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Esta é a segunda parte do texto sobre o painel da Campus Party Is Internet For Porn? Se você acaba de chegar e ainda não leu o texto anterior, basta clicar aqui, vale conferir! Em breve estará no ar também o nosso Podsecret Especial Campus Party, aguardem!
Continuando… Castrezana aproveitou para lembrar que é de uma geração que teve mais dificuldade para este acesso massificado ao sexo. Do tempo que se falsificavam carteirinhas escolares para assistir filmes 18+ ou mesmo para ter acesso aos antigos vídeos (vídeocassete). O que hoje é acessível na internet antes só com muita dificuldade. Ainda assim, ele assumiu ter consumido bastante safadeza, mas… Ressaltou que sexo só se aprende fazendo. “A internet pode te oferecer idéias, materiais para informação, mas só fazendo sexo é que a coisa acontece.” A experiência só vem com o tempo e a prática. Deu sua opinião que a internet já foi mais para Porn do que hoje, que no início da internet as buscas eram algo bem geek como “star trek”, depois foi “sexo” e hoje em dia o grande boom são as mídias sociais. Pessoas se interessam mais por fofoca e pessoas que o sexo propriamente dito. O sexo acabou ficando implícito nisso tudo.

Da esquerda para a direita: @lini, Fausto Salvadori, Gustavo Gitti, Alê Felix e Castrezana. Imagem: Mestre Zen, no Flickr
Fausto Salvadori, lembrou que o sexo foi mudando, na verdade o que mudou é a relação que temos com ele. Citou exemplos das prostitutas antigas. Se esposas não faziam sexo anal ou boquete, era bom lebrar que nos anos 60 nem todas as prostitutas faziam também. Determinadas putas eram famosas por tais predicados. Deu aula de safadeza literária, citou Jorge amado e as excepcionais putas francesas… (Babei! Inteligência é um puta afrodisíaco.) E concluiu dizendo que a pornografia veio mudar um pouco isso, lentamente, veio democratizar a informação e, de certa forma, generalizar também um pouco a tendência. Dar a impressão que toda mulher ama fazer sexo anal e tomar gozada na cara. Apesar de nem sempre ser assim na realidade. No entanto, não podemos negar que essa democratização das práticas sexuais menos usuais foi positiva para quebrar certos tabus e pode-se dizer que esse é o ponto positivo do legado do filme porno.
@lini chegou no meio do debate, mas não sem entrada triunfal, deu voltinha, matou a curiosidade do povo sobre como se veste latex, mas completou o assunto citando que o mercado de pornografia é responsável por grande parte das decisões voltadas à tecnologia e internet. Coisas que influenciam no poder decisório como ser ou não HDVD, tudo isso à partir da pornografia. O porno dita tendências. Citou os chats, desde as conexões discadas até os dias de hoje, onde a banda larga possibilita o “deixa eu te mostrar meu pau pela webcam?” E o Castrezana completou, comentando de um site, Chat Roulette que teve como primeira intenção motivar a interação das pessoas, que se conectavam e conversavam aleatoriamente. O problema é que em um mundo de janelinhas de webcams ligadas, se encontravam mais paus que rostos. E disse: “É inevitável, as pessoas adoram mostrar o seu sexo”. E a Alê Felix comentou que toda mulher é louca para mostrar os peitos, afinal é sempre um caminho para começar… E completou: “A webcam nos mostrou que não há por que ter inveja do pau, afinal, temos peitos para mostrar!”
@lini continuou comentando que o Twitter é um grande banco de paus em 140 caracteres. O que ela recebe de links para picas de tamanhos diversos… É muito comum também as pessoas usarem este canal para perguntar coisas diversas: “Como faço anal sem doer”, e ela acaba respondendo algo como: “Se não curte uma dorzinha faça vaginal”. Ou seja, seu twitter é melhor que qualquer Formspring, né?! risos…
Gustavo Gitti perguntou quem já teve problemas com propaganda enganosa, tipo, conhecer alguém que pela internet e esta pessoa virtualmente ter um pique sexual e pessoalmente outro completamente diferente. E o assunto girou em torno de que isso acaba sendo normal. É meio natural a pessoa se soltar demais, sem estar ao vivo e à cores e pessoalmente dar uma travada. Propaganda enganosa ou não, foi bem lembrado que isso acontece até no dia a dia, não é exclusividade da internet. Isso provou de certa forma que a internet realmente é um lugar para ter acesso a informação e incentivar fantasias, mas que quando o assunto é sexo, é fazendo que o negócio acontece.
O tema de videos de sexo amador que pipocam na internet foi levado à discussão também. Do lado negativo (má iluminação, celulites e pessoas desgrenhadas) ao positivo (pessoas normais mostrando que é possível fazer sexo safadamente saudável). Falaram rapidamente dos riscos e alguma coisa mais. Voltando ao tema do pornô, Castrezana lembrou bem que, sendo a maioria dos diretores de porno homens, o sexo acaba sendo uma espécie de ficção científica, paus descumunais entrando em mulheres que não só topam como aguentam tudo. O amador é tão próximo da realidade que faz amar ou odiar dependendo do gosto de cada um, só isso (eu particularmente gosto de sexo amador, com toda má iluminação e desgrenho…).
