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Meiki, o “Instrumento”

Há um tempinho Hannya, uma leitora descendente de japoneses, enviou um e-mail perguntando se eu já tinha ouvido falar de Meiki, uma certa “particularidade anatômica/sexual” de algumas mulheres (???). E eu, “meiki não entendendo nada” (ok, o trocadilho foi horrível), fui pesquisar sobre o assunto e continuei sem encontrar fontes confiáveis. Resolvi então assumir minha ignorância  e compartilhar com vocês alguns trechos da mensagem que ela enviou (que já é uma verdadeira aula de meiki)  e assim, juntos, levar o tema a discussão como fizemos com o Squirting. Quem sabe a gente aprende um pouquinho sobre o assunto?

Olá,

Tudo bem? Estou tomando a liberdade, como descendente da raça oriental, de pedir uma matéria sobre os tais “mêiki” que ouvi/li no Japão. Tenho muito interesse (pode ser dizer científico, hehe) em assuntos ligados ao sexo, e como sei ler japonês, comprava muitas revistas (mangás) relacionados a sexo no Japão.

Procurei referências no yahoo e no Wikipedia do Japão, e encontrei definições de tipos de meiki (sempre relacionado ao “instrumento” feminino, não achei nada sobre o masculino), definindo alguns tipos mais famosos de mêiki:

Mimízu Sênbiki

Traduzindo ao pé da letra, ‘mil minhocas’. Segundo uma definição que não sei se consigo traduzir bem, uma mulher normal tem na vagina em torno de 50 dobras (sulcos) internas com no máximo 2mm de proofundidade cada uma, mas no caso da mulher que tem esse tipo de vagina, ela possui mais de 100 dobras com sulcos de 3 a 4 mm cada.

Quando o homem introduz o seu pênis, parece nem ter necessidade de se mexer, pois tem a impressão que a parte interna da vagina se mexe sozinha, como se fossem 1000 minhocas se mechendo sugando/aderindo em volta do pênis, fazendo com que os homens atinjam orgasmos épicos.

Segundo as fontes, essas são qualidades “congênitas” (será que me fiz entender direito? Vem de nascença, ou você tem, ou não tem), não tem como transformar a sua em uma ‘mimizu senbiki‘.

Kazu no kô tendyô

Será que os japas se inspiraram em Meikis para criar o Flip Hole?

Será que os japas se inspiraram em Meikis para criar o Flip Hole?

Traduzindo ao pé da letra, ‘sótão/teto de ovas de peixe’. Entenda que ‘kazu no ko‘ é um prato muito apreciado no Japão, sendo ovas de um tipo específico de peixe com o nome científico Clupea pallasii. Não sei se você é apreciadora de sushi e afins, mas existem vários pratos orientais que usam ovas de peixe e, no caso específico da ova desse peixe, ela se apresenta como ovos pequenos e ásperos.

Segundo a definição desse tipo de órgão sexual feminino, só dá pra saber se o homem introduzir o dedo beeeem fundo ou na hora da penetração, já que a textura lá no fundo da vagina é áspera como a ova e só estimula a cabeça do pênis, fazendo com que os parceiros sintam muito mais prazer que as ditas, mulheres comuns.

A palavra ‘tendyô’ (teto/sótão) não achei uma definição mais lógica, mas segundo um japonês que já experimentou esse tipo de vagina definiu, “deve ser porque a mulher me fez ir ao paraíso, às alturas” – teto/sótão é o lugar mais alto da casa.

Kintcháku (巾着)

São aquelas bolsinhas/saquinhos que a têm uma corda em volta da ‘boca’ que você puxa para fechar, enrugando o tecido e deixando um buraco minúsculo de abertura.

Como é o tipo de bolsa, segundo “dizem as lendas”, a mulher com esse tipo de vagina tem a entrada super apertada em relação ao interior. Não preciso explicar o porquê desse tipo de vagina ser considerada “boa”, né?

Enfim, eu como mulher, fico curiosa se os homens sentem esses detalhes na hora do sexo. Segundo os japoneses, esses tipos de vaginas são muito raras, tem gente que nunca encontrou, mas existe uma boa margem (pelos comentários que eles fazem na web dá pra ter uma ideia) que jura que já encontraram e que elas realmente existem.

O que você acha? rsrsrs

Lendo o texto da Hannya, chego a entender de onde os japoneses tiveram inspiração para masturbadores masculinos do tipo Tenga Egg e Tenga Flip-Hole

E você, já esbarrou com uma Meiki em sua vida?!

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Sobre B.

B. é editora do A Vida Secreta. Uma loba em pele de cordeirinha, que acredita que a consensualidade é a base de todos os relacionamentos.

