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A sexualidade invertida

heterossexual
he.te.ros.se.xu.al
(cs) adj (hétero+sexual)

  1. 1 Biol Relativo ou pertinente aos dois sexos.
  2. 2 Relativo ao sexo oposto, por oposição a homossexual.
homossexual
ho.mos.se.xu.al
(cs) adj (homo1+sexo+al3)

  1. Referente a atos sensuais entre indivíduos do mesmo sexo.

adj e s m+f

  1. Que, ou pessoa que tem afinidade sexual somente para indivíduos do mesmo sexo.
bissexual
bis.se.xu.al
(cs) adj m+f (bi+sexo+al3)

  1. 1 Que reúne os dois sexos: Escola bissexual.
  2. 2 Bot Que tem ao mesmo tempo estames e pistilos; hermafrodita.
  3. 3 Referente ao comportamento sexual dirigido aos dois sexos.

Ok, teorizar é fácil. Indivíduos que se interessam e/ou se relacionam com pessoas do sexo oposto são heterossexuais, com pessoas do mesmo sexo são homossexuais e com pessoas de ambos os sexos são bissexuais. Lindo! No melhor estilo Plunct, Plact, Zumm: “registrado, rotulado e avaliado”, mas… O que falar da inversão de papéis? Uma mulher que curte fazer strapon em seu amado é uma lésbica enrustida? E o homem que tem a fantasia de ser invertido pela amada?

Já me relacionei com muitos homens que curtiam a inversão de papéis, crossdresser, fantasias de feminização forçada, puta particular… No entanto, destes todos, raros, raríssimos se assumiam bissexuais, no sentido de ter desejo sexual por homens também. Quase todos o desejo sexual era explicitamente heterossexual, mesmo aqueles que curtem o fetiche de strapon. Alguns, só em eu falar ou cogitar uma figura masculina para a experiencia, simplesmente broxavam.

E o que falar das mulheres que praticam o strapon? Esqueçam o estereótipo atriz pornô ou a prostituta/Dominatrix… Foquem nas mulheres reais mesmo. As femininas e delicadas, as mais machonas (mas que não dispensam o sexo oposto), a amiga, a namorada, a esposa, as que praticam strapon pelo prazer, o prazer de dar prazer a seu parceiro, ou mesmo o prazer sádico da feminização forçada. Mulheres que fora do quarto são só mulheres e sequer desejam outras mulheres. O foco do seu prazer é ela e ele. Só!

Apesar de toda a carga erótica homo ou bissexual implícitamente envolvida no strapon (homem/mulher), a prática é totalmente heterossexual, independente das preferências sexuais de cada um. Independente das fantasias motivadoras, uma mulher dá prazer a um homem e vice-versa. A multiplicidade de possibilidades é só um prazer a mais.

Eu, que sou uma praticante eventual da inversão de papéis, vejo isso tudo de uma maneira muito lúdica. Amo as múltiplas possibilidades da inversão. Seja com a feminização e crossdresser ou apenas com a estimulação anal, massagem prostática e etc. Tenho que confessar que mesmo os parceiros assumidamente bissexuais, ou seja, que assumem claramente ter também desejos homossexuais, não me incomodam nem um pouco, mas…

E você? O que pensa disso?

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Sobre B.

B. é editora do A Vida Secreta. Uma loba em pele de cordeirinha, que acredita que a consensualidade é a base de todos os relacionamentos.

14 Respostas para “A sexualidade invertida”

  1. Gorddynha disse:

    Oi B. !!!

    Tô virando sua fã!Tô adorando os podcasts.
    Então, eu não curto muito esse lance “montado” não, sabe? Essa coisa de vestir de mulher, passar maquiagem, esse negócio todo, acho um pouco estranho. Já cheguei a fazer para satisfazer o desejo do parceiro da ocasião, mas não foi o que me deu barato. Como eu sou uma “strapon girl” de raiz..rs, eu prefiro olhar e ver que estou devorando um rabinho de homem mesmo, não de uma putinha, mas de uma macho que está se entregando a mim…
    É fantástico observar como essas coisas se apresentam em diversas formas… os encantos das singularidades sexuais…
    Beijocas a todos.

  2. Crossdresser Assumida disse:

    Eu sempre tive atração e vontade de calçar e usar, sapatos femininos de salto alto!
    Sou homem heterossexual, mas, adoro me vstir de mulher, por completa e sair batendo os meus saltos na calçada, fazendo aquele ‘tóc-tóc’ gostoso e característico de uma fêmea, atraindo a atenção de quem passa!
    Apesar de tudo, continuo homem e heterossexual… adoro as mulheres e acho que é por inveja delas, que eu gosto de me vestir de mulher e me sentir uma verdadeira fêmea, fazendo tudo o que elas fazem!
    Gostaria de poder sentir, tudo o que elas sentem, mas aí, existem certos limites que me impedem de ser uma verdadeira Mulher e fêmea, por completo!

  3. Andrea disse:

    Li sobre os comentários e percebi que muitos precisam se completar e não criar um abismo. Aprendi rápido a me definir sem preconceito(sempre com amigos homens, sinceros e cuidadosos e com minha religião)
    Aprendi a determinar o que necessito para ser feliz além do amor.SOU RELIGIOSA, MAS NÃO HIPÓCRITA, CREIO NO AMOR, tive minha 1° relação com 23/24 anos e por isso representação, atuação, fingimento mão fazem minha cabeça, SÓ SE FOR PARA BRINCAR(depende)!Rs
    Tenho uma certa necessidade de controlar os homens.
    Consegui descobrir o desejo de amigos com carinho, conversa e que satisfação é algo complexo, vibrante.
    Tenho muita afinidade com os desejos masculinos, único problema meu é o ciúme (é engraçado dizer, mas todos seriam meus! Loucura, né?)