Outro ponto comentado foi a carência de bons textos eróticos (contos) na internet. Gustavo Gitti chegou a citar uma amiga que diz que um mau texto erótico tem o poder de broxar qualquer tesão que exista. Concordo com a amiga dele. Salvo uns poucos, entre eles os meus. (Jabazeeeeenta!!!) Enfim, muito foi dito sobre sexo e práticas sexuais, mais uma vez, recomento assistirem o streaming do painel disponível online.
Antes de terminar, quero ressaltar dois pontos levantados por pessoas da platéia. Uma menina, que eu não lembro o nome, comentou sobre o fato de hoje a internet, especificamente os blogs, servir como mais uma ferramenta de interação entre as pessoas. Citou a Casinha do Bob, um blog pessoal, que fugindo do padrão (ir à casa de swing ou recorrer a prostitutas), fez uso dele para conhecer meninas interessantes para relacionarem-se com o casal. Ainda que esta não fosse a primeira intenção do blog. Uma delas chegou a ser personagem ativa do blog com o nick “a namorada”.
Particularmente, acho que a internet nesse caso é bem eficiente, como disse antes, mesmo não sendo esta a primeira intenção, eu mesma já me relacionei com pessoas que conheci por aqui. Considero blogs uma ótima ferramenta de interação, para amizade ou algo mais, seja para os blogueiros ou mesmo os que comentam em seus blogs. Quantos de nós já não conhecemos um ao outro, à partir da curiosidade de um comentário?
O outro comentário interessante da platéia, que valeu ter ficado acompanhando até o final, foi o de um rapaz, Chester, que mostrou uma ferramenta super interativa. Usando o Google Maps, este site mapeia os puteiros por aí a fora. O nome é super sugestivo www.bitchmaps.com e mais objetivo (e interativo) impossível… risos.
Como bem disse o Castrezana, na internet tem nicho para tudo, para a pornografia e sexo, também! Que venha o Is Internet For Porn? 2011!!!
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Ainda não tem bitchmap pra Floripa. Se bem que eu nem preciso, já conheço onde fica a maioria, hauauhau
Fui eu quem comentei sobre a casinha do bob!
hehehe, por essa eu não esperava, ser citado em um painel na CampusParty. Eu até conheço a menina, ela usou a casinha como caso no projeto de pós dela.
O grande problema de participar desses painéis é que chega uma hora que a gente se sente tão a vontade que começa a falar bobagem. E são as maiores, que são imortalizadas em blogs, sites, jornais e etc.
Queria ter explicado melhor, com palavras mais adequadas e pensamentos mais organizados, a questão dos seios e essa onde de exibicionismo através da web. Bom, é a vida.
Gostei à béça do site de vocês, viu. ;-) Parabéns.
pôxa, queria ser menino pra usar o bitchmap…
Mas Sentimental, você pode usr o Bitchmap. Aliás, pode até usar os serviços das, er… digamos… profissionais das “casas de tolerância” como disse o Chester na Campus Part.
mas tem meninos?????
Andarilho, realmente, vc não precisa do Bitchmaps, ou melhor, vc poderia ser consultor para o site o que acha? risos…
Pura Intensidade, achei sua pergunta bem pertinente. Realmente vejo os blogueróticos como um outro caminho além dos convencionais. E acredito sim que muitos de nós façamos uso, de uma forma ou de outra. Seja como um exercíxio fantasioso, seja como forma de interação ou seja lá como for. É um caminho, muitas vezes nem diretamente buscado, mas que acaba sendo consequência. PS – Adorei a dinâmica do teu blog, textos curtos, instigantes, tesantes… Amei!
Bob, o mundo é uma ervilha…
Alê Felix, obrigada pelo elogio sobre o AVS. Quanto à sua participação no painel. Acho que vc se fez entender. E sem contar que o material está disponível pra quem quiser ver. Dá pra entender bem esta questão da “liberação sexual à partir dos peitos”… rs. Aliás, fica a dica, é um ótimo post para o Não, não para! né?!
Sentimental, concordo com o Admin, qualquer um pode usar os serviços. E provavelmente devem ter meninos sim. Quer dizer… Será? Se não tem estão bobeando…
@B.: Mas B, eu quis dizer, ela pode usar os serviços para encontrar meninas também. Se não for a dela, ok. Mas o ponto é que uma mulher também pode usar o Bitchmap, embora eu ache que a maioria das mulheres que gostam de mulheres se virem sem profissinais!
Ah sim Admin, talvez se eu gostasse de meninas eu até podia recorrer ao serviço, mas o negócio é meninos mesmo e mais velhos, daí se alguém souber de um serviço de coroas é só avisar. rs
bjs
Gostei bastante. Relaciona-se com meu blog. Gostaria da opinião do “avidasecreta”.
obrigado pelo texto