13 Respostas para “Meiki, o “Instrumento””

  1. sugarbabe disse:

    meo deos, os japoneses são mesmo muito sofisticados! sashimi, kimonos e bucetinhas turbinadas! rsrsrsnunca tinha ouvido falar nessas diferenças anatômicas radicais e adorei o post!

    uma coisa bizarra que descobri no “Livro do Pênis” é o KOKIGAMI, a arte japonesa de embalar o pênis. o homem encaixa o dito cujo numa escultura de papel em forma de animal, aí, é como se se ele absorvesse as qualidades daquele animal, e ele e a parceira podem realizar fantasias sexuais inspiradas pelo bicho. o.O

  2. Flavio disse:

    No Ceará tem disso sim e não é em japa, não. (rsrsrsrs) No nordeste as mulheres que nasceram com esses privilégios, são conhecidas como bezerras, porque na hora da penetração, a sensação é de uma bezerra mamando, sugando, adorando… e eu chorando, gostando, adorando, urrando… Será que é a mesma coisa? Abraços B. Muito prazer, quem sabe, sou seu lado A? beijos

  3. Hannya disse:

    Olá…
    Sobre o comentário da Atre (desenha pra mim…), já comentei com a B. antes desse “enigma” ir ao ar, que se você procurar por imagens de ‘meiki’ escrito em japonês, os sites de busca listam violinos e violoncelos, e uma quantidade absurda de fotos de vibradores masculinos, do tipo TENGA, hehehe… mas é muito bom saber que existem brasileiras com este tipo de “amiguinhas” rsrsrs, e que não é totalmente (e somente) doideira da cabeça dos japs.
    Sobre o comentário da Cláudia, realmente… se isto existe e sempre existiu, engraçado como o assunto nunca veio a tona… nós mulheres falamos muito sobre detalhes, mas será que a recíproca é contrária? Sera que se um homem encontra uma mulher com uma “amiguinha” dessas ele omite dos amigos para que eles não queiram provar/degustar tb? Há mais coisas entre o céu e a terra do que…

  4. Liana disse:

    eu nunca tinha ouvido falar nisso…

  5. Definitivamente o seu blog B também é cultura (risos) Mas sobre esse assunto não tenho a menor idéia só sei como sou “internamente” pelo que ele fala, porque quem sente é Ele Mesmo (risos Mas é interessante ler os cometários, vivendo e aprendendo muito, estamos habituadas a falar sobre as peculiaridades e diferenças visíveis nos homens (risos) fazemos isso até com frequencia mas eles falam pouco nas peculiaridades “não visíveis” das mulheres então é bom saber embora cada uma seja como é sem chances de mudar (risos)

    Beijos

  6. O Carioca disse:

    Você sabe o que é “Kazu no kô tendyô”?!
    Nunca vi nem comi, eu só ouço falar!

    Zeca Pagodinho San

  7. Sentimental disse:

    eu nunca esbarrei, mas se tiver cirurgia eu quero fazer… rs
    bjs

  8. Diego disse:

    a Kazu no kô tendyô axo q ja tive sim… eu sentia mais prazer quando minha cabeça estava proximo ao fim da vagina, mesmo sem se mecher parecia que era varias bocas sugando e massageando a cabeça… pena que ela não gostava de penetração profunda pois se GP era na area mais acima proxima a boca… quanto as outras ainda não vi ou melhor senti… mas to a procura quando axar eu falo como foi

  9. Malvadão disse:

    @O Carioca
    Eu sei… é eu vou juntar a fome com a vontade de comer… Fala pra esse teu amigo me passar o nome da menina das minhocas…
    PS.: A minha mulher não é japa mas tem umas ovas de peixe lá ;)

  10. tá…eu continuo “meiki não entendendo nada” (adooooooooro trocadilhos…mesmo se forem ‘sofríveis’…rsrsrs)

    ’150 dobras (sulcos) internas com no máximo 2mm de proofundidade cada uma, mas no caso da mulher que tem esse tipo de vagina, ela possui mais de 100 dobras com sulcos de 3 a 4 mm cada’.

    Gente…e tem gente que vai lá e fica contando e medindo essas coisas?

    Mimízu Sênbiki…Kazu no kô tendyô…Kintcháku

    Acho que essas nem a equipe toda da Marie Claire sabia rs
    Nunca um texto sobre vagina me lembrou a tanto a cérebre frase: DESENHA PRA MIM?…rs

    Lendo A Vida Secreta e aprendendo.

  11. O Carioca disse:

    @Malvadão:
    O fato da mulher ser Japa não quer dizer necessariamente que ela tenha a tal prexeca “tunada”. Amigo meu, frequentador das ZBM (zonas de baixo meretrício) da Praça Tiradentes aqui no centro do Rio disse que dia desses pegou uma tiazona que quando ele penetrou sentiu a tal sensação das mil minhocas envolvendo o seu “impávido colosso”. Assustado com a sensação, recolheu o bicho numa solapada. Disse-me ele que se tinham mil minhocas la dentro ele não sabe mas, que cairam umas 100 no chão no vácuo da recolhida, caíram.

    B:
    O “Teto” se refere à parte mais alta do cômodo (no caso, a “prequita”) isto é, o colo do útero… a “tampa”. Ou seja, em tradução livre:

    “Kazu no kô tendyô” = “Chavasca com teto de chapisco”.

    Quanto ao fato de essas vaginas serem raríssimass segundo os japoneses, há que se considerar que – segundo a lenda – até teto de casa de boneca tem “pé-direito” alto pra pinto de japones!

    []s
    O Carioca

  12. Andarilho disse:

    Tô achando que isso tudo é mais lenda de pervertidos do que fato.

  13. Malvadão disse:

    Putz B.

    Agora é que eu tenho que comer uma Japa de qualquer maneira!!!

    A minha mulher é uma “Kazu no kô tendyô”, mas eu quero experimentar uma “Mimízu Sênbiki”.

    PS.: Se alguma “Japa” que mora no Rio estiver a fim… eu topo!!! Ah! eu topo!!!

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