    • B. disse:

      Andréa, eu também descobri meu prazer com a Dominação mais tarde, e tão naturalmente que nem doeu… rs, pelo menos não em mim.

      Mas enfim, como vc tenho formação cristã, no meu caso católica e acho, de verdade que o que acontece entre um casal é responsabilidade única e exclusiva deles, de ninguém mais.

      Quanto ao ciúme… Bem, vou fazer um comentário totalmente voltado à supremacia feminina… Vc tem todos os direitos, inclusive ao ciúme, ele só tem um, deixar de ser seu se for do desejo deles, ou então que calem-se para sempre… rs

      Beijos e seja feliz!

  4. roberto disse:

    Acho que sou bi, pois tenho fantasias com o membro masculino e coisas relacionadas. Porém não entendo direito o fato de nas ruas eu não me interessar por homens. Pareço só me interessar pelo ‘sexo’ do homem.
    Afetivamente eu sei que preciso e gosto da mulher. Então, como entender? Minha amiga me chama de gay e acabou. Mas eu não concordo. Pra que eu ia querer ficar com mulher afinal? Não teria razão nenhuma.
    Seja com for, ainda tenho esperanças de me relacionar com um mulher da qual eu goste, a questão é: e ela? O que vai pensar? Como ser honesto e ao mesmo tempo não ser recusado, logo de cara?
    Realmente, ser taxado, taxar, rotular, é sempre muito cruel e não reflete a realidade. A sexualidade é mesmo muito ampla, e complexa, par sermos os ‘doutores’ das ciências nesse campo.

  5. Sou h. , casado, bem casado, sempre tive fantasias assim, já experimentei situações homo ( A/P) contudo me vejo como hetero. E com algo a mais, como diz minha amada companheira. Tenho as características típicas do “machão”, mas também de “fêmea”, o que ela descobriu recentemente e está amando demais, nossa relação íntima ficou melhor, não preciso mais esconder dela coisas o que desejo como fetiche e nem ela de mim… No blog conto desde o dia em que decidi me expor como CD(crossdresser), 22/7/2010, o que foi bom e o que foi ruim, o momento que contei para ela e hoje com estamos!
    Enfim, “rotular” disto ou daquilo não é o caminho, uma vez que a intimidade da pessoa pertence a ela somente, e quando exposta, no meu caso, para apoiar aquelas que precisam se entender e viver!
    Achei ótimo este espaço!
    Beijos
    Hélida Special

  6. TK2046 disse:

    Também não gosto destas classificações. Obrigam-nos a encaixar-se dentro de uma expectativa, identificar-se com os padrões estabelecidos e… levar o estigma que lhe é dedicado. Diga quem és e eles lhe dirão o que irás receber.

  7. Mauricio disse:

    Gostaria de experimentar, falta coragem, porém não sei por onde começar e o pior não sei aonde encontrar uma mulher que esteja afim de se iniciar como eu?

    Aguardo

  8. Emecê disse:

    Marjorie Garber (Vice Versa – Bissexualidade e Erotismo) fez uma observação interessante: depois que inventaram a palavra homossexual, o que era uma prática transformou-se em identidade. Por que classificar as pessoas a partir da sua opção sexual?

  9. Tchê disse:

    Pois é,

    Antes de tudo temos que lembrar que as pessoas têm a necessidade de definir-se. O saber “quem sou” facilita o trânsito entre as demais pessoas, em todos os sentidos, até nos esportes.

    A hipocrisia social, fruto da cultura, escamoteia quase sempre as práticas consideradas não muito normais. Até a expressão “dentro de 4 paredes vale tudo” já encerra um segredo, uma quase proibição à curiosidade de saber-se o que lá acontece. Dizem que vale tudo mas “ninguém sabe o quê” (e ninguém deve saber: só aos 2 que lá estavam).

    Na busca do prazer, no ato de dar e receber carícias deve fluir a espontaneidade, a simplicidade do ser livre, a cabeça leve a ponto de não preocupar-se com papéis, com formas de se comportar e muito menos com modismos.

  10. Enfil disse:

    O que eu acho? Acho que na intimidade do seu quarto vale tudo, ainda que esse “tudo” não seja tão amplo assim. Vale lembrar de que para se chegar nesse nível de intimidade, é necessário que ambos estejam de acordo.
    Beijos, B.

  11. Sentimental disse:

    ai B., eu acho [na minha mortal insignificância] q as coisas continuam como estão: heteros, homos e bis… e cada um com uma preferência a mais no curriculo.
    bjs

  12. Jude disse:

    B, como sempre muito lúcida a sua análise. Concordo,totalmente:”a multiplicidade de possibilidades é só um prazer a mais.” Acredito que sejamos todos bissexuais por natureza, mas optamos em ser hetero, homo ou mesmo exercer a nossa capacidade plena bi. Tudo é uma questão de escolha! bjs.

  13. Andarilho disse:

    Eu considero o desejo pra classificar em homo, hetero ou bi.

    Desejou pessoa do mesmo sexo, eu classifico como homo. Gosta de se vestir de mulherzinha, mas não sente atração por homem, é hetero. Esquisito, mas ainda assim, hetero.

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