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Asfixia Erótica

Olá, seja bem vindo!

Se você acaba de chegar no blog é sempre bom lembrar que A Vida Secreta é um site que fala de sexualidade de maneira leve, descomplicada, mas desaconselhável para menores de 18 anos.

O texto abaixo é uma visão pessoal desta mocinha que vos escreve, apesar de usar referências acessíveis na rede (Wikipedia, portais de notícias, etc), com a intenção de informar, desmistificar e levantar a discussão sobre o assunto. Não há nenhuma intenção de provocar o terrorismo contra ou fazer apologia à prática.

Siga os links, muito obrigada pela visita e volte sempre.

Conversa com minha mãe…

- Filha… David Carradine, aquele que fazia o Gafanhoto, morreu!

- Pois é, estou sabendo… Ele também fez Kill Bill, sabia?!

- Sim, sabia. Morreu dia 4, mas… Você está sabendo que a morte dele foi estranha?

- Como assim?

- Pois é, ele foi encontrado nu, com uma corda em volta do pescoço e do pau… Estão dizendo que pode ter sido suicídio ou… Sei lá! Que foi alguma destas práticas sexuais bizarras que você fala no blog.

Sorri…

- Você está dizendo que o “véio” morreu de asfixia autoerótica?

- É, mas eu não acredito muito, pois… O que um velho daquele ia estar fazendo sozinho, pelado, se masturbando, com uma corda no pescoço?

Sorri novamente…

- O que você acabou de dizer. Se masturbando, pelado, com uma corda no pescoço…

- Mas ele tava muito velho pra estas perversões, afffffffff…

- Ninguém está muito velho para o sexo, tampouco para nenhuma perversão minha mãe, ninguém!

A morte de David Carradine e a Asfixia Erótica

Pois é, o David Carradine morreu de uma maneira esquisita. Se foi suicídio, assassinato ou asfixia erótica – uma prática sexual bizarra, como disse a minha mãe –  só as investigações vão dizer. Parece que uma segunda autópsia encomendada pela família está descartando a hipótese. No entanto,  seja verdade ou mentira, a morte do digníssimo senhor fez buxixo em cima de uma das práticas mais discutidas que conheço, a Asfixia Erótica.

E como falar de sexo de uma maneira descomplicada é um dos lemas do A Vida Secreta, a Atrê previu muito bem, certamente falaríamos do assunto. Aliás, já até falei sobre asfixia erótica em outros dois momentos por aqui. Quando citei o filme Killing me Softly, onde - inclusive - linkei algumas variantes da prática. Também comentei brevemente sobre o assunto quando falei das minhas experiências com fetichistas.

(Provavelmente, um grande amigo e apaixonado por diversas variantes da asfixia erótica, vai reclamar após ler este texto. Vai dizer que estou fazendo campanha contra, algo como “cuspir no prato que comeu”, já que sou uma adepta da prática, mas a única intenção com este texto é a informação, só isso. Acho que informação nunca é demais.)

O que é Asfixia Erótica

É considerada Asfixia Erótica quando o indivíduo interrompe  intencionalmente o fluxo de oxigênio para o cérebro com a intenção de  excitação sexual. Seja por estrangulamento, garroteamento, afogamento, tanto faz. A prática também é Asfixiofilia. Trata-se de uma parafilia que devido ao seu risco letal é considerada uma prática de risco. Principalmente o caso da asfixia autoerótica, pois o risco de apagar e não ter ninguém que possa ajudar a reanimar é grande, pode ser mortal.

O risco é  muito questionado pelos fetichistas apreciadores, pois mistura-se ao prazer. Como se um não existisse sem o outro. Quem sabe o risco  é um fator potencializador do tesão? Se por um lado, o tempo que ficou “apagado”, sem oxigenação, pode (eu disse “pode” não disse “vai”) causar danos reais com risco até de morte, por outro lado  é fato que a falta de oxigenação dá um certo “barato” e a sensação de “volta” é também um grande prazer, segundo os amantes da prática.

