Acabo de ler o post Mulheres Submissas no LLL. Neste momento, acho melhor acessar o link e ler o texto original, daqui em diante meu texto será um desdobramento do post dele. O Alex faz um comentário sobre a quantidade desigual de mulheres Dominadoras e submissas no dia-a-dia, com aquela ironia destilada que lhe é peculiar. E antes de continuar, quero dizer que o post dele está muito bom, eu poderia ter escrito de tanto que concordo. Até mesmo as ironias relacionadas às mulheres Dominadoras que buscam no S&M compensação por não mandar nos homens que realmente gostariam de mandar. Fazer o que, né?!
Up Date – Acabei de passar lá no blog do Alê e vi que a mulherada submissa tá caindo em cima. Vou dar uma passadinha por lá e avisar pra pegar leve, afinal, o moço é um submisso lambedor de solas que adora uma malvada. Vai acabar gamando por alguma dessas subs e já imaginou o estrago?!
E voltando ao texto, que me interessou muito pois eu tenho exemplos clássicos em família. Ele comenta que na vida baunilha (que não é S&M) casais como meu irmão e minha cunhada, onde ela manda e desmanda e ele obedece, são plenamente aceitáveis. Comentadíssimos nas rodas sociais, mas aceitaveis. As mulheres suspiram dizendo que queriam um marido assim. Meu irmão é um cara bonito, inteligente e submisso. Enquanto os maridos riem do meu irmão pelas costas chamando-o de otário. Quanto ao meu irmão e minha cunhada? Ah, eles são felizes. Ela Dominando, ele sendo Dominado e desconhecendo completamente o jogo S&M. Só pra vocês terem idéia, meu irmão em casa usa avental, serve minha cunhada na boquinha e aguenta berros como se estivesse sendo chamado de meu bem… risos.
Enquanto isso, no outro exemplo familiar. Tenho uma prima. Linda e bem sucedida, que muito jovem perdeu os pais, mas em compensação passou a ser dependente única do pai, tenente da marinha de guerra. Isso lhe deu uma autonomia econômica cedo, mas por outro lado… Ela apaixonou pelo pior cara possível, que se nunca bateu (coisa que eu tenho minhas dúvidas), por outro lado ela foi submetida a todo tipo de humilhações públicas e particulares de um bêbado cafajeste, passando uma vinda de idas e vindas com o safado. Só pra ilustrar, além dos porres em que ele sempre a humilha diante de qualquer um, o cara tem tres filhas fora da relação, uma delas feita na cama da minha prima enquanto ela estava em viagem de trabalho.
O que as duas histórias tem em comum além do fato de serem com pessoas da minha família? Ah, tudo. Meu irmão e minha prima devem gostar do que vivem apesar do mundo ir contra, devem ser felizes, afinal poderiam deixar seus conjuges se quisessem. Ambos são masoquistas e pelo que conheço deles, sei que isso não faz parte de um jogo S&M, ainda que consentido.
No texto do Alê, ele disse que apesar de todo mundo comentar que existem muito mais mulheres Dominadoras a submissas, levando em conta as amostragens das Festas e Eventos Fetichistas. Na vida real, as submissas se disfarçam de Amélias e fazem pose de mártir quando no fundo, devem gostar, pois poderiam dar um fim nisso a qualquer instante. Sei que é bem mais complicado do que isso, mas… Não tem um fundo de verdade?
Quando a mulher é Dominadora, o homem é só o otário, quando a mulher é a submissa o homem é o carrasco e ela é a oprimida.
Lá no blog do Alê, nos comentários, já tem gente falando de contextos. Que ele mistura submissão erótica com sexual. E tem lá seu fundo de verdade, mas… Se no S&M o único direito do submisso é deixar de sê-lo se assim desejar, na vida real não deveria ser assim também? Não aceito submissão social. Apesar de entender não aceito.
Segue abaixo uma cena de ontem da novela A Favorita, onde a personagem Catarina apanha do marido Léo, vividos por Lília Cabral e Jackson Antunes. Na cena, após o primeiro tapa, ela desafia o marido a continuar e é salva pelo filho, um menino traumatixado que pouco fala. Como entender uma mulher continuar ao lado de um homem como este?
Definitivamente, Viva o S&M, onde há palavra de segurança e consensualidade.







Na minha opinião é necessário distinguir uma coisa da outra.
O SM significa cumplicidade, respeito, o que é necessário para saber os limites do/a parceiro/a, alem de ser consensual.O que ocorre na “dominação social” é a pura falta de respeito, a falta desse acaba com qualquer relacionamento, em casos extremos, podendo levar à violência doméstica tanto da parte oprimida como da opressora.
Fui casado e miha ex não gostava da prática SM eu adoro ser submisso e sequir todos os comandos da minha Rainha . Sei que ainda encontrarei alquem para me dominar por completo.
