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Nos últimos meses, desde que li Virgínia Berlim do Biajoni, eu ando meio fixada no assunto primeira vez. O livro trata de uma paixão inusitada, entre pessoas aparentemente incompatíveis, num cenário quase claustrofóbico. Uma paixão intensa com cara de primeira vez. Aliás, com cara de única vez. Aquele tipo de paixão que arrebata, consome, invade e toma conta. Não serão todas as paixões assim? Ah… Sei lá! Sei que a trilha sonora do livro é sensacional e Opened Once do Jeff Buckley – sobre ele, eu depois falo mais, também estou viciada no moço depois de Virgínia Berlim – já me deixou algumas vezes em êxtase. Na tradução da música no livro, o Biajoni, livre e poeticamente, usa a expressão “opened once” como “desvirginado”. Sincronicidade ou não, o tema virgindade tem vindo muito à tona em minha vida ultimamente. E depois de dois comentários, que seguem abaixo, um feito em aberto e outro por e-mail, resolvi falar um pouco do assunto.
Uma dúvida, você é de gêmeos? E outra, pode me ajudar a comer uma menina de 15 anos? Tenho 17.
Antes de tudo, não que ache que isso faz diferença, mas… Me disseram que sou de virgem com ascendente e lua em escorpião, seja lá o que isso significar, mas quanto à outra pergunta… Putz! Sabe que eu não sei te responder? Admiro a sinceridade em expor a sua idade e a dela, mas a sua pergunta já me deixa meio sem resposta. Porque acho que todos deveriam deixar de ser virgens apenas quando estivessem preparados para ganhar uma vida sexual. Isso se vocês forem virgens, hoje em dia tem garota de quinze anos que me dá aula. Como diria minha mãe vida sexual é prazer, mas também é risco e responsabilidade. E acho que quem faz uma pergunta do tipo, como fazer, definitivamente não está preparado para as responsabilidades.
No entanto, vamos lá… Como fazer? Antes de qualquer coisa, nunca esquecer as camisinhas. Sim, “as”, no plural, porque não tem nada pior do que estar com vontade e a camisinha furar. Ou dar vontade de uma segunda vez e não ter camisinha reserva. Outra coisa importante é saber que forçar barra não está com nada. Cada um tem seu momento certo, mesmo que a menina não seja mais virgem, se ela disser não, é não. Se ela disse não pra se fazer de difícil, ou pra te deixar com cara de otário, tanto faz. Ela disse não! Portanto, nada de ficar insistindo, sexo sem consentimento é estupro. Se vocês estão com as camisinhas, de comum acordo e já perceberam que beijo é igual ferro elétrico, liga em cima e esquenta embaixo. Aconselho ler o ótimo texto do Pablo Fernandes no PdH. Não é necessariamente sobre como comer uma garota de quinze anos, mas sim, como comer uma mulher de qualquer idade.
Tá aí uma pulguinha que sempre tive atrás da orelha. Cresci ouvindo das mulheres cabeças-feitas ou não sobre a importância da “primeira vez” que tem que estar apaixonada que tem que gostar do cara etc etc etc…
Hoje ouvi de uma descolada que a primeira vez de todas é muito dolorido que não é bom nada….
Por isso a importância de Re-descobrir o novo a cada dia…
Seja depois de 10 anos ou 2 trepadas…
Será que ela está errada???
Será que as mulheres sempre romantizaram a tal “primeira”???
É um assunto pra vcs…
Bom, comigo a coisa não foi convencional, deixei de ser virgem aos quase dezessete anos porque estava com vontade e não porque estava apaixonada. A grande verdade é que até estava apaixonada, mas por outro. Tinha tanta neura de dar e ele sumir, que resolvi dar pra outro, sem envolvimento emocional. Não tentem entender minha cabeça, nem eu entendo. O cara que me tirou a virgindade ficou tão surpreso por eu ser virgem, quanto o outro quando descobriu que eu não era mais. É claro que dói, mas acho que dói porque a gente não está relaxada, é mais desconforto, do que dor. E sangra um nadinha, suja um pouquinho a calcinha e nada mais. Acho que são tantos mitos que nos empurram goela abaixo que é exatamente por isso que a mulherada não relaxa. Nunca cheguei a me arrepender por ter sido assim, até porque, o que está feito, está feito. Ninguém pode resgatar a virgindade perdida. No entanto, ao longo da vida descobri que apesar da virgindade, rompimento do hímem, ser uma vez só, a vida é repleta de outras virgindades. E mesmo com diferentes parceiros, a primeira vez, é sempre a primeira vez.