Fetiche do outro é coisa estranha…

Segundo o Guia dos Curiosos, a origem da expressão “afogar o ganso” revela uma direta relação com a asfixia erótica. Na Antigüidade, os chineses usavam gansos (taí uma prática sexual que detesto, zoofilia) para satisfazer suas necessidades sexuais. Pouco antes da ejaculação, o homem mergulhava a cabeça do ganso na água para sentir as ”prazerosas contrações anais da vítima, o ganso,  durante seus últimos espasmos”.

Em Hong Kong, as prostitutas do cais resolveram adaptar essa prática para atrair clientes. Elas mergulhavam a própria cabeça dentro da água, enquanto o parceiro fazia a penetração da vagina por trás. Putas masoquistas ou desesperadas? Sei lá… Assim nascia mais uma prática sexual bizarra.

Tipos de Asfixia Erótica

  • Autoasfixia – independente da variação, é quando a própria pessoa aplica em si o ato.
  • Afogamento – mergulhar a cabeça na água
  • Estrangulamento – mãos ou braços estrangulando o pescoço
  • Hand Smothering – mãos tampando boca e nariz
  • Breast Smothering – asfixiar com os seios
  • Máscara de Gás – uso de máscaras para conter a passagem de oxigênio
  • Face Sitting – asfixiar sentando na face
  • Garroteamento – uso de cordas, lenços e outros em volta do pescoço para asfixiar
  • Sacos Plásticos – uso de saco ou filme plástico na cabeça para conter a passagem de oxigênio
  • Trampling – asfixiar pisoteando, seja pela compressão no torax ou  pés no pescoço.

A Asfixia e os Esportes

Esta opinião é um “achismo”, mas pra mim é impossível não relacionar determinados esportes como o Jiu-Jitsu, luta greco-romana ou mesmo Luta Mista (esta eu duvido que não tenha intenções eróticas e sadomasoquistas) a este prazer.  Já conversei com alguns lutadores, que sequer tinham contato com o fetiche, e o brilho no olhar deles contando como “finalizaram” o outro, a ponto de deixá-lo humilhado, sem ar, desmaiado,  era bastante estusiasmado e sádico.

Determinados golpes de imobilização com as pernas,  braços… Visam colocar o outro na situação mais desconfortável possível e “pedir para sair” do embate. Foi um lutador de Jiu-Jitsu que me deu dicas básicas de como asfixiar alguém de maneira “segura” e também trazer de volta alguém que “apagou”, pois não é nada incomum isso acontecer durante as lutas.

Casos de Asfixia Erótica que foram notícia

A história real de Sada Abe que matou seu amante praticando asfixia erótica deu origrm ao filme Império dos Sentidos.

A história real de Sada Abe que matou seu amante praticando asfixia erótica deu origrm ao filme Império dos Sentidos.

Não é incomum eventualmente aparecer um ou outro caso na mídia (especulações?) de pessoas que se deram mal com essa prática. Certas pistas levam a polícia a descartar um suicídio simples de uma morte acidental por asfixia erótica.

Às vezes, em casos de morte acidental por asfixia autoerótica é encontrado por perto algum objeto que poderia ser usado como um “mecanismo de emergência”, digamos assim, caso perdesse a consciência. Objeto que perde completamente a função, uma vez que desmaiado não se pode fazer muita coisa. É comum encontrar o indivíduo nu ou com a mão nas partes íntimas, e também outros objetos eróticos, como plugs, dildos ou apetrechos sadomasoquistas ou crossdressers. Não é à toa que quando a mídia tem acesso a um caso desse, cai em cima feito urubu na carniça.

E isso não é de agora não, um dos casos mais famosos (Sada Abe, Tokyo, 1936) foi inspiração ao filme Império dos Sentidos (Ai no corrida), um clássico de “filme safado com fama de cult“.

Na França, em 2007 uma campanha contra o “jogo do lenço”, em que crianças e adolescentes brincam de se estrangular para sentir alucinações causadas pela falta de oxigenação e de irrigação sangüínea no cérebro, provocou um grande debate. A campanha foi alarmista, pois visava alertar pais e adolescentes de que a maior parte dos casos de morte aconteceram quando  tentavam reproduzir (sozinhos) a tal brincadeira em casa. É complicado…

Abaixo uma pequena lista de casos conhecidos que encontrei na Wikipedia.

