A editora de moda e stylist Biti Averbach, do blog Moda Sem Frescura, resenha e divide com o AVS suas impressões sobre o excelente livro Sex Design, de Ramón Ubeda, onde o autor lança um olhar sobre a presença do sexo na fotografia, publicidade e propaganda, arquitetura, mobiliário, moda e diversas áreas do design gráfico e industrial.
Divertido, inspirador…
… e deliciosamente sensual.
Aproveite!
Numa das primeiras páginas de Sex Design, de Ramón Ubeda, uma frase atribuÃda a Woody Allen dá o tom do livro: “Só existem duas coisas importantes na vida. A primeira é o sexo e a segunda, eu não me lembro.”
Como vocês podem imaginar, o tema da publicação não é a amnésia, então…
Ubeda se pergunta porque, sendo o sexo um tema tão importante e um ato praticado por tanta gente (calcula-se que cerca de 200 milhões de pessoas fazem amor diariamente, no mundo; sem contar os que ficam só na tentativa e os que praticam outras modalidades), o design dos produtos ligados ao sexo não é tão abundante.
À partir daÃ, o autor se dedica a inventariar criações célebres devotadas ao assunto em áreas como: publicidade, moda, mobiliário, artes gráficas, arquitetura…
E já que o sexo é uma linguagem universal, ele o faz sem muitas palavras, privilegiando as imagens e as informações básicas sobre os criadores de cada projeto. O resultado é uma coleção de curiosidades que atiça os olhos, a imaginação e os sentidos.
O designer catalão Jordi Torres – conhecido por criar peças lúdicas, sensuais e sensoriais, como a cadeira clitoriana, o tinteiro Nodriza ou a colher que estimula zonas sensÃveis da boca – aparece com destaque.
Na área dedicada à moda, temos desde a estampa homoerótica de Jean Paul Gaultier (de uma coleção de 1992), até o vestido de casamento pornô (que eu achei de gosto bem duvidoso, mas… viva a diversidade, não é mesmo?) e o colar em forma de pênis com dispositivo para deixá-lo ereto, entre outras coisas.
Mas se vc quiser algo decorativo, porém mais… prático, pode ser que se interesse pela seção de mobiliário, com vários exemplos de “cadeiras do amor” que desafiam a imaginação com suas formas exdrúxulas desde 1890, pelo menos. Foi nessa época que o rei Eduardo II encomendou um exemplar que lhe possibilitasse transar com duas mulheres ao mesmo tempo. Prova de que o design pode evoluir, mas as práticas sexuais não mudam tanto assim.
EdifÃcios fálicos, pôsteres com alusões eróticas e até bonecos-escravos são outros mimos curiosos, estimulantes, sedutores, indecentes… que você só vai descobrir comprando o livro. Se você for um voyer de carteirinha, vale ao menos dar só uma espiadinha, uma folheada rápida em uma livraria.
Sex Design, de Ramón Ubeda.
Brainstorm Books R$ 160 na Fnac, Siciliano e Cultura. E na Amazon a um preço bem convidativo.
* Biti Averbach é editora de moda, edita o blog MODA SEM FRESCURA e desconfia de idéias pré-concebidas sobre tendências e comprimentos de saias.








falando em design para moda, sexo e fetichismo, não posso deixar de citar os sites:
http://www.aneros.com/
e ainda
http://www.cb-2000.com/
que mostram a evolução dos produtos eróticos
B. não conhecia o trabalho dessa figura, muito bem pescado!
O design voltado ao sexo tem evoluÃdo tanto nesses últimos tempos. Eu constato isso vendo a variedade de cintos de castidade masculinos que existem no mercado hoje em dia! Acho que outro dia garimpei uns 20 fabricantes desse brinquedinho maldoso. Cada um com seu modelo, caracterÃstica e material…
Como o sexo está SEMPRE presente na vida da gente, design, moda, mÃdia e tudo mais não poderia ser diferente!
Explicitar, as vezes desafia, provoca reação, estimula o consumo, até e principalmente subliminarmente, quando está implÃcito, mas nos atinge sutilmente!
O difÃcil mesmo é encontrar bons produtos em lojas, sem recorrer a NET.
Não sei se o questionamento de Ubeda é correto. O erotismo está em praticamente tudo, só depende dos olhos de quem vê. Algumas coisas delicadas e de bom gosto, outras nem tanto, como lembrou a Erotic Views.
Pensando em moda, por exemplo, sensualidade e a memória erótica que o visual de uma gravata traz, assim como a fenda dos dedos dos pés que fica ao calçar uma rasa sapatilha ou mesmo um insinuante decote… Se imagens tão subjetivas nos remetem a mensagens eróticas de interpretação tão pessoal, quem garante que os designers não tiveram intenção erótica implÃcita mesmo nos objetos mais ingênuos?
O design do fusca ou da garrafa de coca cola são verdadeiras homenagens ao feminino. Não há como negar.
No caso dos Designers em questão, poderÃamos dizer que eles “só pensam n’aquilo”?!
Achei muito interessante a colher que estimula mais que o paladar. Adorei os bonequinhos sadomasô e concordo, o vestido de noiva é de gosto muito duvidoso mesmo…
Só pra relembrar… Design e Erotismo http://www.avidasecreta.com/design-e-erotismo/ por aqui.
“o design dos produtos ligados ao sexo não é tão abundante.”
nas naçoes ocidentais para mim nao é problema de abundancia, mais bem da sua terrÃvel qualidade…