D-O-R-E-I!

    beijo

  23. Natalia

    Gente, obrigada pelo incentivo… me deram mais coragem, quem sabe não comemoro esse dia dos namorados em grande estilo?! rs

    Beijos

  24. Dein

    Tenho muito prazer em fazer a pessoa passar pela situação, mas a idéia de passar por ela é um pouco terrorizante..rs. Ainda não consegui me permitir. Ao mesmo tempo, a curiosidade é imensa…rs creio que acontecerá uma maravilhosa fusão medo/desejo…humm!

  25. Vinicius

    Nunca li um texto que mexesse tanto com minha imaginação, que o desejo fosse tão longe de agüentar ate esse ponto, em que ele se entregasse a esse desejo tão esperado somente depois de tanto tempo de passado!!!
    Já recebi e Tb fiz uma massagem, a sensação foi indescritível… Ficou o desejo de quero mais, e foi em uma noite que já estávamos intensamente cansados, acabado de chegar de viagem, mas foi uma noite inesquecível…
    Valeu a pena o atraso p sair p almoçar, so p ler…
    Ótimo texto…

  26. Ana

    Parabéns!
    fiquei com vontade de experimentar! talvez proponha ao meu parceiro, vou mandar seu conto a ele, e ver se vale a dica!
    realmente vc escreve muito bem
    deveria pensar em publicar algo, se já nao o fez
    grande abraço

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