  • Frantisek Kotzwara, compositor, morreu de asfixia erótica em 1791. Provavelmente é o primeiro caso registado. Contratou uma prostituta para castrá-lo, mas como ela não aceitou, pediu apenas que fizesse sexo enquanto ele se autoasfixiava com uma corda amarrada ao pescoço e à porta.
  • Sada Abe (já citada) matou seu amante, Kichizo Ishida, através de asfixia erótica em 1936. Depois disso enlouqueceu e cortou o penis do amante, vagando dias com o “negócio” à tiracolo. O caso causou grande comoção no Japão em 1930 e manteve-se no Japão como um dos mais famosos casos assassinato de todos os tempos.
  • Albert Dekker, ator, foi encontrado morto pela namorada (os boatos da época diziam que era gay enrustido) em 1968 no banheiro de sua casa, vendado, algemado e nu, com a mangueira do chuveiro em volta do pescoço e palavras eróticas rabiscadas em seu corpo a batom. Provavelmente uma sessão BDSM que não terminou bem.
  • Vaughn Bode, artista plástico e desenhista de HQs, morreu em 1975 por asfixia autoerótica. Parece que o moço tinha mania de autoasfixiar-se como prática de meditação, sei lá…
  • Stephen Milligan, um deputado conservador britânico, morreram por asfixia autoerotica combinada com autoescravidão e crossdressing. Este descobriu da pior maneira que brincar sozinho é muito ruim.
  • Kevin Gilbert, músico, compositor, produtor e colaborador de diversos artitas famosos (Madonna, Michael Jackson, etc), morreu (aparentemente) de asfixia auto-erotica em 1996.  Este é o tipo de assunto que os familiares querem literalmente “abafar o caso”.
  • Michael Hutchence, vocalista do INXS, ao que tudo indica (o bom momento na carreira, a ausência de bilhete suicida e a presença de um cinto encontrado perto de seu corpo nu) morreu de asfixia autoerotica em 1997. Apesar de todos os indícios, o suicídio foi a causa oficial da morte.
  • Kristian Etchells, membro do British National Front, foi encontrado morto em 2005 no armário em seu apartamento com um fio preto em torno do pescoço e com uma foto de mulher no chão
  • Em 2007, o The New York Times teve uma história de primeira página. Um adolescente que sofreu um ataque cardíaco e passou três dias em coma depois de ser encontrado desacordado no que parecia ser um  jogo de asfixia erótica.
  • Em Herceg v. Hustler, Diane Herceg processa a revista Hustler pela morte de seu filho de 14 anos, Troy D., que tinham experimentado a asfixia autoerótica depois de ler sobre o assunto na publicação.

Eu e a Asfixia Erótica

Nem tudo o que falo por aqui já tive algum contato pessoal, mas no caso da asfixia erótica já estive nos dois extremos, asfixiando e asfixiada. Comecei por curiosidade, evito por cautela, mas todas as vezes que repeti, fiz por puro prazer.

Meu prazer é sádico, um sádico lúdico, já que não tenho real intenção de fazer mal. Gosto de ver o outro desesperado por ar, avermelhando, arroxeando…  Acreditando realmente que naquele momento posso lhe tirar a vida, mas só. Não é real. No fim das contas é só mais uma das minhas brincadeiras de controle.

Sou cautelosa, mas mesmo com toda cautela já vi alguém apagar em minhas mãos. Isso brevemente, já que ao perceber o desmaio, um vigoroso tapa na face o trouxe de volta. A adrenalina daquele momento é indescritível para ambas as partes. Ele descreveu sua “volta” com alguma desorientação e euforia. Eu senti medo e depois um grande alívio e prazer. Isso em fração de segundos.

