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Para ver e ser visto
Filme amador, reality show e sexo. A combinação perfeita para agradar voyeurs, exibicionistas, curiosos, e assim ganhar muito dinheiro. Seguramente outros já haviam chegado a esta conclusão, mas os donos do Big Sister, em Praga, na República Tcheca, foram os primeiros a encontrar a forma ideal de aliar os três: inauguraram em maio de 2005 o primeiro clube erótico on-line. Há dezenas de câmeras espalhadas por todos os cantos do estabelecimento (aproximadamente 50 por cômodo), daí o genial nome, sátira ao reality show mais famoso do mundo e do célebre personagem onisciente de George Orwell em 1984.
Tudo o que acontece nas suítes, nos banheiros, no bar, na pista de dança, na piscina (que é inteira de vidro) e em outras áreas comuns – exceto no restaurante – é filmado e transmitido pelo site www.bigsister.net. Quem paga para ver (custa 0,04 euros por minuto ou 29,95 euros por mês), pode escolher entre assistir ao que está acontecendo por lá em tempo real ou aos mais de 18 mil vídeos arquivados, separados em 22 categorias, de masturbação a gangbang.
Antes de tirarem suas roupas e vestirem o roupão vermelho oferecido, eles assinam um contrato que diz que o estabelecimento tem direito total e exclusivo sobre todas as imagens ali produzidas. Qualquer um pode entrar: feios, bonitos, gordos, magros, desde que estejam sóbrios o suficiente para compreender o que estão prestes a assinar. Com isso, além de contar com as mais variadas modalidades sexuais, o Big Sister conta com um elenco pra lá de diversificado.
Enquanto os clientes saem de lá satisfeitos com as suas aventuras e com um DVD de sua performance, o clube ganha mais material para transformar em programas de televisão, DVDs, conteúdo para celular e para a internet. Esta sim é a grande sacada dos proprietários, que não divulgam seus nomes. Só o que se sabe é que eles são austríacos e possuem outra casa de entretenimento adulto na cidade. De amador neste negócio, só os vídeos e os atores: o investimento inicial para abrir o Big Sister foi de mais de 5 milhões de euros.
Em uma época em que o público está cada vez mais ávido por imagens que revelem o outro em sua intimidade, não vai demorar muito para que a Big Sister se torne um império no mundo dos reality shows adultos.
A reportagem completa você pode conferir no site da Ele Ela.
Acho que tinha lido sobre isso antes. Não teria coragem de fazer não. Prezo e muito minha “vida secreta”. Mas deve estar cheio de pessoas que querem. Nos canais Cinemax, GNT, Multishow e FX, por exemplo, é cheio de programas onde pessoas comuns mostram as suas “vidas secretas”.
Concordo com o Bob, a minha “vida secreta” não é “pública”, aliás se fosse não seria secreta né? Então essa história de filmar e abrir para o mundo, para mim não faz sentido, quer dizer para quem é exibicionista faz todo sentido e ai pode ser um tipo de tara e nesse aspecto tentar entender usando a lógica é totalmente ilógico rssssssssss
Beijos
Sou muito voyeur…Mas apenas para os outros! Adoro minha privacidade. Por isso, também concordo, não entraria nessa onda não, por que essa exposição toda da vida da gente é um erro crasso, um efeito colateral dos avanços da tecnologia. Coisa para nos prender, controlar, não pra nos fazer feliz, não que eu não goste de ser controlado ou ficar bem presinho, mas apenas em outro sentido… Mas infelizmente acho que isso é um processo irreversível de controle dos governos, empresas e instituições sobre o cidadão.
Já reparou que a gente é filmado o tempo todo, pára pra pensar então! Imagina o que o GOOGLE MAPS tem mas não mostra. Eles devem nos filmar e até ouvir o que falamos… Será que eu estou viajando?
Oi c.
Acho que você não está viajando não. Que as nossa vidas estão se tranformando em um imenso BB não tenho dúvidas, pior sem o nosso consentimento e ainda tem o lance de sermos filmados nos elevadores. Ai é mesmo muito perigoso, porque quem já não deu uma belos amassos entre um andar e outro que “atire a primeira pedra” rs
Bj
Oi Cláudia, eu sinto muito tesão em elevadores… Pena!
Oi c.
Já que não tem jeito, as nossas vidas são mesmo vigiadas o négocio é saber se “vale a pena o risco”, ou melhor, escolher com quem queremos correr o risco. Para mim, amassos em elevadores com a pessoa certa SEMPRE vale a pena!!! (rs)
Boa Páscoa!
Eu já tinha lido sobre o big sister em janeiro, numa matéria em inglês
http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601109&sid=a6C0QuB5G6Ys&refer=exclusive
Inclusive na época eu tinha feito um post traduzindo umas partes da matéria.