Olá! Eu gostei muito deste assunto. Alías tenho perquisado muito sobre uma relação D/s, pois eu descobrir há 2 meses que eu sou uma Domme, e agora eu preciso de ajuda. Por favor, eu quero muito teclar com uma Domme para ela poder me ajudar e passar alguma experiências para mim. Ah! Eu não sou lésbica, só quero amizade mesmo. Por favor, se poder me ajudar. Muito obrigada!
ola adorei o seu blog … amo este assunto SM espero um dia ter a honra de sentir na pela pois tenho uma vontade louca e muito desejo de ser submisso e seiq que aprnederei mas sobre muito obrigado marcelo
O facto de o alex ser submisso..,só agrava a imagem com que se fica dele.
Um cara que é submisso e que portanto observou o comportamento de submissos e dominadoras…,tinha obrigação de chegar a conclusões mais acertadas.
O facto de ele dizer que mulheres são obrigadas a pegar no chicote para encontrar o seu submisso , é algo hilário.
Se assim fosse o mundo BDSM estava cheio de dominadoras e não é isso que acontece.
Por cada par de pés dispostos a ser lambidos hà dezenas de lambedores, isto é , não hà um excesso de dominadoras( como seria de esperar se a tese do alex fosse verdadeira ) . hà um deficit de dominadoras.
Enfim.
O texto é de gritos ,como por aqui por portugal se diz.
Devia fazer parte de uma colecta dos mais disparatados textos sobre BDSM alguma vez escritos.
“Para a maioria das mulheres dominadoras, entretanto, não é tão fácil assim viver seus desejos. Depois de muitas tentativas frustradas de encontrar um capacho na baunilholândia (quase sempre, nem mesmo sabem o que estão procurando), acabam descobrindo o sadomasoquismo e se vêem obrigadas a vestir espartilhos e botas de couro para encontrar o escravo dos seus sonhos”.
Esta conclusão é completamente disparatada.
Certas mulheres até podem ser dominadoras.
Mas querem um cara macho, também.
Não procuram um submisso.
Encontrei muitas dessas mulheres em chats e até na vida real.
Elas são dominadoras..,mas não de um ponto de vista fetichista.
Essas mulheres nunca acederão ao mundo BDSM.
Elas são dominadoras mas são atraidas por machos fortes, também eles dominadores.
Uma dominadora ” baunilha ” dizia-me que gostava de mandar mas não gostava de homens frouxos.
Gostava era que o macho desseluta.
Ao contrario do que alex sugere esse tipo de mulher nunca emigrará do mundo baunilha para o mundo BDSM .
Não faz sentido pois dizer-se que uma mulher dessas será obrigada a vestir espartilho para encontrar homem dos seus sonhos.
Elas são dominadoras mas desprezam os submissos.
Eu encontrei VÁRIAS dessas mulheres nos chats.
Eu tenho site onde procuro dominadoras.
Ninguém responde.
Se houvesse tantas dominadoras frustradas como sugere alex , eu teria tido muitas respostas e não é isso que acontece.
Veja-se no meu site quantas ” dominadoras frustradas que o alex afirma existirem aos montes ” , deixam recado na minha caixa de mensagens.
http://www.geocities.com/pisadinho
O alex até pode ser submisso.
Escreve bem.
Mas vê tudo ao contrário.
o texto está bem escrito..,mas não estou nada de acordo com ele.
O Alex tira conclusões sem nexo, ou sentido.
Repare nesta conclusão, completamente errada.
“para cada mulher amarrada e amordaçada, existem vinte homens se arrastando pelo chão, levando tapas e cuspidas na cara; para cada homem de chicote na mão, existem vinte mulheres enterrando os saltos de suas botas de couros no lombo de algum tapete humano. Então, o senso comum parece óbvio como qualquer outra grande bobagem: existem muito mais mulheres dominadoras do que submissas.”.
A conclusão é totalmente errada.
O unico facto que se pode concluir é que existem mais submissos procurando dominadoras do que submissas submissas procurando dominadores.
” NÃO SE PODE CONCLUIR , como o alex faz, QUE HÀ MAIS DOMINADORAS DO QUE SUBMISSAS “.
Muitas das dominadoras são-no por razões economicas.
Não são verdadeiras dominadoras.
Em sintese : O artigo está bem escrito mas não faz sentido.
exatamente o que ele chama de BDSM é uma relação doentia…
Assunto complexo esse. É uma parada bem triste também.
Eu não sei bem o que pensar. Sei que a maioria dessas mulheres tem N motivos pra não sair de uma relação doentia assim. Mas é uma coisa tão fora da minha realidade que eu não sei como encarar..
Relações humanas são coisas estranhas :)
Amor, o texto é pura gozação com a nossa cara, no fundo é só isso… Mostra bem o que a sociedade hipócrita é capaz de fazer conosco, exploração, preconceito e deboche…
O nosso BDSM é muito diferente do dele ou estamos errados…
Por isso eu continuo escondido atrás do meu nick.
Continuando…
BDSM é um jeito de transar para muitos, estilo de vida para outros. Mas se assumir BDSM tem que estudar, conhecer os conceitos, se conhecer e confiar muito no parceiro(a)…
O que muitas pessoas vivem por aí, eu chamaria de purgatório, que não tem nada a ver com BDSM que é só prazer.
Esse lance da pessoa ser DOM na vida e SUB na cama e vice-versa até pode existir, mas não é regra de nada é só coincidência. O que determina tua posição no chicote é o prazer!