O controle é extremamente relativo, pois o outro é uma vida. As sensações são indescritíveis, mas perigosas quando extremadas. Evito, mas não nego o prazer. Tanto, que quando menos percebo, na mais normal das relações, me vejo brincando de alguma forma com a asfixia. Seja com os seios, mãos,  coxas, sentando na face…

No caso da minha experiência como asfixiada, não tive prazer. Não tenho prazer em perder o controle e é exatamente esta a sensação que tive. Meu amigo, coitado, deve ter achado muito sem graça aquela sessão comigo. Afinal, foi uma sessão única e exclusiva para que eu e ele, apaixonados por asfixiar, experimentássemos o oposto, ser asfixiados. Valeu como referencial, um outro ponto de vista, até mesmo para ter mais cuidado, mas… Não é pra mim.

Cuidados e Riscos

  • Ter consciência que há risco de morte. É claro que atravessar a rua também é arriscado e nem por isso a gente deixa de fazê-lo, no entanto, os riscos com a prática são reais e não apenas “terrorismo” da minha parte.
  • Se fizer, nunca faça sozinho. Pela pequena lista citada na wikipedia dá pra perceber que os casos de morte por autoasfixia são muito maiores do que por estrangulamento.
  • Confiar no outro durante a prática é primordial, crie um código (algo com dois tapas na cama ou no braço talvez), mas lembre-se que durante  o ato pode haver certa desorientação, portanto, estar com alguém que seja extremamente consciente é essencial.
  • Evitar estar alcoolizado, asfixiador e asfixiado. O álcool muda os parâmetros de julgamento e pode colocar em risco o prazer e a vida.
  • Estar preferencialmente sentado ou recostado é mais seguro. Dessa maneira o asfixiado pode pousar a mão no braço do asfixiador, pode ser um bom sinalizador se o braço pender com um possível desmaio.
  • Se estiver asfixiando por trás, com o braço, tipo “sossega leão” (chave de braço em volta do pescoço), uma boa dica é estar diante do espelho. Assim é possível observar melhor as expressões e reações do outro.
  • No caso de desmaio soltar imediatamente para liberar a circulação sanguínea
  • Um tapa na face, de susto, ajuda também na reativação da circulação sanguínea.
  • Se a liberação do estrangulamento e nem o tapa der jeito, aí… Reze… Mas reze ligando para a emergência e tentando uma respiração boca a boca e massagem toráxica. (Lembra que a primeira dica foi a de que há risco de morte? Pois é…)

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Sobre B.

B. é editora do A Vida Secreta. Uma loba em pele de cordeirinha, que acredita que a consensualidade é a base de todos os relacionamentos.

37 Respostas para “Asfixia Erótica”

  1. Adriana disse:

    Ola.
    Procurei por esse tema pois soube da morte de um adolescente por autoasfixia. os pais trabalhando, procurando dar o melhor para os filhos e nao imaginavam que o menino estava ´se informando´na internet e tentando a autoasfixia durante a masturbação que o levou a morte. Muito triste perder um filho querido por algo tao bobo que ocorria dentro do quarto.

  2. Arthur disse:

    Nossa gente, que babado forte esse negócio de asfixia…já tinha ouvido falar, mas assim tão bem explicadinho…rs…na escola as meninas brincavam disso no banheiro, até uma delas desmaiar e o caso parar na delegacia…coitada da sapatão, que acabou pagando o pato. É muito perigoso sim…muita morte que acham ser suicídio é por conta de auto asfixia mesmo…as vezes até com a mão, o que perde completamente as caractarísticas elementares de se descobrir a causa morte. Nunca fiz e nem quero…ui…mas desejo sucesso sempre a quem faz…que possam voltar semrpe sãos e salvos.

  3. Ivar disse:

    B,

    Adoro isso. Segurar a cabeça dela com minha pica na boca até vê-la ficar sem ar (suas mãos começam a apertar minhas pernas/bunda, como que “pedindo” pra que eu a solte), quando então eu solto e a deixo respirar por alguns segundos, para então começar novamente a meter na boca… e….

    Ow, droga… eu gosto de asfixia erótica… O.o

    Hehehe.

    Mas não gosto de estar no outro papel, o do asfixiado. Sou sádico, não masoquista. Não gosto de servir (exceto no lado “romântico” da coisa, no dia a dia, com minha esposa), não gosto de apanhar e não gosto de receber ordens… e já fizemos o teste, uma troca de poderes, uma vez, e não deu outra: decidimos não fazer isso novamente!

