A notÃcia sobre o Bordel Holandês, me fez atentar sobre os deficientes fÃsicos e o sexo. Lembrei imediatamente do filme do filme Carne Trêmula de Almodóvar, inspirado no livro de Ruth Rendell. E apesar do filme não ter como tema central o drama do deficiente fÃsico, nele Javier Bardem é um ex-policial cadeirante que tenta levar uma vida normal (social e sexual) após ter lesado a medula em um tiro acidental.
O filme é muito mais do que este fato, como todo Almodóvar, é uma crÃtica social regada a muito drama e sexo. A cena mais conhecida do filme é a que ilustra o poster (corpos de um homem e uma mulher invertidos e juntos), no entanto, não é esta que quero destacar.
Em Carne Trêmula, Javier Bardem e Francesca Neri, protagonizam uma cena que ilustra bem a dificuldade, mas também a sensualidade e possibilidade do prazer entre uma mulher normal e um cadeirante. Na cena, ela faz uso da barra que ele tem próxima à banheira, para segurar-se nela facilitando o sexo entre eles. Já tem um tempo que vi o filme, mas lembro que esta cena em especial era muito erótica.
A realidade sexual do portador de lesão medular
Sei que o universo da deficiência fÃsica é muito mais amplo que a lesão medular, mas preferi comentar sobre essa deficiência já que trata-se de algo, infelizmente, comum em nossa sociedade atual. Em tempos de balas perdidas e acidentes de trânsito indiscriminados, a re-socialização do cadeirante a nÃveis sociais, psicológicos e sexuais, tem que ser discutidas à exaustão para sensibilizar sociedade e as autoridades.
Uma pesquisa feita entre portadores de lesão medular, mostrou que 60% das mulheres e 50% dos homens, não tinham vida sexual após a lesão. E este desinteresse devia-se à própria condição fÃsica de estar em uma cadeira de rodas. Aspectos fÃsicos e motores comprometiam a auto estima e também o vilão maior: o descontrole esfincteriano.
O medo da possibilidade de eliminar urina ou evacuar durante o ato sexual, trancafia o portador em um celibato voluntário. E para reverter este pensamento, o mais indicado é a terapia sexual. Uma orientação sobre o fÃsico e o psicológico. A princÃpio, a troca de informações e experiências entre os portadores é fundamental para a aceitação e entendimento. Em um segundo momento, o portador é encaminhado a um urologista que apresenta a realidade médica e possibilidades terapêuticas.
Certamente este assunto ainda voltará à tona, já que estou preparando uma série de posts à respeito disso, mas por enquanto, indico a leitura do livro Revolução Sexual Sobre Rodas, de Fabiano Puhlmann, psicoterapeuta especializado em deficiência fÃsica.
Sexo é vida!
Encontrei um breve texto da pedagoga Gisela Bordwell que aborda fatos interessantes nesta vivência sexual. Para Gisela, que pesquisou bastante sobre o assunto, o principal limitador da sexualidade do lesado medular é o preconceito, próprio e de quem rodeia. E destaca o envolvimento emocional e as fantasias sexuais como grandes aliados na satisfação da libido.
“(…) A criatividade sexual bem explorada é sempre bem-vinda, proporcionando o prazer da proximidade dos corpos, cheiro de suor, toque da pele e a imaginação de união num grau máximo. É a sensação de duas pessoas serem uma só, mesmo que seja num nÃvel imaginário. Fantasias podem e devem ser usadas como meios de sedução, porém não se deve construir uma relação baseada apenas em fantasias. Essa postura seria como construir uma casa sem nenhum alicerce, ou seja, a destruição é certa. Deve sempre ficar muito claro para o casal o que se espera daquela relação para não haver sofrimentos. Todos esses detalhes bem explorados são fortes artimanhas para uma relação saudável quando acompanhados de propósitos bem definidos.
Estes pequenos truques, quando acompanhados por trocas de palavras que agradam ao coração, palavras de carinho, conforto e apoio moral levam a uma relação completa. O mesmo ocorre quando, através um olhar de aceitação plena entre duas pessoas que se sintam completamente envolvidas emocionalmente na relação por algum charme especial. Também quando a pessoa sente intuitivamente que seu companheiro está se aproximando sem ser avisada. Ou ainda, quando uma delas tem o pressentimento de que o outro está em perigo ou está muito feliz. Tudo isso é resultado de uma cumplicidade muito grande quase sem explicação. Como uma entrega total entre o casal. Algo, por que não dizer, divino, possÃvel de acontecer. (…)” Gisela Bordwell
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Não deixe de participar da Pesquisa Sexual AVS. Segue um questionário on line. Vamos tentar traçar um perfil sexual dos leitores do AVS e desde já aviso, não precisa se identificar, só peço a verdade, toda verdade e nada mais que a verdade. Clique aqui para responder, são só três perguntas, mas pode ser o mais detalhado possÃvel. Sua identidade será resguardada.







Eu estou em um relacionamento com uma mulher casada esta sendo maravilhoso. Sou tetraplegico grau c6. E minhas funcoes estao otimas. Sexo um muito bom fazendo com a pessoa certa.abracos.
bem falar sobre relação sexual de um cadeirante é algo que muitas pessoas pensa não existir, pois bem leitoras tive uma experiência com um amigo que ficou paraplégico já faz 3 anos que ele se encontra sob esta condição e um dia resolvermos matar saudades, só posso dizer que foi a melhor noite,foi 100% melhor pois a mulher acaba por ter a dominação da relação, consegue ver a expressão melhor do seu parceiro, sentir é algo maravilhoso. Sei que mtos acaba por sentir aqle preconceito, mas esqueça pois tem muitos paraplégicos que são mais homens do aqueles que andam.Beijokas loira
Eu aos meu 23 anos sofri um asidente de moto e fique com uma lesão medular e com tetraplegia e com dois meses eu com a força de Deus ganhei os meus primero movimentos e hoje com oito meses estou andado com uma so moleta e tenho minha vida noral.e digo mas a vcs.Não temas,porque eu sou comtigo;não te assombres,porque sou teu Deus;eu te fortaleço,e te ajudo,e te sustento com a minha desta fiel.
