Seção | Sexualidade

“A rapidinha” – conto erótico

Um presente para inspirar o final de semana… Beijos. B.

Quem diria… Eu, que nunca dispenso uma preliminar implorei baixinho ao pé do ouvido dele: “Me come logo, vai?!”.

Tem umas coisas que a gente não sabe explicar. Aquele almoço na casa da irmã dele estava um tédio. Por mais que a família quisesse me enturmar, fazer com que me sentisse à vontade, tudo era muito claro, a estranha era eu naquela primeira vez entre eles. Sentia a todo instante sob as lentes de um Big Brother. Mãe, pai, irmãos, sobrinhos… Todos me analisando. Detesto ser analisada. Ele parecia feliz e à vontade, o fato de morarmos em outra cidade fazia dele o centro das atenções, o filho pródigo. E quando eu achei que nada mais chato podia acontecer, um banho de vinho em meu vestido de seda prata fez acordar dessa ilusão: “Desculpa tia…”, disse um dos sobrinhos, que esbarrou, derrubou toda a taça de vinha que eu tinha em mãos e continuou correndo com as outras crianças. A mãe, uma das cunhadas, correu em meu auxílio, mas com um sorriso amarelo eu disse que criança era assim mesmo e mudamente pensei que exatamente por isso não as tinha. E me encaminhei ao banheiro dos fundos para lavar, antes que manchasse o vestido.

De certa forma, acho que fiquei até feliz em sair daquela sala lotada de gente. Evitei o banheiro principal para poder ter uns minutos de paz ali, de calcinha e sutiã, lavando o meu vestido, doida que aquela festa acabasse para ganhar a estrada e voltar para o meu lar doce lar. E enquanto lavava o vestido o pensamento foi nele. Por que será que quando apaixonamos nunca lembramos que todo mundo é um pacote completo? E ri sozinha, minha família não é diferente, não é à toa que evito festas familiares. E nisso, ouvi uma batidinha na porta seguida da voz dele perguntando se podia entrar.

Abri a porta nitidamente aborrecida, mas antes que eu começasse a reclamar, ele já me conhecia bem demais para ter certeza disso, fui calada com um beijo daqueles… Um beijo que me comeu a boca, com fome, uma vontade, que ao afastar de mim, as pernas bambearam e me recostei na pia. “Tinha certeza que ia te encontrar de calcinha…”, disse ele bem safado. A surpresa me deixou meio tonta, molinha, mas não ao ponto de desperdiçar aquele momento. Olhando então safadamente em seus olhos, puxei-o pela blusa e fui desabotoando-a rapidamente, desatando o cinto, abrindo o zíper e enchendo a mão no que me apetecia.

O pau endurecia rapidamente, tanto quanto a minha xota que melava em seus dedos que não perdiam tempo. Quando implorei que me comesse naquele minúsculo banheiro dos fundos da casa, ouvindo o burburinho da festa lá fora, senti o sangue ferver. Era muito excitante e insólita a situação. Queria dar pra ele ali, com a festa rolando lá fora.

E ele, já tão excitado quanto eu, me colocou de costas. “Põe as mãos na parede e empina a bunda!”, falava isso baixinho em meu ouvido, entre sussurros. Com uma mão tomava meus seios, apertava os mamilos, me ouvindo gemer. Ao meu ouvido apenas dizia: “Shhhhhhhh… Quietinha, vou te comer forte, e você vai dar quietinha, quietinha…” A situação me excitava ao extremo. Empinando a bunda ao máximo que podia, senti o pau me penetrar quente, devagar, preenchendo minha xota, metendo devagar, um vai e vem lento e torturante, enquanto aquela barba roçava em minha nuca e a respiração ofegava em meu ouvido.

Senti-o segurar então meus quadris e aumentar o ritmo da foda. Eu continuava de sutiã e a calcinha tinha sido apenas afastada. Podia ouvir o eventual barulho do cinto batendo em alguma coisa, da calça que estava no meio das pernas. Ele ofegava, eu senti-o muito próximo do orgasmo e aquilo me enlouquecia. Foi então que num movimento ele tirou o pau da minha xota, e enfiou os dedos nela, não entendi, estava quase gozando, sentia ela tão melada que quase escorria.