    HUEhauehuaheuaheuhaeaue

  4. c. disse:

    Voltando ao POST! Eu realmente “gosto mais”, quando tenho minha boca e meu nariz tapados por peitões, bundão ou coxa. Esse negócio de esganar com as mãos é meio esquisito… Sei lá, tô fora!

    A princípio, a gente pensa, “porra sexo e prazer é vida, esse treco de asfixia é morte…”
    Nada mais enganoso, porque o orgasmo, segundo os franceses, é uma pequena morte! Então…

    http://pinkythekinky.com/beautiful-agony-facettes-de-la-petit-mort/

    Veja as fotos que mostram como a gente morre um pouquinho em cada gozo!

  5. Sentimental disse:

    Já havia lido algumas matéiras sobre o assunto, mas nenhum tão explicativo e completo como esse, dos casos citados eu conhecia somente a história do político e do vocalista do INXS.
    bjs

  6. Eu já estive nos dois lado da moeda. Asfixiado e asfixiador.
    Falo uma coisa, tanto o prazer de ser asfixiado quando de asfixiar, são indescritiveis. Mas da mesma forma que foi muito bom, foi assustador.

    A pratica de tal ato tem que ser feito de forma muito consciente e não aconselho a fazer deliberadamente.

    Auto-asfixia é um risco muito grande e eu desaconselho totalmente.

  7. c. disse:

    @carioca!

    Com certeza rsrssr…

    Mas, eu tô correndo dessas brincadeiras de sufocar, absurdo isso! Um horror!

    O problema é que tô sempre amarrado pelo pé, algemado com a mão p’ra trás, vendado… Ai já viu né, sou presa fácil, logo sou capturado! E as malvadezas recomeçam…

    Tudo com muito cuidado, amor, carinho, sensatez, mas que fica roxo sou eu!!!

    XOXOXOX

  8. Ivar disse:

    Como eu disse em outro post, nunca me aventurei nessa prática. Hum… ok… não mais do que apertar o pescoço por um tempinho ou segurar a cabeça dela de encontro ao meu ventre, com minha pica na boca, até ela ficar sem ar… de certa forma, são maneiras de se asfixiar, mas com um controle muito maior do que com uma corda, sacos ou máscaras de vinil.

    Gosto de conhecer diferentes “práticas”, por aí. Sou muito curioso, ainda mais no tocante a sexualidade. Hehehe.

    Mas como a B disse, tudo deve ter segurança. SSC, meu povo.

    • B. disse:

      Ivar,

      Certa vez eu vi um vídeo de asfixia exatamente assim, como vc comentou, o cara deixava a menina sem ar apenas com ela boquetando. Juro que me deu agonia só de ver…

  9. O Carioca disse:

    Tudo bem que no longo prazo estaremos mortos. Mas…não precisa encurtar o prazo.

    []s
    O Carioca

    • B. disse:

      O Carioca,

      acho que é importante conhecer os riscos, mas é impossível não reconhecer os prazeres. No entanto, também acho que tudo demais não é bom.

  10. Choked Boy disse:

    Ótimo artigo!

    Sou praticante, adoro ser estrangulado por mulheres, “encaixado”, conforme descrito no post!

    É algo inesplicável, mas é uma pena quase não existir mulheres que curtam ser ativas nesse fetiche. A maioria gosta de ser estrangulada.

    Parabéns mais uma vez pelo artigo.

  11. c. disse:

    no longo prazo todos estaremos mortos ou com alzheimer!

  12. O Carioca disse:

    Tá…tudo bem…é um fetiche…mas….

    A restrição constante da oxigenação do cérebro não pode levar a danos aos neurônios num longo prazo?

    []s
    O Carioca

  13. c. disse:

    E eu se pudesse morrer de verdade! Uau!

  14. Andarilho disse:

    Excelente post, ficou bem didático.

