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Depois do Trabalho | Conto Erótico

Eis mais um conto erótico do Daniel Henrique, do Entremeado, para deleite dos fãs de contos homossexuais masculinos. Ele já esteve presente por aqui com outro conto de temática BDSM – MaleDom, Meu Senhor, mas dessa vez o conto é mais realista, sem fantasias, fragmentos de um dia comum como o meu ou o seu, mas daqueles que terminam em sexo. Sexo inusitado, casual, sexo por prazer, por instinto e desejo, sexo… Espero que gostem.

E se você tem Twitter, não deixe de seguir o Daniel por lá: @IntimoContraste

Depois do Trabalho – Texto enviado por Daniel Henrique

Com um sinal ele me seguiu. Gostava disso, sinais, olhares, gostava dessa sensação de seduzir sem palavras. Aquele homem devia ter seus trinta e poucos anos, bermudão, camiseta e chinelos. Fiquei duro mais pela situação do que por ele. Não que ele fosse feio, era meu número, mais velho do que eu, com um corpo legal e parecia simpático.

Alguém precisava tomar uma iniciativa, estava claro que ele me queria também, olhava meu corpo de garoto com meus vinte anos de idade com desejo. Esperei me alcançar e percebi que não chegaria em mim se não desse um sinal mais claro. O chamei, tudo bem? como vai? mora onde? Não tenho vergonha na cara. E para que ter vergonha com um desconhecido cheio de tesão que nunca mais veria?

Podem me chamar do que quiserem, mas quando o tesão toma conta da cabeça não posso evitar. E para confessar, me exibir para um desconhecido é meu fraco. Gosto de me exibir, talvez até mais do que a própria transa.

Ele me convidou para uma pizza e eu aceitei. Não precisava da pizza, mas parece que a as pessoas precisam de algo mais, sentem-se sozinhas, não querem apenas transar, precisam dividir algo, criar um vinculo com o objeto de prazer para se enganarem que é mais do que uma gozada. Eu só queria foder.

Junto com a pizza já sabia mais do que precisava de Guilherme. Casado, trinta e seis anos, pai de uma menina. Nunca me senti culpado por sair com homens casados, tenho apenas pena das famílias deles. Mentir talvez seja um mal necessário afinal das contas, a sociedade é dura demais com quem é “diferente” dos padrões.

E quem sou eu para julgar? Já basta todo mundo julgando quando deveriam estar cuidando da própria vida. A mulher do Guilherme falando mal da vizinha enquanto o marido dela estava comendo o meu rabo depois do trabalho. Apenas a realidade, cruel para a mulher dele, prazerosa para mim.

Ele me levou para um hotel no centro, quarto pequeno, espelho no teto e muito tesão entre nós dois. Gosto muito das preliminares. Beijos, carinhos, roupas tiradas aos poucos. Gosto de sentir, de experimentar cada movimento. Não gosto desses homens que tiram a roupa e ficam de quatro esperando meu pau ou querem meter em mim sem ao menos tocarem no meu corpo. Gosto de me exibir também na cama, de provocar e ser provocado.

Nos beijamos devagar na cama enquanto nos despíamos, não resisti e cai de boca na pica, mulher sortuda ele tinha. Só parei de chupar quando ele disse que queria meter no meu cu. Camisinha, bastante gel e fiquei deitado de bruços enquanto ele devagar me penetrava. Corpo quente de homem sobre mim. Língua no meu ouvido, beijos no meu pescoço, gemia cada vez que ele colocava mais fundo aquele cacete. Será que somos todos bissexuais? Será que eu sentiria tanto prazer com uma mulher?

Bem pagas as horas do hotel, enfim gozamos. E suados depois de experimentar tantas outras posições naquela cama. Tantas outras caricias que a mulher dele nunca teria.

Tomamos um banho e ele insistiu em passar o número do celular. Peguei mesmo sabendo que não ligaria. Eu nunca ligo, afinal, não seria diferente com Guilherme.

Saindo do hotel cada um seguiria uma direção, cada um voltaria para sua vida, sem ligações ou pizzas para nos reencontrarmos. Tinha sido apenas mais uma noite, apenas mais uma foda depois do trabalho.

__________________

Daniel Henrique

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17 Respostas para “Depois do Trabalho | Conto Erótico”

  1. Dushka disse:

    Gostei do conto, confesso que molhei a calcinha com ele, mas faltou algo.
    Não acho que foi ruim, so faltou algo, não sei o que… mas.