Ele então me segurou forte o corpo com a mão esquerda, enquanto com a direita brincava com os dedos nela, sentia-me tomada, entregue, quando ele tirou os dedos da xota e foi lentamente enfiando em meu cu. A princípio contraí, mas os dedos estavam melados de mim, lubrificavam o local, ele massageava devagar e me falava ao ouvido. “Deixa, vai? Quero comer teu cuzinho aqui…” e eu argumentava meio tonta de tesão, nem conseguia raciocinar, “mas lá fora… a festa… tua família…” e ele com os dedinhos lá, sem parar de massagear dizia “Foda-se! Você estava louca pra dizer isso mesmo, a cada um deles… Esquece eles, esquece lá fora, quero comer teu cu, deixa?”

Apenas consenti, não havia muito a dizer, só sentir. Ele nunca comeu meu cu a força, era como se pra ele, o ato de me convencer fosse tão erótico como a foda em si. Ele sabia o quanto eu amava, mas nem por isso o fazia sempre. Comer meu cu era como um prêmio, uma conquista, algo como colocar uma bandeira no topo do Everest. Recostei meu corpo bem próximo à parede, empinei o mais que podia a bunda, senti-o arreganhá-la e lentamente enfiar o pau, só a cabeça a princípio. Ele sabia comer… Doía, eu gemia, e ele metia um pouquinho mais. Parava. Eu contraía. Quando me sentia relaxar, metia mais um pouco. E quanto enfim meteu o pau completo. Começou um vai e vem curtinho. E quase gritei de tesão e dor. Ele aproximou o rosto do meu e disse novamente “Shhhh, quietinha… Prometeu dar pra mim quietinha…” E eu dei.

Ele realmente me comeu forte, meteu fundo, de todas as formas. Me comeu com os dedos e o pau, a xota e o cu. Comeu gostoso, até me fazer gozar, quietinha, como eu prometi. E quando enfim gozou, foi a minha vez de dizer “Shhhh, quietinho… Quer que alguém ouça?” senti o corpo dele estremecer e a porra jorrar dentro de mim. E quando ele tirou o pau, passei a mão em meu cu aberto, escorrendo o leite. Ele sentou no vaso sanitário, as calças arriadas, a camisa aberta e me puxou pro colo dele. Aninhei-me com o rosto recostado em seu pescoço, sem nada dizer, até a respiração voltar ao normal.

Não sei quanto tempo demorou até que ouvimos uma batida na porta, era a irmã dele. “Conseguiram tirar a mancha de vinho?” E eu, que nem lembrava mais que o vinho havia derramado em mim, sorri e disse que mais ou menos. Ele então perguntou se ela podia emprestar alguma roupa, que a mancha parecia não ter jeito. E ela disse que sim, que voltaria logo. Foi o tempo de nos recompormos, passar uma água no rosto e aproveitar a deixa para eu me vestir e irmos embora. Algo me dizia que aquela rapidinha era só o começo.

O texto acima é uma obra de ficção, qualquer semelhança é mera coincidência.

Post relacionados a “A rapidinha” – conto erótico

  1. Quase Sagrado
  2. Doutor M.
  3. Bedtime Stories

Bora dividir este post?

EmailOrkutShare

Sobre B.

B. é editora do A Vida Secreta. Uma loba em pele de cordeirinha, que acredita que a consensualidade é a base de todos os relacionamentos.

27 Respostas para ““A rapidinha” – conto erótico”

  1. marta disse:

    nao achei legal

  2. Steve Smith disse:

    Seus textos além de muito bem redigidos são profundamente sensuais.Sua forma de vivenciar e abordar a sexualidade é extremamente excitante.O leitor ao lêr seus textos tem a sensação que a mulher incorporada no “seu imaginário” esta permanentemente no comando da relação e é ela que decide quando o parceiro deve gozar, como deve gozar e o que fazer para proporcionar mais prazer a ambos.Você cria a imagem da mulher sedutora/fatal para o imaginário masculino!bjos!!

  3. tamiris disse:

    ;)ai q delicia!!!!

  4. Alessandro disse:

    Estou começando a ler seus contos agora.Muito interessante ler estorias contadas pelo lado feminino.Estou adorando. Parabéns !! Bjo !

  5. Satine disse:

    eu adoro rapidinhas!!! essa foi realemente um sonho!!!

  6. antonio disse:

    muito bom. amei o conto, penas que a minha mulher não curte nada disso e não tem nenhuma fantasia sexua. parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!

  7. andregay disse:

    Belo conto… O acontecido sem planejar é que faz a diferença, pois a rotina acaba com belos momentos à dois

  8. Baba disse:

    ahuauahuahuz
    adoreei
    xD

  9. Admin Secreto disse:

    “Eu, que nunca dispenso uma preliminar implorei baixinho ao pé do ouvido dele: ‘Me come logo, vai?!’.”