Concordo com a Sentimental, também não entendo uma pessoa (homem ou mulher) ser humilhada e continuar nesse tipo de relação, ao meu ver doente. Respeito é tudo em qualquer tipo de relacionamento e quando se perde ou não se tem, o relacionamento já acabou e ai ficar junto é tortura. Uma vez assiti uma cena muito chocante, era um jantar na casa de uns amigos com muitos convidados e alguns estavam lá pela primeira vez, a comida na casa era sempre muito farta, o jantar era bem formal, mas naquele dia não sei o que houve e a comida estava com cara de “juntar o que tiver e servir” rs O marido da moça em questão comentou muito baixo com ela (eu ouvi porque estava perto e era bem íntima deles), que a comida não estava nada boa. Ela respondeu ao alto e bom som o seguinte: ” Queria ver como seria o passadio dessa casa se não fosse o meu dinheiro” Bom nem preicisa dizer o contrangimento para ele e para todos os outros convidados. Me lembrei disso porque essa atitude de “jogar na cara dele” que ela é a rica sempre foi comum, eles estão juntos até hoje e sinceramente não entendo como ele aguenta isso, acho humilhante demais. Vai ver que ele é mesmo um tipo submisso e ela a dominadora, pelo que conheço dos dois, na cama o comportamento é “baunilha” mas fora dela é puro S&M.
Beijos
Eu acho que não tem nada a ver… como já comentei no LLL . Po, se a moça é Amélia, gosta de canalha, como é que a gnt vai saber o que ela faz na cama?
Isso ai não tem regras.
Mas entendo que o texto quis tratar de submissão mais social do que sexual.
eu não sei…Acho que tem MUITA teoria…..algum estudo, mas NO FUNDO tem pequenos detalhes que fazem a diferença na hora da pessoa aguentar isso ou aquilo…
A cantora Perla, por exemplo, contou faz pouco tempo que sofreu muito com o marido, desde o início do casamento. Ainda virgem ela foi praticamente violentada por ele na primeira noite…
Quando ficou famosa ela fazia um show e quando chegava em casa apanhava do marido… As vezes apanhava um pouco antes de se apresentar.
Ela tinha fama…tinha dinheiro…mas não tinha paz dentro da própria casa….E durante ANOS não conseguia se livrar.
Cada um tem seus pequenos “entraves” que os fazem demorar abrir a porta…As vezes NUNCA conseguem…
e pra quem ta de fora, vai ser SEMPRE incompreencível e aparentemente impossível de acontecer igual com a gente….
Ainda não li o texto original do Alex, vou ler daqui a pouco, mas acho que tem que ter mais estudos, para ver se as coisas são mesmo correlacionadas. O fetiche com esses outros desvios sociais. Pois não sei se é realmente uma relação de prazer.
tem q ficar bem grande, pro povo antes de ir lah fazer q estou falando do que nao sei, jah q sou preconceituoso e nao entro nesse tipo de lugar!!! :)
malvadona, to morrendo de rir com os comentarios lá no blog. o povo pode até discordar de mim (pode e deve, claro) mas como caíram lá de paraquedas e não me conhecem, não entenderam nada das ironias do texto… me faz um favor, coloca no seu texto um aviso assim (nao coloco lá pq meu blog é censura livre): “o alê é experiente, frequenta o meio há muitos e muitos anos e adora lamber pé sujo…” :) ou algo assim… e valeu pelo post! :)
Sim, dá muito medo… E olha q eu nem assisto novela, salvo qndo passo pelo quarto e meu pai, noveleiro de plantão, está assistindo e faz comentários, e foi ele um dia desses q comentou comigo essa coincidência, qndo eu disse q ela estava comendo o pão q o cramulhão amassou, ele soltou essa: ‘tmb, ela maltratou tanto o marido na outra novela q agora é a vez dela’… ri muito do comentário dele…
beijos
@Sentimental:
é verdade moça… A Lília era uma sádica malvadérrima que atacava toda a família, até o netinho… risos. Perfeita ilustração. Esse tipo de gente me dá medo… risos. Corro léguas, prefiro a fantasia.
B., eu juro q não entendo (e não aceito) uma mulher q se permite ser humilhada, menosprezada e ainda continuar nisso, numa relação fadada ao fracasso. a única vez em q estive numa situação assim, de ‘pseudo’ dominação social no dia seguinte eu estava solteira, não dá pra continuar com uma pessoa q tenta quebrar seu braço pq vc abraçou um amigo de infância, e q ainda é homossexual assumido. tem determinadas coisas q não entram na minha cabeça, e esse papel da Lílian Cabral é uma realidade brasileira, bem comum mesmo, conheço vários casos assim, da esposa ir trabalhar roxa e dizer q caiu lavando o banheiro. Sem dúvida isso é falta de amor próprio.
Sabe uma coisa interessante, a Lílian Cabral em seus dois últimos papéis ilustra o post de hj, pq na novela anterior ela mandava e desmandava no marido ‘banana’, lembra? Q ele era desempregado e talz…
Enfim, adorei o post.
beijos