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Sexualidade

BBB X Vida Secreta (ou “quem não tem cu não faz trato com pica”)

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Declaração de Natália, do ‘BBB’, rende polêmica

Loira disse que “homem tem que dar porrada na cama”

Rio - Incansável, Natália causou nova polêmica ao soltar mais uma de suas pérolas no ‘Big Brother Brasil 8’. Entrevistada domingo pela ‘Rádio Pinel’, programa inventado pelos brothers na casa, a miss declarou que um tapinha não dói. Na verdade, segundo ela, seria indispensável: “Carinho a gente recebe de pai e mãe, homem tem que dar é porrada na cama”. Fernando, que anda irritadíssimo com o comportamento da loura, não ouviu a declaração, mas o resto do Brasil, sim, e teve gente que apoiou.(…)

Mas nem todos concordam com a declaração de Natália. A psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, aquela que faz sucesso no youtube com a aula de sexo anal “ai que susto”, ex-apresentadora do SBT, acha que quem pensa como a miss tem problemas. “Essa moça deve ter alguma referência negativa na cama, problemas de baixa auto-estima. Talvez ela procure esse tipo de homens para ter o direito de também ser agressiva e não se envolver emocionalmente”, analisa. A doutora ressalta que pegada e papos ‘calientes’ fazem parte, mas violência, não. “Nenhuma mulher gosta do cara bonzinho. Mas tem que ser carinhoso”, explica.

Fonte: O Dia

Nunca entendi porque assisto o BBB, nem sou de viver metendo o bedelho na vida dos outros, mas o BBB nos instiga a sermos voyeurs descarados. A famosa espiadinha é lícita, no conforto dos nossos lares e em rede nacional. Daí, mesmo não sendo algo que (nem sempre) nos agrada, acabamos vendo, ouvindo, tendo acesso, até esbarrando com notícias nos jornais.

O comportamento dessa participante no BBB8 é lamentável, tadinha. A guria bebe demais, fala bobagem, dá vexame, tanto quanto é carinhosa, apaixonada e carentinha. Esta semana o comentário dela sobre o pacote “Compre um ficante e leve um marido” me fez rir, mas aquele local parece ser realmente surreal. Pareceria uma jovem absolutamente normal não estivesse ela trancada em uma casa sem contato com o mundo externo, com a vida exposta para todo o Brasil.

A mais nova dela (a mocinha fala uma por dia) foi esta sobre a sua preferência sexual mais hard, digamos assim. Recentemente até comentei aqui que submissão não é a minha, mas é fato e eu sei que tem quem curte. Não condeo, apesar de não entender. E ao contrário da sexóloga que comenta a reportagem, não afirmo que a moça possa ter uma má referência em casa. Muitos masoquistas que conheço sequer foram disciplinados fisicamente na infância. Não existe um padrão.

No entanto, concordo com o outro comentário da sexóloga: “Nenhuma mulher gosta do cara bonzinho. Mas tem que ser carinhoso”. Boa pegada é necessária sim. Talvez até a moça tenha se expressado mal, ou quem sabe tenha mesmo um pezinho no masoquismo. Eu mesma, que adoro um submisso, se for preciso, exijo dele atitude porque gosto, mas essencial numa boa trepada é carinho. Ando numa fase bem calminha e carinhosa. É claro que gosto dos meus joguinhos e fantasias, mas ultimamente minha principal fantasia tem sido dormir juntinho. Olha que bobo?

Polêmico, desnecessário, abusivo, falem o que quiser do BBB, mas acredito que em nenhuma outra oportunidade uma atitude masoquista teria sido primeira página de jornal e ter levado o assunto à discussão em nossas salas de estar. O comentário da moça é forte, mas tem um bando de gente por aí que fala pior. O único problema é que ela não está fazendo um comentário entre amigos seletos, tampouco escrevendo em um blog sob a máscara de um nick name. Volto a defender o direito à vida secreta, mas exatamente por isso, não me exponho em um BBB.

Como diria um ditado militar: “Quem não tem cu largo não faz trato com pica grossa“.

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Comentários

2 comentários em “BBB X Vida Secreta (ou “quem não tem cu não faz trato com pica”)”

  1. Ei B., fala sério…
    Quase todas as mulheres que já tive na cama gostam de uns bons tapas…
    E duas delas se amarravam em tapa na cara, e forte! Não são problemáticas e mandavam muito bem!

    Essa sexóloga aí precisa conhecer mais as mulheres da nossa época! Ela precisa conversar comigo(ui) uhauhauahauh

    Bjao.

    Comentado por Caloã | January 31, 2008, 5:59
  2. Caloã, acho legal dizer que o importante é não generalizar nunca. Porque umas gostam e querem, não quer dizer que todas amem. O último que ousou me dar um tapa na face, tomou outro em resposta. E olha que e o amo, hein?!

    Lembra a história da consensualidade? Já lidei com muitos submissos ao longo da vida e nem por isso trato todos os homens como tal. Cada um com o seu cada um.

    Entendo o que a sexóloga diz sobre a baixa auto-estima, e pelo que eu conheço de mulheres submissas, quase todas são mulheres extremamente fortes, decididas e bem resolvidas, que na cama aceitam o papel de subjugada. Ser vítima é muito mais confortável que ser algoz.

    Prefiro entender o SM como um jogo consensual. Mas determinadas facetas como puxadinhas de cabelo, pegadas fortes e uns tapinhas na bunda, ah, isso é wild sex. E realmente é mais natural do que se possa imaginar. Já tive minha fase assim.

    Comentado por B. | January 31, 2008, 8:52

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