Creio que esta cultura que nós mulheres criamos de que primeira vez tenha que ser por amor é meio que pra justificar o fato de hoje em dia, não ser mais necessariamente no casamento. O que já é um grande em passo em relação a tempos atrás. Quando a mulher que não fosse virgem na noite de núpcias, o marido tinha o direito de devolver à família. Infelizmente ainda vivemos em um mundo, que apesar das mudanças (e reconheço que mudou), os próprios homens ainda dividem as mulheres entre as que são para diversão e as para casar. E não porque não se divirtam com as esposas, é cultural homem pular cerca. Ter matriz e filiais. Já as mulheres… Eu mesma cresci brincando de bonecas e casinha, treinando para ser esposinha de alguém e mãe de família. Aos dezessete anos fui pedida em casamento e confesso que fiquei bem balançada em aceitar, fazer uma baita festa de casamento e ir brincar de casinha em minha própria casa. Só que resolvi escolher outros caminhos, e hoje sou B.
Historicamente falando, o casamento por amor é algo recente, coisa do século XX. Não consigo imaginar nada menos romântico do que a primeira vez de um típico casal do século XVIII e XIX, por exemplo. Onde velhos gagás, casavam com meninas de doze anos, só por causa da “união das famílias”, leia-se “por dinheiro”. Não à toa, era moda as damas da corte terem amantes. Namorar quem se gosta e casar com quem se ama é privilégio do século XX. E ter o direito de trepar por prazer, com quem se tem vontade, é pós-revolução sexual nos anos 60. Santa pílula anti-concepcional…
Acho que a necessidade que o casal tem em redescobrir o prazer da primeira vez, depois de dez trepadas ou dez anos juntos, é um compromisso com o relacionamento de um modo geral. Na minha cabeça, nada tem a ver com o fato de ser um resgate, quase compensação à primeira vez com ou sem amor. A gente renova porque fazer sempre a mesma coisa é um saco! Como disse antes, primeira vez dói porque quase sempre a mulher está tão preocupada com tanta coisa que esquece que o objetivo do ato é, parafraseando a ministra, relaxar e gozar. Aliás, quisera eu gozar aos dezessete, como gozo hoje aos trinta e sete. Taí uma coisa que a prática leva à perfeição. A mulher romantiza porque foi criada para isso. Para idealizar um super momento. Só que a gente cresce e os mitos vão caindo por terra um a um. O primeiro beijo, a primeira transa, o homem perfeito… E reconhecer isso dói muito mais que o rompimento do hímem, isso eu garanto.
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Boa noite, tudo bem B ?
Eu sou um caso a parte rsrs, mas a virgindade sempre foi algo complicado para mim. Enquanto todos os outros garotos diziam que já tinham transado eu ainda era virgem com meus dezessete anos. Eu sempre fui muito encanado com isso. Mas o mais importante é fazer quando se quer fazer, independente de qualquer coisa, cada um sabe sua hora certa.
Beijos e até mais.
;)
Obrigado pela citação do meu texto aqui no teu blog. Fico muito feliz.
logo logo, estarei colocando outros artigos na PdH. Passe sempre por lá !
Abraços.
Muito sábio seu texto Lady B. Nada como uma mulher esclarecida para desmistificar certas coisas principalmente para as novas garotas. Deveriam distribuir esse texto nas escolas de primeiro grau!
Beijos
Lord B.
a minha 1a vez sangrou bem mais do que doeu… a dor foi só no comecinho, acho que eu tava bem relaxada, e tava com certeza bem molhada e com muito tesão… mas sangrou pra caramba… de fazer pocinha no lençol. eu não era tão novinha, tinha 19 anos…. esperei pra caramba, não por causa de príncipe encantado, mas por que tiver que esperar até a encanação passar mesmo… e depois curti a coisa, e antes dos 20 já tinha tentado de tudo :P