    Eu não tenho vontade de experimentar essa prática, primeiro pq gosto de controlar, então ser asfixiado, nada feito. E segundo pq eu acho que só teria graça mesmo se eu pudesse matar a outra pessoa de verdade, de brincadeira perde a graça.

    Oh, meu lado Dexter aflorando, hauhauhau

  15. Admin Secreto disse:

    atmen em alemão: ar, sopro, fôlego.

    belo nick para o assunto.

  16. __Kuroneko disse:

    Mesmo que eu seja adepta de algumas práticas sádicas, a AE ainda assim me assusta. Mas como condenar o prazer do outro, não é mesmo?
    Sempre esclarecedora, continue assim, B.!

  17. atmen disse:

    Bem,nem preciso falar que sou adepto das asfixiofilias em geral.É uma pratica de risco e todos que se envolvem nela devem sabem disso.O mal sempre esta nos excessos,infelizmente.A pratica de auto asfixia erótica é mais arrisacada porque nao se tem como prever quando a asfixia vai levar ao desmaio.A maioria dos casos de obito acidentais se da por essa via.É a adrenalina liberada no processo de asfixia que promove a maioria dos fenomenos ditos especiais que acompanham o processo.Uma erecao mais poderosa,ou um orgasmo mais intenso.Lembro que deve existir um interesse inicial sobre isso,pois a acao da asfixia sobre as pessoas é muito particular.De fato,tudo começa na mente.Uns se excitam em viver e imaginar isso,outros não.
    Para aqueles que querem viver essa experiencia,sugiro procurar ler bastante,conversar e fazer com pessoas experientes ou pegar “conselhos” com elas.As experiencias solitárias sao ainda mais arriscadas quando se tem menos informacao.Recentemente soube de uma colega que se atrapalhou com a corda que usava pra se asfixiar no banheiro.Uma coisa banal que quase terminou em tragedia.

    • B. disse:

      Antes de tudo Atmen, que bom ter vc aqui comentando… Vc tocou em outro ponto importantíssimo. Mesmo num jogo de D/s (Dominação e submissão) tem que haver um interesse inicial da parte do submisso. No mundo real, não dá pra ser hipócrita e dizer “Eu Domino, eu mando, dane-se o submisso”. Quem é BDSeMer sabe que na relação D/s, há limites sim, e quem estabelece é o sub, não o Dom. É claro que há uma infinidade de maneiras de passear nas possibilidades, mas é primordial que exista consenso.

      Quanto aos acidentes… Putz! Já soube de certas práticas relacionadas que se ainda não terminaram em tragédia, certamente um dia vão acabar. Certas ousadias devem ser muito pensadas, nenhum prazer vale uma vida. Cuidado e canja de galinha não faz mal a ninguém.

  18. c. disse:

    o que eu acho mais legal é demonstrar total desprendimento e confiança, justamente se colocando nas mãos do(a) outro(a) e se entregar incondicionalmente!

    O pau sobe que é uma delícia…

    XOXOXOX

  19. Oi B

    Belo post serve para esclarecer e informar sobre esse tipo de prática sexual que como todas as que entram nos “desvio” rs tem os seus perigos, então quem gosta tem que estar muito bem informado mesmo. Olha no meu caso eu não curto esse tipo de fetiche acho desagradável me sentir sem ar, mas ele, você sabe quem rs muitas vezes tenta isso porém como não curto ele respeita e isso eu acho importante não é porque o fetiche é meu que o outro tem que gostar e realizar, muitas vezes já ouvi pessoas dizendo que não gostavam de fazer isso ou aquilo mas na verdade elas estavam sendo obrigadas a fazer o que não queriam e ai não dá para gostar mesmo, o prazer tem de ser dos dois se não fica ruim o relacionamento e respeito cabe sempre em qualquer contexto da vida inclusive o principalmente na vida sexual onde estamos perante alguém totalmente entregues as emoções, uma hora em literalmente estamos nas mãos do outro (risos) e ai a responsabilidade e o respeito aos limites se fazem essenciais.

    Beijos

    • B. disse:

      Cláudia,

      Vc tocou num ponto importante, não dá pra fazer algo só pq o outro quer, tem prazer assim. É preciso haver uma sintonia, uma cumplicidade, mas sobretudo a consensualidade. Como vc bem disse, existem tantas maneiras de estar nas mãos do outro e para todas responsabilidade e respeito se fazem necessárias.

