A pouco eu e Admin estávamos conversando em uma cefeteria, quando o assunto relacionamento veio à tona. Foi impossível não lembrar da célebre frase de casamentos “… e eu vos declaro marido e mulher, até que a morte os separe!”
Bull shit?! Nem tanto… Pelo menos não para duas gerações antes da minha (tenho 41 anos).
Se antes o normal de um relacionamento era ficar velho juntinho, mesmo que metade do tempo um tenha odiado o outro, e a fidelidade só tenha chegado realmente depois da impotência ou menopausa, depois que inventaram o divórcio e, principalmente acordos e uniões estáveis, o grande barato é ser feliz.
Ao invés de casamentos, vemos cada vez mais uma série de amores a la Soneto da Fidelidade, ou seja, eternos enquanto durem… Sem perceber, vamos colecionando relacionamentos monogâmicos em série. Passeando entre dois extremos, com direito a N interpretações e possibilidades, da liberdade poliamorosa à monogamia serial.
E você, o que acha disso, deixe a sua opinião nos comentários!
Sobre B. A VIDA SECRETA
B. é editora do A Vida Secreta. Uma loba em pele de cordeirinha, que acredita que a consensualidade é a base de todos os relacionamentos.




















Entre uma monogamia forçada, hipócrita e mentirosa – mas amplamente aceita como correta pela sociedade…
E um poliamorismo assumido, coerente e verdadeiro – mas não tão aceito assim…
… Eu fico com o segundo, obrigado! ;)
É claro que ainda mais nos dias de hoje, com doenças como stress e depressão (que eu senti e ainda tenho recaídas), se sentir feliz é uma coisa ainda mais importante no quesito das coisas pessoais, mas acho que não há coisa mais bonita que um relacionamento a dois, aberto e que dure o resto da vida. Queria poder me realizar sexualmente, antes de ter um relacionamento afetivo, pois queria descobrir o prazer de um tesão intenso que tenho em mim incontido, mas como não consigo isso demonstrar…
Eu vou com o 'que seja eterno enquanto dure'. (ou na versão safada, 'enquanto duro', hahaha).
Hoje a instituição casamento não tem mais um propósito social como antes, de fazer filho e cuidar deles, pra perpetuar a família. Então, qual é o ponto se não ficar junto por gostar disso?