    Versão XXX do famoso “Cala a boca e beija!”

    :-)

  10. kaka disse:

    óitmo conta parabbenss…!!eu so apaixonada por contos tipo esses!!kkkkkkkk!!zuera!!

  11. Electra Safira disse:

    Muito bom conto, bem escrito e gostooooso.

  12. Psiquê disse:

    Olá B. adoro seu blog…já virou vício!
    Bjs

  13. Ellen disse:

    eu amei esse conto nossa !!!!!!

  14. Esmar disse:

    Belo conto… O acontecido sem planejae é que faz a diferença, pois a rotina acaba com belos momentos à dois. Parabéns

  15. Lindona disse:

    Wiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii kakakkakakakakaka

  16. klebersonn disse:

    uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
    ke deliciaaaaaaaaaaaaa
    uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

  17. Ow! disse:

    kkkkkk! nem comento viu! ( Amanda, Camila.. ) kkkkkkkkkk = D

    S²S²

  18. joao disse:

    blz to aki :)

  19. Lucas disse:

    que continho bonitinho…bem escrito, safadinho e pedagogico. parabéns pelas letrinhas, pelas idéias e pela dádiva que é família dele vista do banheiro dos fundos…
    bem legal!!!

  20. Ruiz disse:

    Pô B. pensei que fosse mais uma de suas aventuras, visito o teu blog todos os dias desde que li a chupada inesquecivel, sabe, seria hipocrisia dizer que apenas admirei e não quis ser o cara que levou a chupada. Mas este conto me fez ter idéias maravilhosas, acho que todos já sonhamos em dar uma trepadinha em um lugar publico, ou onde o burburinho das pessoas estivesse dando aquela sensação de medo e prazer.

  21. K' disse:

    Delícia de conto!!!

    Mesmo sendo uma obra de ficção não deixa de ser coincidencia com muuuuuiiiita gente!!! :D

    Espero que o futuro nos presenteie com mais!

Trackbacks/Pingbacks

  1. [...] procurar um cantinho, algo bem louco e até exibicionista, com aquela loucura que só dá tempo de puxar a calcinha para o lado e deixar acontecer aquela rapidinha…  Wow! Só de pensar já até esquentou a temperatura aqui. Porque em determinados [...]

  2. [...] procurar um cantinho, algo bem louco e até exibicionista, com aquela loucura que só dá tempo de puxar a calcinha para o lado e deixar acontecer aquela rapidinha…  Wow! Só de pensar já até esquentou a temperatura aqui. Porque em determinados [...]

  3. [...] Cu – Dor e Prazer A Rapidinha A Chupada Inesquecível Xota Raspada A Cunhada Quero Gozar Agora Tesão e Poder Minha Menina A [...]

  4. [...] Sexo Anal – Um livro para levar na bunda dezembro 14, 2007 E olha que coisa, acabo de escrever um conto onde a vedete é o sexo anal e fico sabendo que o Biajoni relançou Sexo Anal pela editora Os [...]


Deixe uma Resposta

Sobre o A Vida Secreta

Entretenimento, informação sobre sexualidade, erotismo, comportamento. Sexo levado a sério, de forma direta e leve para promover a qualidade de vida e respeito à diversidade humana através da sexualidade plena e responsável.

Desde 2007 ajudando a tirar as tarjas pretas do mundo.

Sexualidade e Erotismo no e-mail.

O boletim secreto é nosso boletim mensal, um resumo do melhor sobre sexualidade, erotismo e comportamento no A Vida Secreta e no mundo. Para fazer parte da lista mais bem informada e sexy da internet adulta, clique aqui.

Direitos de Uso, Copyright e Propriedade Intelectual

O conteúdo do site A Vida Secretaé licenciado em uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada.

Isto significa que você pode replicar ou compartilhar o conteúdo feito pela equipe do site (não inclui colunistas e colaboradores convidados), desde que cite a fonte, coloque link para www.avidasecreta.com, compartilhe seu material nos mesmos termos e não tenha fim comercial.
Se você quer usar para algum fim comercial - mesmo que o blogue de sua empresa, entre em contato conosco para licenciamento ou http://www.avidasecreta.com/parcerias/.

Qualquer dúvida, entre em contato conosco.

Seja responsável!

Somos contra a pedofilia e a intolerância sexual, religiosa, social ou racial. Fique esperto!

Pedofilia e discriminação não!

Clique aqui para denunciar.