Esse assunto é bastante interessante. AS pessoas tem muita curiosidade sobre o assunto, e as informações são poucas.
Sei disso porque trabalhei durante um tempo com um cadeirante, o moço é jovem, bonito.
Uma vez ele levou a namorada também jovem e bonita para nos conhecer. E desde então os outros funcionários ficavam cochichando em rodinhas se perguntando: “será que ele tem ereção? será que ele consegue transar?”
Claro que nunca tinham coragem de perguntar a ele, mas a curiosidade foi geral.
O preconceito com os cadeirantes é bem menor hoje, porque eles conseguiram conquistar respeito na sociedade. Mas o assunto sexo é pouco divulgado, por isso gostei desse post, esclarece uma curiosidade muito comum das pessoas.
Quanto aqueles indivÃduos que não aceitam ou até abandonam companheiros que sofrem acidente e passa a ser cadeirante (como a moça relatou acima), bom… pessoas assim existem, e é melhor nem criticar, porque aprendi na minha vida que cada um dá o que tem. Se a pessoa só tem dentro de si desprezo e ignorância é isso que ela vai compartilhar.
Tenho 29 anos, sou cadeirante a 9 anos, tenho vida sexual normal levo minhas parceiras ao motel e tudo mais, ate a ejaculação foi preservada no meu caso o que os medicos me dizerão que é dificil num cadeirante
sou lm quero saber mas sobre ereção e sobre sexo em cadeira de rodas…
Tô tarada num cadeirante… mas ele não dá moral pra mim!! :((
Todo e qualquer assunto, ligados a re-inserção do portador de lesão medular, à sociedade, a uma vida digna, é, e será sempre importante. Parabéns pela iniciativa.
Sofri um acidente de carro qdo tinha 19 anos. Cheguei a pensar que não poderia transar pq achava que não teria mais ereção, mas qdo cheguei no hospital e a enfermeira colocou a sonda no meu penis ele ficou ereto, ai pensei já que ele fica ereto posso transar.
Só tive que aprender a fazer o CAT “cateterismo” o esvaziamento da bexiga pra que não perdesse “vazasse” urina na hora da relação. Depois que aprendi isso levo uma vida sexual ativa.
a 10 anos me acidentei de carro meu marido me deixou após o acidente,nunca mais tive alguem por vergonha da cadeira de rodas e por não saber como lidar com isso,tenho tb uma colostomia que foi uma opção minha não tenho nada grave no intestino,só acho mais seguro e mais higienico,pela primeira vez estou tomando conhecimento de vida sexual sobre rodas achei interessante,mas dificilmente um pessoa normal nos aceitam sexualmente
gostei muito desce saite valeu muito bom otimo vou ler sempre o gente se pude envie e-mail pra mim eu sou defÃciente e gostria de me informa melhor sobre sexualidade depois de lesão medular xauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu……….
Conheci o blog graças ao bestblog e tenho que dizer parabéns pelo ótimo trabalho que vocês fazem.
Bom escutei o podcast e fui atrás desse post sobre lesão medular e sexo. BOm nasci com um problema fÃsico que também afetou meu corpo e achei muito interessante esse post e o jeito que vocês tocarem tocaram no assunto. Muitas vezes blogs e especialistas em sexualidade falam de certos tabus que são muito conhecidos e deixam de lado, outros tabus como esse citado no texto.
Deficiente faz sexo, gosta de fazer sexo (na maioria das vezes,ou talvez uma opinião pessoal mesmo rs) e principalmente também quer fazer tudo e muito mais que qualquer pessoa sem problema faria.
Vocês ganharam mais um novo e prometo que fiel leitor, parabéns novamente!
sexo comanda a vida…
sem sexo não haveria vida…
logo…
tudo contribui
para um equilibrio emocional
mas uma vida sexual saudavel
é, sem duvida fundamental.
beijo
Posso confessar uma coisa? Er, acho q posso: não sou muito fã de Almodóvar, acho os filmes dele muito densos, complexo, e por vezes meio sem pé nem cabeça, tipo de filme q tem q esquecer de todo o mundo lá fora e pronto, garantia de entendimento. Sei q muitos não vão concordar comigo, mas tudo bem, gosto é gosto né? Então, tem poucos filmes dele q eu gosto, mas encantada nenhum, e esse é definitivamente um dos melhores pra mim, justamente pela rede de intrigas q une os personagens.
beijos
*Ah, e essa cena é perfeita né?
Valeu, sócio!
Sentimental…
Eu errei! A cena a que me referi se passa na banheira e não na cama… Eu fiz download do filme recentemente e revi. Sensacional, é uma verdadeira rede de intrigas que une aquelas 5 personagens.
Puta que pariu.
Por posts assim que eu tenho um orgulho de ser seu sócio e amigo.
gosto do filme pela abordagem do tema, q mesmo não sendo o central é muito interessante, e a cena q me marcou mesmo é a da banheira, acho simplesmente sensacional.
beijos