  20. Sinceramente, cada um com seu cada um,sexo é muito bom pois é tão necessário quanto respirar e beber água, cada um no seu tempo, mas penso que há um certo limite.Asfixia erótica é um pouco pesado.Também já soube de pessoas que são adeptas de uma prática sexual que usa-se aparelhos de nebulização, acho que você com certeza sabe mais do que eu.
    Um abraço, gostei daqui,beijos.

    • B. disse:

      Opa! Este eu não conhecia Janaína, a verdade é que não conheço tudo, lembra do Dogging? Eu também não conhecia. Tenho uma amiga que diz “existe fetiche pra tudo no mundo, até pro dedo mindinho do pé esquerdo”, não duvido.

  21. Tinha visto a notícia sobre a morte do ator David Carradine, conhecido pela série de televisão “Kung Fu.
    Nas notícias vinculadas pela impressa dizem que não havia sinais da presença de outras pessoas no quarto. Num programa de TV, a apresentadora e seus convidados entenderam e deram a entender que ele foi encontrado pendurado pela genitália, e não acreditaram que ele mesmo tivesse feito isso, agora ficou confuso, na página da Globo, G1: Segundo a polícia tailandesa, o corpo estava nu e dependurado em uma corda. “Ele foi encontrado enforcado em uma corda no armário do quarto”, não esclarece por qual parte do corpo,
    Agora ficou um pouco mais claro, após ler seu post, pois nunca tinha ouvido falar e nem lido sobre
    Asfixia Erótica, muito esclarecedora sua postagem. Parabéns!

    • B. disse:

      Updatefreud kevin

      Hoje conversava com um amigo no gtalk, e falávamos sobre o quanto a net ajudou a desmistificar certos tabus. É claro que a net é falha, não há 100% de confiabilidade, mas ainda assim é melhor ter alguma informação que nenhuma.

      Sobre o David Carradine… Sinceramente não sei dizer exatamente o que foi, como vc disse, está meio estranho esta coisa do pau amarrado também. Seria o moço também fá de auto-CBT? Quem vai saber…

      Obrigada pela visita!

  22. castinho disse:

    voltando ao POST… Relendo tudo, vc é uma mulher muito corajosa p’ra escrever tudo isso!

    E digo mais, à luz da razão, a AE é uma prática absurda! Mas a razão incompleta a sexualidade.

    • B. disse:

      Sobre a coragem… Não há tanta coragem em dizer qqer coisa sob pseudônimo, mesmo assim, acho que me expor um pouco, neste caso, ajuda mais que atrapalha. Há cuidado e verdade em minhas palavras.

  23. castinho disse:

    Tô ficando com um medo de você (enorme)…

    No Kill Bill V.2 do Tarantino o David Carradine soltou uma pérola, que eu não me esqueço mais. Foi mais ou menos assim…

    “Você pode pensar que estou sendo sádico. Mas não… Esse é o meu momento mais masoquista” ao justificar o tiro que ele deu na cabeça dela!

    Bom se eu não consigo compreender o tesão de bater, amarrar, machucar quem se ama por prazer, quanto mais entender esse prazer de asfixiar o parceiro…

    Mas não é para entender né? Não é coisa da razão! É para se submeter e sentir! Coisa que eu odeio amar tanto ou amo tanto odiar!

    Excelente POST B.

  24. oi B.

    Muito esclarecedor o post. Excelente!

    Qdo saiu a notícia fui procurar ler sobre o assunto, porque na verdade já tinha ouvido falar do estrangulamento (a dois) mas da auto-asfixia, nunca.

    Mas confesso que acho uma loucura completa alguém fazer sozinho, é muito risco, não. Uma piração.

    valeu a aula!
    bjs
    :-)

    • B. disse:

      Oi Urban, obrigada pelo comentário. Concordo, é sempre bom buscar informação e, sobretudo, nunca fazer sozinho. Por todos os motivos já citados. Beijos

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