  2. Bell disse:

    Achei fraco não, foi simples, leitura agradável…muito bom!

  3. Roberto disse:

    Gostei muito da Luana: “nada de novo no front”(…)hahaha, vai entender né?
    O importante do sexo é o prazer, o inusitado, a putaria.
    Já a mulher vai sempre ser a ‘dona’ do macho. Mesmo que ele coma outros temperos aki e ali. É o tesão do momento sem pudores.
    E se der para compartilhar com a parceira os momentos loucos de de prazer de ambos, ai sim, é pura intimidade e tesao! Uhu!!
    Pra mim não há nada melhor!
    Ja o conto acho que foi, bom mas meio fraco. bjs

  4. Daniel H. disse:

    Fala Moreno de Barba, obrigado pelo comentário.
    Minha ideia com o conto era refletir um pouco sobre preconceito e a vida paralela do cara casado.
    Como a Urban comentou, descrever a sedução e o desejo, e não me focar tanto no ato sexual.
    Valeu pela opinião e volte sempre.
    Grande abraço.

  5. Moreno de Barba disse:

    Legal o conto!
    só acho que deveria focar mais na transa em sim, e não tanto nessas de sociedade, família do cara, etc. até porque o que rola na casa de fulano ou fulana casados, não é da conta de quem ta transando com eles.

  6. Mineiro disse:

    Gostei do conto. Adoro ler sobre situações que envolvem certos riscos. Satisfaz um pouco meu desejo.

  7. Nick disse:

    Vc é antropologico!

  8. Não é muito diferente do que rola entre um homem e uma mulher. Muitas vezes é só sexo mesmo e quando isso acontece pouco importar se são hetero, bi, ou homossexuais o que fala mais alto é o tesão da hora e os dois sabem que não haverá “depois”

    Beijo

  9. Amei, Daniel.
    A forma com que vc descreve a sedução, os preconceitos… a vida paralela do cara, o desejo puro e cru… Muito bom!

    Tenho um amigo que sempre tem casos com caras casados, noivos, com namorada… foda ficarem enganando a si e às parceiras. E pensar que são tantas as relações assim…

    ;-)

  10. Luana disse:

    Nada de novo no front,engraçado é ver como esses caras sempre se sentem o máximo por estarem com o macho de “outra” o cara tá sendo fudido e pensando na mulher do cara que esta lhe sentando a pica,freud explica…

  11. c. disse:

    Gosto é igual a cú cada um com o seu…

    Só daria o cú pra minha gata!!! Pra homem, nunca, porque acho nojento. Também não como cu de homem não…

    Não é a minha praia.

  12. Éris disse:

    Adorei o conto, Daniel! xD

    Ter o tesão ‘frustrado’ é terrível, tê-lo ‘realizado’ é divino…

  13. sacanagem disse:

    Não sei, viu Daniel. Comparar o “tanto” de prazer com homem e com mulher não é tão simples assim. A quantidade e a qualidade são diferentes.

  14. __Kuroneko disse:

    Conto delicioso! Sem palavras.

  15. Sexo inusitado, casual, sexo por prazer, por instinto e desejo, sexo…

    Dizem que sexo com amor é divino, nem por isso sexo pelo prazer do sexo deixa de ser maravilhoso.

    E depois, hoje em dia tanto faz se a transa é com um parceiro, se é entre o mesmo sexo, se é com um desconhecido…Já se sabe que se a cabeça estiver no relacionamento, o resto é encanação dos que estão de fora.
    é só se prevenir e como diria a nossa ex ministra ‘relaxa e goza’.
    Se bem que a gente relaxa DEPOIS que goza, claro.

    Mas confesso que hoje em dia esse sexo ‘olhou, gostou, transou’ sempre me parece MUITO mais fácil de ser realizado na teoria, nas linhas de um conto do que na prática de quem lê sobre DSTs e………….

    Enfim…POR isso que dizem que os ‘ignorantes’(aqui não é burro, claro, mas que ignora certas coisas)são MUITO mais felizes…rsrs

    Mas independente disso, o conto é ÓTIMO!
    Eu que ando numa fase ‘assumidamente’ chata …rs
    http://conversaatrevida.blogspot.com/2009/07/bota-camisinha-bota-meu-amorok-eu-nao.html

    bjos B.

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